Sotavento São Lourenço dos Orgãos

Nesse território municipal se situa um dos mais antigos assentamentos humanos do interior da ilha, atraídos pelas dificuldades de acesso nos tempos da escravatura, pelo micro-clima e pelas fortes potencialidades agrícolas da região.
Órgãos Eleitos 
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O Município
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos 
Órgãos eleitos  
 
Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Lourenço dos Órgãos 
Carlos Alberto Vasconcelos
Vera Artemisa Semedo Vieira Afonso
Valdano Paulo Cabral Furtado
Surzi Paula Brito dos Reis
Gilson Manuel Lopes Semedo
 
Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Lourenço dos Órgãos 

Emanuel Borges Gonçalves - MPD
Victor Moreno Baessa - PAICV
Andrea Sofia Monteiro Cabral - MPD
Suzete Soares Moniz - PAICV
Antunes Miguel dos Santos Marques - MPD
vailson de Jesus Gonçalves Freire Garcia - PAICV
Teresa de Jesus Ramos dos Passos - MPD
Odair António Semedo Afonso - MPD
Admir Pereira Miranda - PAICV
Wilsa Mulata Tavares Semedo - MPD
Luciene Mendes Gonçalves - PAICV
Eduardo da Veiga de Pina - MPD
José Maria dos Santos Moreira - PAICV
Contactos
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Endereço: Lage

 

Telefone: (+238) 271 11 24

 

Fax:           (+238) 271 12 37

O Município
Contexto histórico do Município
 
Criação 
 
Nesse território municipal se situa um dos mais antigos assentamentos humanos do interior da ilha, atraídos pelas dificuldades de acesso nos tempos da escravatura, pelo micro-clima e pelas fortes potencialidades agrícolas da região. A paróquia de São Lourenço dos Órgãos é conterrânea da própria diocese de Santiago de Cabo Verde, criada na primeira metade do Século XVI (em 1533). Da interacção entre a prática da agricultura e a construção de habitações e instalações de apoio à actividade económica, a configuração actual do ambiente urbano/rural do Município foi ganhando corpo de forma espontânea, até à adopção, no dia 30 de Novembro de 2011, do seu Plano Director Municipal (PDM).
 
Historicamente, a sua evolução esteve muito ligado ao processo da divisão administrativa e religiosa da ilha. Em termos administrativos, a freguesia de São Lourenço esteve sob a jurisdição do concelho da Praia. Posteriormente, passou-se a integrar o concelho de Santa Cruz e, a 9 de Maio de 2005 foi criado o concelho de São Lourenço, gerido inicialmente por uma Comissão Instaladora, com apenas uma freguesia, denominada freguesia de São Lourenço dos Órgãos. O Município passou a funcionar na sua plenitude em 2008, com a eleição dos Órgãos de gestão (Inventário dos Recursos Turísticos).
 
 
Localização geográfica
 
 
O Município de São Lourenço dos Órgãos localiza-se no centro da ilha de Santiago e faz fronteira com os municípios de São Salvador do Mundo a Norte, São Domingos a Sul, Santa Cruz a Este e Ribeira Grande de Santiago a Oeste. Este município fica no interior da ilha de Santiago e não tem orla costeira. Em termos de área, ocupa uma superfície de 39,5 Km2, o que representa cerca de 4 % da área total da Ilha de Santiago e 1 % do território nacional. 
No que diz respeito à morfologia, é um município montanhoso e de vales profundos. O ponto mais alto é o Pico de Antónia, com cerca de 1392m de altitude donde nascem as ribeiras de Longueira, Covoada e Pico de Antónia que são afluentes do vale da Ribeira Seca. Destacam-se ainda várias montanhas, Serras e cornijas, entre os quais, o monte de João Teves e de Montanha. 
De um modo geral, as vertentes apresentam declives bastante acentuados e vales encaixados. Do ponto de vista climático, a maior parte do território municipal pertence aos andares húmidos e sub-húmidos. No que diz respeito à vegetação destaca-se o Perímetro Florestal de São Jorge, com várias espécies de árvores, arbustos e herbáceas, sendo algumas introduzidas e outras endémicas. Na localidade de São Jorge destaca-se ainda o único jardim botânico do país, rodeado de uma paisagem exuberante. A relativa abundância de vegetação explica a existência de uma importante comunidade de avifauna nesta região onde se destaca a Garça Vermelha, endémica da ilha de Santiago.
 
 
 População
 
A nível populacional, de acordo com o CENSO 2010 dos 7.388 habitantes do Concelho, 48,3% são do sexo masculino e 51,7% são do sexo feminino, com uma densidade de 200 hab./Km2, com cerca de 77% a residir no meio rural e 23% no meio urbano. Portanto, trata-se de um município de interior, marcada pela ruralidade. São Lourenço é um Município jovem cuja idade média oscila à volta dos 27,9 anos. Cerca de 58% da população tem menos de 25 anos e 33% tem menos de 15 anos. Entre 15 e 64 anos são 57,5% e com mais de 65 anos são apenas 9,5% (Inventário dos Recursos Turísticos).
Segundo os dados do INE em 2017 a população era de 7.078 mil habitantes entre as quais 49,7% Mulheres e 50,3 % Homens.
Situação Socioeconómica
Situação socioeconómico
 
 
Habitação 
 
O problema da habitação em São Lourenço é estruturante assim como em muitos pontos do país. Sendo um Concelho com uma elevada taxa de desemprego e consequentemente elevada taxa de pobreza, as condições das habitações, também são deficitárias.
A grande maioria dos agregados familiares vivem em casa própria individual e um número muito reduzido de famílias vivem em casa arrendada.
Em todas as localidades há registo de habitações que precisam de intervenções urgentes. A Câmara Municipal nos últimos dois anos apoiou muito as famílias que tem demandado pedidos nesse sentido e, em diferentes casos fez-se reconstrução de casas a favor de famílias consideradas muito pobres.
O nível de vida ecossistémico da população de São Lourenço é relativamente baixo, sobretudo no que tange às condições de habitabilidade. Segundo o Censo de 2000, a maioria da população residia com um défice habitacional profundo na ordem dos 10% a 20,4%.
O défice habitacional é um indicador do estado da pobreza que mede a precariedade domiciliar em termos de cobertura, parede e pavimentação; improvisos de domicílios tais como barracas, e partes de casa; a densidade excessiva dos compartimentos habitacionais e a carência infraestruturais: sem casa de banho e cozinha, sem água canalizada, energia eléctrica e telefone, entre outros. Esta situação é generalizada em praticamente todas as zonas, pese embora em umas com maior densidade que outras. Em 2006, a situação era idêntica. Contudo, tende a diminuir, a prazo, graças às sucessivas intervenções do Município. O défice habitacional básico de São Lourenço dos Órgãos concentra-se nas zonas de São Jorge, João Teves, Boca Larga e Órgãos Pequeno, zonas onde vive cerca de 49% das famílias do concelho e 156 agregados em situação de défice, ou seja 55% destes. Nessas zonas o défice varia entre um mínimo de 18% em Boca Larga e um máximo de 24,5% em Órgãos Pequeno33. A cidade de João Teves é o caso de maior realce, onde aliás vive cerca de 18% dos agregados familiares do concelho, com um défice de 24%, o equivalente a cerca der 60 habitações, correspondente a 21% do défice habitacional básico do concelho. Cerca de 42% das famílias dessas zonas em situação de défice habitacional básico tem pelo menos 3 crianças em casa. A presença de três crianças ou mais é mais expressiva em Boca Larga, com um mínimo de 38% em João Teves.
 
 
Água
 
Abastecimento de água segundo o Censo 2010 apurou que 60,9% das residências do Município tem acesso à rede pública de distribuição de água, para abastecimento de água potável. A prestação desses serviços é assegurada pela Câmara Municipal. De recordar que 35,9% dessas habitações já tem ligação à rede pública de distribuição de água no interior do alojamento (i.e. água canalizada) e 25,8% no exterior do alojamento, faltando fazer chegar a água a 38,9% de moradias ainda sem acesso à rede pública em todo o concelho e que se abastecem em chafarizes, autotanques, nascentes, etc. Continuam os esforços da Câmara Municipal no sentido de atingir, a prazo, uma cobertura de 100% de ligação à rede pública de abastecimento de água. A situação é bastante satisfatória no eixo urbano do Município, onde todas as habitações já têm acesso à água canalizada, nomeadamente: cidade de João Teves, Órgãos Pequenos, Funcos, São Jorge, Pedra Molar, Várzea Santana, Laje, Lajedo, Mato Raia, Temerosa em Pico de Antónia, João Goto, Levada e Achada Costa. Entretanto, a orografia do concelho inviabiliza as ligações domiciliárias a muitas comunidades devido ao custo unitário bastante elevado. Não obstante, o esforço gradual neste sentido tem permitido um aumento das ligações domiciliárias, embora a um ritmo inferior à média nacional (perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).
 
 
Saneamento
 
Saneamento o Município dispõe de um parque de viaturas já vetusto (i.e. apenas três são novas), incluindo a única viatura de recolha de resíduos sólidos urbanos, uma actividade essencial para o saneamento público. Essa viatura nem sequer é apropriada, pelo que se impõe adquirir novos equipamentos para essa área de serviço urbano. De recordar que o Censo 2010 apurou que 39,6% de habitações tem acesso a contentores de recolha de resíduos sólidos, enquanto a viatura de recolha de lixo só beneficia 1,2% de habitações. Nesse contexto, 34,4% desses resíduos é enterrado ou queimado, e 20,9% é jogado ao redor da casa, e 3,7% na natureza. O Município dispõe de um Código de Postura Municipal que, regra geral, é respeitado num ambiente relativamente pequeno, onde todos se conhecem e fica mais difícil fugir ao “socialmente aceitável”. A cultura rural é, entretanto, predominante, e o Município tem ainda um longo caminho a percorrer até assumir melhores práticas de urbanidade. Os poucos contentores existentes no Município são, com muita frequência, “desviados” pela população para outros fins, como reservatório de água. Os restantes operacionais são bastante insuficientes para a quantidade de lixo que é produzida diariamente. Por isso, não é se de estranhar situações de amontoamento do lixo na via pública. É de se salienta que o concelho dispõe de uma equipa de limpeza no terreno, constituída por 24 Trabalhadores, sendo 11 colocados nos principais centros urbanos (i.e. no território do corredor central) e os restantes 13 atuando na limpeza das encostas e zonas de maior acumulação, de resíduos sólidos (perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).
 
 
Saúde
 
O Município de São Lourenço dos Órgãos integra a Delegacia de Saúde de Santa Cruz e a Região Sanitária de Santiago Norte. Por isso, conta com um Centro de Saúde (Imagem 3240), que se situa na Cidade de João Teves, havendo necessidade de criar e reforçar uma rede de Unidades Sanitárias de Base.
A principal prioridade no domínio da saúde é o aumento do quadro clínico do actual Centro de Saúde, com mais médicos e mais enfermeiros. Paralelamente há que colocar em funcionamento a Unidade Sanitária de Base de Pico Antónia.
A execução do Perfil de Saúde do concelho e posteriormente o Plano Municipal de Saúde são duas peças fundamentais para se ter uma fotografia exacta do estado de saúde das famílias de São Lourenço dos Órgãos e planear o que fazer para debelar as doenças existentes e prevenir outras que tenham condições para surgir.
Apesar de o actual Centro de Saúde ter sofrido obras de beneficiação, existe acordo em fazer um novo Centro que corresponda às actuais e futuras necessidades.
A melhor forma de prevenir a doença é através da informação. Assim propõe-se a edição de um Boletim de Saúde com regularidade bimensal, e que resulte da parceria entre o Centro de Saúde e a Câmara Municipal (perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).
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Educação 
 
O Município pode considerar-se relativamente bem servido em termos de infraestruturas de Ensino PréEscolar (394 crianças), Ensino Básico (1.227 alunos) e Ensino Secundário (1.290 alunos) que, conjuntamente, servem à quase metade da população residente dos Órgãos (Imagem 3239). Entretanto, falta intensificar o acesso ao Ensino Médio e Ensino Superior no próprio Município. Para esses níveis de ensino, a Câmara Municipal vem concedendo bolsas de estudo para a frequência de cursos médios em Portugal, em várias áreas, nomeadamente comércio, contabilidade, protecção civil, controlo de qualidade alimentar, serviços jurídicos, construção civil, etc. Por outro lado, a Câmara Municipal conta neste momento com mais de 80 bolseiros nas diversas instituições do Ensino Superior em Cabo Verde. Impõe-se ainda proceder à requalificação física e melhoria sanitária dos estabelecimentos do 1º ciclo do Ensino Básico e Jardins-de-infância, cuja necessidade é visível (perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).
 
 
Pobreza
 
De acordo com os dados do INE (Outubro de 2005) São Lourenço dos Órgãos é considerado o segundo Município mais pobre do país, com 54,7% da pobreza, fenómeno que afecta as categorias sociais mais vulneráveis, a saber: Pequenos agricultores e camponeses; Trabalhadores desqualificados e com empregos precários;
Trabalhadores de média idade, despedidos ou cujo trabalho avulso é insuficiente para os aliviar da pobreza; Desempregados de longa duração e com baixo nível de escolaridade, incapazes de encontrar um segundo emprego; Idosos pensionistas; Mulheres chefes de famílias e em situação de monoparentalidade; Famílias numerosas cujo chefe é a mulher e em situação de desemprego; Crianças, sobretudo, órfãs ou pertencentes a famílias monoparentais e disfuncionais; Indivíduos portadores de deficiência e incapacidades. (perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).
Actividades Económicas

Actividades económicas

São Lourenço é um município essencialmente rural cuja atividade económica principal gira em torno da agricultura e da pecuária. São duas atividades económicas expressivas no concelho, sendo de carácter tradicional, pese embora, o esforço da sua modernização, no caso da agricultura de regadio, com a construção da barragem e centro de transformação de produtos agroalimentares. Existem no centro da cidade de João Teves, os serviços administrativos e algumas atividades ligadas aos serviços de bares/restauração.

São Lourenço dos Órgãos é um dos municípios mais pobres da Ilha de Santiago e de Cabo Verde. Este facto deve-se ao fraco desenvolvimento ao longo dos anos transactos e por ser um município rural e de escassos recursos. 

Muito embora tenha em 2000, a proporção da população que constitui força de trabalho (69,6%) ligeiramente superior à média nacional (69,3%) em São Lourenço dos Órgãos, o desemprego é particularmente elevado. 

Na área de urbanização, devido às características predominantemente rurais, tudo se encontra por fazer em matéria de planeamento e desenvolvimento urbano. 

Sendo um município rural, tem como uma das grandes oportunidades, a principal estrada nacional que o atravessa em toda a extensão.

O município conta, ainda, com importantes pontos potenciais de atracção de actividades económicas e do turismo, como a barragem de Poilon (agricultura, pecuária, comércio e turismo) e o Pico de Antónia (turismo de Montanha), a maior elevação da Ilha de Santiago, a terceira maior elevação do País, o perímetro florestal e o Jardim Botânico de São Jorge (Turismo ecológico e de montanha), pontos esse que pode atrair grandes investimentos para a região nas áreas de turismos e comércio. 

 

Agricultura 

Com ênfase no estudo do último QUIBB, as terras cultiváveis correspondem a 53% do território regional, apenas 10% destinam-se à construção e 37% são montanhas e florestas. 

O município dispõe de 2.873 hectares de área cultivável e, a maior parte (87%), é destinada à cultura de sequeiro, isto é, de cereais (milho e feijões). Apenas 13% destina-se à cultura hortícola. Esta divisão parcelar remete à necessidade evidente e urgente de pensar e aplicar nova dinâmica agrícola nos Órgãos. 

A implementação das novas técnicas de produção, mais eficiente em termos de recursos, é ainda uma novidade para os produtores locais que vêem poucas parcelas de terras instaladas, como por exemplo, o sistema de rega gota-a-gota. 

O Município tem uma forte tradição de fabricação da aguardente , produto étnico de elevado apreço, tanto no país como no seio da diáspora cabo-verdiana no mundo. A reformulação e modernização do processo de fabrico, visando melhorar a qualidade do produto, abrirá portas para a criação de muitos postos de trabalho permanentes e dinamização da economia de muitos agregados familiares, na medida em que se trata de uma produção essencialmente familiar mas com uma cadeia de valor que se inicia na agricultura pelo que tem sido uma das estratégias de combate à pobreza.

 

Pecuária 

A pecuária, com excepção da criação no INIDA, é essencialmente doméstica à mercê das possibilidades de cada família.

 

Comércio

O comércio, por sua vez, é a terceira actividade económica do município com 11% da população que o ocupa. Grande parte da população tem uma ocupação diferenciada atendendo aos sectores de serviços e outros. 

Contudo, existem oportunidades de crescimento desta actividade económica, tendo em conta que a sua posição geoestratégica no centro da ilha e de fácil acesso aos outros concelhos; a barragem e os recursos naturais de atracção turística poderão contribuir grandemente para o desenvolvimento deste sector. 

Turismo

Turismo 

No que diz respeito ao turismo, o Município de São Lourenço dos Órgãos tem todas as condições para demonstrar que, ao contrário do que se pensa, Cabo Verde não é só sol e praia. O concelho tem excelentes condições para a prática do turismo de montanha, com escaladas e percursos pedestres. O concelho faz parte dum roteiro turístico, sobretudo, pelo seu encanto natural, as montanhas, o clima, pelas suas belas e exóticas paisagens, gastronomia tradicional e especial, combinada por uma riqueza cultural excepcional, uma população afável e hospitaleira, condimentam a vocação natural para o desenvolvimento turístico. 

Além do mais, possui infraestruturas turísticas por excelência como o Jardim Botânico em São Jorge e a Barragem do Poilão (a maior infraestrutura hidráulica do país), pontos históricos que retratam vidas passadas do concelho nos períodos antes e depois da colonização. São Lourenço dos Órgãos é o ponto de passagem obrigatória para sete concelhos do interior da ilha. Neste contexto, em parceria com associações de base comunitária, a então Comissão Instaladora implementou um projecto de itinerário Rui Vaz, São Jorge e Longueira, financiado pela Cooperação Francesa, o qual tem tido um impacto positivo no desenvolvimento do sector e da comunidade em geral. Todavia, muito trabalho deve ser feito partindo da sensibilização da população, a criação de infraestruturas turísticas e maior investimento na atracção turística. O micro-clima, junto ao sopé da montanha, é um potencial para associar o turismo de montanha à produção de café, uvas e vinhos ou outros produtos de elevado valor acrescentado, susceptível de alavancar a indústria ligeira no concelho. O boom das aves resultantes da existência permanente de água poderá também favorecer um turismo ecológico.

Por outro lado, existem oportunidades de crescimento desta actividade económica, tendo em conta a posição geo-estratégica do concelho no centro da ilha e facilidade de acesso aos outros concelhos; a barrageme os recursos naturais de atracção turística poderão contribuir grandemente para o desenvolvimento deste sector.

 

O desenvolvimento do turismo, no entanto, esbate-se com problemas de infraestruturas e de acesso. Não havendo circuitos devidamente estruturados e infraestruturas de apoio, a mobilização de turistas é ainda débil. Para além disso, o acesso aos mercados internacionais faz-se de forma indirecta, não contribuindo ainda a existência de um sistema de transportes urbanos colectivos que facilitem a ligação inter-urbana com as principais cidades da ilha(perfil urbano do município de São Lourenço dos Órgão).

 

Monte Pico de Antónia

O Pico de Antónia é um monumento natural, situado no centro da ilha de Santiago, na encruzilhada dos municípios de São Lourenço dos Órgãos, Ribeira Grande de Santiago, S. Domingos e Santa Catarina. Segundo alguns historiadores, foi-lhe atribuído o nome de Pico de Antónia em homenagem a António de Noli, um dos descobridores das ilhas de Cabo Verde. Este património geológico é o maior edifício vulcânico da idade mio-pliocénica, constituída essencialmente por lavas de natureza basáltica. Do ponto de vista geomorfológico, carateriza-se por encostas abruptas, marcadas por incisão de ravinas e vales que assumem formas e dimensões diversas, resultantes da erosão hídrica. É a maior elevação da ilha de Santiago com cerca de 1392m de altitude o que está na origem da ocorrência de microclimas que favorece o desenvolvimento da biodiversidade e de endemismos. Singulariza-se pela sua beleza paisagística e faz parte do roteiro turístico da ilha. O pico de Antónia é um lugar relativamente seguro, embora requer alguns cuidados ao longo do percurso.
 

Serra do Monte João Teves 

É uma Serra que fica na localidade de João Teves e que faz parte da cumeira do Pico de Antónia. A sua morfologia aparenta órgão de um tubo que está na origem do nome do Município. Em termos geológicos é constituído por mantos basálticos que faz parte do complexo eruptivo do Pico de Antónia e tem 755m de altitude. É um elemento natural que apresenta diferentes configurações dependendo da posição do observador e do seu ângulo de visualização. Em virtude da sua imponência na paisagem, beleza cénica e da sua configuração deve integrar o roteiro turístico.

 

Monte “Pedra Pessoa”

Situado em Órgãos Pequeno, é um nome dado pela comunidade local por aparentar a imagem de uma pessoa. Este Rochedo tem despertado interesse e curiosidade dos visitantes para contemplação e fotografias. Trata-se de um lugar que só é acessível por caminhos vicinais.
 

Miradouro Rasta

Encontra-se localizado a noroeste do município, a 750 metros de altitude no planalto de rasta. O nome segundo os moradores deriva da forma como alguns jovens se apresentavam, como o modo de vestir e o penteado. A sua altitude permite obter uma vista panorâmica espetacular.
 

Vale de S. Jorge

O Vale de São Jorge está localizado na vertente oriental do Pico de Antónia, entre Longueira e Laje. É um vale talhado na formação dos órgãos que apresenta a forma de uma depressão que permite a confluência do ar ao longo da encosta da Serra do Pico de Antónia, originando um microclima local, razão pela qual ser uma das zonas mais verdejantes da ilha de Santiago. O acesso ao Vale de São Jorge é fácil e faz-se pela estrada principal que liga a Cidade da Praia ao interior da Ilha. A partir de João Teves, antes de chegar ao Ponte Ferro, vira-se pela primeira estrada secundária à esquerda, no sítio chamado “ramalho”,  em direcção ao Vale de São Jorge. O vale de São Jorge é uma zona faunística rica em espécies avifauna. A sua cobertura vegetal, sobretudo, na cintura florística e as zonas escarpadas constitui lugar de refúgio das aves onde fazem ninhos. Ali, vive um número expressivo de aves endémicas como Tchota de cana, Tchota de terra, Asa curta, Passarinha. Portanto, um lugar que pela sua calmaria e tranquilidade convida os visitantes ao repouso, ou seja, um espaço de lazer.
 


O Vale de São Jorge é repleto de atrativos. Ali, destacam-se vários atrativos, entre os quais o único Jardim Botânico do país, rodeado de uma paisagem exuberante e bela, com alguns miradouros, marcada e definida ao norte pela Serra de Pico de Antónia (Parque Natural), incluindo o Períme¬tro Florestal de São Jorge, Jardim Botânico Grandvaux Barbosa e Localidade de Longueira. 

No período das chuvas, a formação de pequenas “cachoeiras”, atrai centenas de visitantes ao dia, oriundos de todas as localidades da ilha, principalmente da Cidade para Praia, para desfrutar deste ambiente e fugir um pouco do stress do centro urbano, muitas vezes ao som da música tra¬dicional animada pelos grupos locais, com destaque para as famosas batucadeiras de São Jorge e do grupo Xubenga. 
 

Perímetro Florestal 

Trata-se de um antigo Perímetro Florestal relativamente denso, resultante de várias campanhas de arborização iniciada nos anos 40, em zonas altas. É composto por várias espécies, nomeada¬mente Eucalipto, Acácia, Lantuna, entres outras. É uma área protegida e de reserva ecológica com alto valor científico e turístico. Dentro e fora da floresta pode-se encontrar alguns caminhos vicinais que poderão ser aproveitados para promover o turismo de natureza.

 

Localidade de Longueira 

Na zona de Longueira existe uma série de espécies de árvores, com destaque para o eucalipto, árvores de fruto como a mangueira e outras
 

É uma zona verdejante, de povoados concentrados e dispersos, caraterísticos das zonas rurais. Em virtude das suas caraterísticas muito próprias, pode ser um ponto turístico de referência no município de São Lourenço dos Órgãos.
 

Banana-Ribeira Montanha 

No vale da Montanha, município de S. Lourenço dos Órgãos, existe uma localidade conhecida por “Banana”, perto da zona de Librão que está a cerca de 220m de altitude. 

É considerado um Sítio de interesse científico por ser uma área de nidificação de uma espécie endémica exclusiva da ilha de Santiago, designada Garça Vermelha (Árdea purpúrea Burmey). (Inventário dos Recursos Turísticos).

Ambiente

Ambiente

O ambiente em São Lourenço dos Órgãos é marcado pela predominância da cultura rural, pela ausência de espaços urbanos e de adequados sistemas de arruamento e calcetamento de ruas. Tudo isso é agravado pelo défice em matéria de produção e distribuição da água potável e pela ausência de infraestruturas urbanas e de saneamento.

A orografia dos terrenos do concelho, caracterizada por acentuados declives, torna São Lourenço dosÓrgãos bastante vulnerável a catástrofes naturais, nomeadamente inundações provocadas por cheias durante a época das chuvas, derrocadas e quedas de pedras. Por outro lado, sendo um concelho com fortes potencialidades florestais, existem riscos de incêndios que clamam por uma vigilância apertada. Ainda, acontecem acidentes de viação com frequência.

A precariedade habitacional constitui um outro problema de riscos urbanos em São Lourenço dos Órgãos, pois existe um número elevado de famílias com habitações degradadas, carecendo de recursos para a reabilitação das suas casas. Essas habitações constituem uma grande ameaça à segurança das pessoas.

Cultura
Cultura 
 
Atrativos histórico-culturais
 
Cidade de João Teves
A cidade de João Teves é um pequeno núcleo urbano, uma antiga vila que ascendeu à categoria de cidade em 2010. É um aglomerado populacional que se desenvolveu ao longo da estrada nacional, onde se concentra a maioria dos serviços públicos e privados e os serviços de restauração, bares e lanchonetes. É núcleo urbano bastante reduzido, situada no Vale de João Teves, de perfil longitudinal, marcada pela inexistência de ruas, bairros e ausência de prédios de vários andares, mas com alguns edifícios da época colonial e pós-colonial que testemunham a sua origem. Difere dos outros centros urbanos, sobretudo, pela sua pequenez em termos de dimensão física, infra-estruturas urbanas, número de habitantes, serviços que oferece, “morabeza” e simplicidade das suas gentes, entre outros aspetos relevantes. (Inventário dos Recursos Turísticos).
 
Capela de São Jorge 
Localizada na zona de S. Jorge, foi construída pelo Estado Novo nos anos 50. É uma das Capelas com o mesmo estilo arquitetónico das capelas de Achada Santo António e do Bairro Craveiro Lo¬pes, na Cidade da Praia. 
A festa de Nhu San Jorge como é conhecida-Santo Padroeiro é comemorada logo a seguir à Pas¬coa e cai sempre num Domingo depois de São Salvador do Mundo. É uma festa muito famosa, celebrada com muito afinco. Por esta altura a movimentação de pessoas e bens é tanta que care¬ce do engajamento firme das autoridades para dar vazão ao fluxo de visitantes que ali se dirigem para não só participar na festa, mas também, para expressar a sua crença religiosa. A festa é precedida de missa e procissão.
 
 
Mercado dos Órgãos 
O antigo Mercado dos Órgãos situa-se na zona de Pedra Amolar, ao lado da estrada principal que dá acesso à Assomada. A sua construção remonta aos finais do século XIX e foi durante muito tempo importante feira do interior de Santiago, praticamente até a década de 1960. Funcionou como feira de produtos agrícolas às segundas-feiras. Em termos arquitetónicos, trata-se de um edifício tipo fechado alongado, com um corredor comercial no interior a céu aberto. 
Actualmente, encontra-se na fase de remodelação e tudo indica que se vai manter a arquitectura inicial, embora foi introduzida elementos de modernidade. Recentemente, tentou-se revitalizar esta feira, o que lhe deu uma nova dinâmica.
 
 
Jardim Botânico Grandvaux Barbosa
Este Jardim localiza-se na zona de Ribeirão Galinha e foi criada em 1986 com o objetivo de preser¬var e conservar as espécies endémicas de Cabo Verde. O seu nome foi atribuído em homenagem ao investigador português Luís Augusto Grandvaux Barbosa pelos trabalhos de investigação cien¬tífica relevantes sobre a vegetação do Arquipélago. 
Atualmente, alberga uma grande variedade de espécies, divididas entre endémicas, plantas orna¬mentais e medicinais. De entre as espécies endémicas encontram-se Tortolho, Dragoeiro, Mato botão, Macela e Carqueja de Santiago, entre outras.
 

 
Como se pode observar, existe ali um pequeno quiosque com bancos à sua volta que permite aos visitantes descansar e disfrutar de um ambiente relaxante e tranquilo. Dentro do próprio Jardim também, existem áreas de lazer. Além do endemismo, neste jardim encontram-se ainda plantas aromáticas e medicinais. 
Até esta data é o único Jardim Botânico do país que se encontra registado no BGCI (Botanial Gar¬dens Conservation Internaional), uma instituição sediada em Londres que zela pela conservação das plantas a nível mundial. É de fácil acesso e encontra-se aberto aos visitantes durante o dia.
 
Ponte D. Luís
Localiza-se na Cidade de João Teves, em Covão Sequeira, ao lado da estrada nacional Praia/As¬somada. É um dos poucos vestígios que restam da antiga estrada construída em finais do século XIX para facilitar o percurso dos cavalos e carros de bois. O nome foi atribuído em homenagem ao Príncipe D. Luís, filho de D. Carlos. Foi construída de pedra vermelha e apresenta a forma de um arco romano.
 
 
Museu Etnográfico de São Lourenço dos Órgãos 
Este Museu encontra-se localizado na cidade de João Teves, na estrada principal que vai para Santa Catarina, ao lado do Restaurante Dali. É um museu que retrata o “modus vivendus” e a cul¬tura dos Laurentinos, suas vivências, tradições e costumes, ou seja, que expõe o seu património cultural (material e imaterial).
Este museu contém vários instrumentos e utensílios que testemunham o passado dos habitantes deste município. Apresenta ainda uma coleção de fotografias que espelham o modo de vida e as tradições do homem de campo.
 
 
Barragem de Poilão 
A Barragem de Poilão situa-se na localidade do mesmo nome e foi inaugurada em 2006. Trata-se de uma infra-estrutura hidráulica com 26m de altura, crista de 150m e albufeira de 15m. Esta barragem tem provocado impatos positivos no ecossistema local, atraindo aves migradoras e animais aquáticos. É uma das maiores infra-estruturas hidráulicas do país com impatos positivos na agricultura do regadio. É um atrativo de fácil acesso que pode ser visitado a qualquer hora do dia e que já integra o roteiro turístico.
 
 
Praça João Teves
A Praça de João Teves é uma infra-estrutura de lazer situada no centro da Cidade, na estrada principal que dá acesso à Santa Catarina. Tem uma estrutura retangular, área verde, iluminação pública e encontra-se em bom estado de conservação. 
 
 
“Sobrados” e Casas Coloniais 
Existe em São Lourenço, sobretudo nas localidades de Pico de Antónia, Longueira, Serrado, S. Jor¬ge, Mercado um conjunto de casas habitacionais agrupadas e dispersas, que corresponde a tipo¬logia vulgarmente conhecida como “Sobrados”. São construções herdadas das famílias abastadas (proprietários e comerciantes), na sua maioria descendentes dos antigos colonos. São casas de um ou dois pisos cuja parte central, aparece quase sempre diferenciada dos anexos. Estão ainda bem conservados embora alguns precisam de restauro. 

 
Casa Grande de Senhor Carlos Aguiar 
É uma casa de estilo arquitetónico tradicional da época colonial, construída no século XX e per¬tencente a um cidadão português de nome Carlos Aguar. Este Senhor foi um grande proprietário agrícola da época, onde deixou um vasto espólio em terras e casas rurais pelos vales dos Órgãos.
 
 
Sobrado Dinis Correia 
Trata-se de um antigo sobrado pertencente inicialmente a Senhora Vicente Aguiar que posterior¬mente, veio a ser adquirido pelo Senhor Dinis Correia no ano de 1955 (CMSLO, 2015). 
Este edifício possui uma planta poligonal em formato de U virado para o Norte e comporta dois pisos devido a inclinação do terreno. A cobertura é de telha cerâmico tipo plano. Esta casa é um exemplo típico de arquitetura colonial implantada no meio rural. 
 
 
Casa e Túmulo de Buguendi de Senhor Carlos Aguiar
Este imóvel encontra-se na localidade de Buguendi e integra o conjunto de património construído de São Lourenço dos Órgãos pelo então morgado português Carlos Aguiar. É um edifício típico da arquitetura tradicional portuguesa, possui uma planta poligonal com a forma de L, de um só piso, construída de pedra vermelha e barro e com cobertura de telha marselha a quatro águas. Na parte anexa do edifício central, encontra-se uma capela em ruína e um túmulo provavelmente do século XVIII. 
 
 
Quinta do Serrado 
Esta quinta encontra-se na localidade de Serrado e presume-se que pertenceu inicialmente ao Senhor João Alexandrino da Silva Pereira. Actualmente, este imóvel pertence ao Ministério de Desenvolvimento Rural. Trata-se de um edifício que pelo seu valor histórico e patrimonial poderá ser aproveitado para o turismo rural.
 
 
Casa de Nené Malena 
Esta casa encontra-se localizada em São Jorge, mais concretamente, na zona de Ribeirão Galinha. É um edifício da época colonial que segundo a Dona Maria Semedo, moradora local, pertencia ao Senhor João Gomes de nacionalidade portuguesa. Mais tarde, foi adquirido por um cabo-verdia¬no de nome António Mendes da Costa, de Ribeirão Galinha. 

Género

Género

A nível do Município de São Lourenço dos Órgãos, como de resto em todo o território nacional, há necessidade do reforço da formação em comunicação para mudança de comportamento (CMC), visando socializar informações sobre a equidade de género e a promoção das mulheres, usando os meios disponíveis. para a convivência com o vírus.

O ICIEG tem mobilizado recursos financeiros do Estado e de algumas organizações multilaterais e bilaterais, tais como o Sistema e Agências das Nações Unidas, USAID, Cooperação Francesa, Embaixada dos Países Baixos, e a Embaixada da República Popular da China em Cabo Verde. Dessa forma, o ICIEG tem podido implementar projectos e programas que apoiam e dinamizam actividades de natureza social, económica, educativa e cultural, com maior acção nas Comunidades, onde a índice de pobreza afecta muitas mulheres, de modo a permitir a melhoria da qualidade de vida, da igualdade de oportunidades e a equidade de género( Perfil Urbano da cidada de João teves).

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