Sotavento São Filipe

O Concelho de São Filipe é um concelho/município, da ilha do Fogo, no grupo de Sotavento, em Cabo Verde, com 27.826 indivíduos, ou seja, cerca de 3/4 dos habitantes da ilha (hoje 2/4 dos terras da ilha).
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Órgãos Eleitos
Órgãos eleitos
 
Constituição da Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Filipe 
Nuías Mendes Barbosa da Silva
Vanilda Filomena Silva Correia
Euclides dos Santos Fernandes
Lia Andrade Monteiro Barbosa Teixeira
António Jorge Cula Monteiro
Eva Indira Alves Spínola Andrade
João José do Livramento Rodrigues Pires Canuto
 
Constituição da Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Filipe 
Luís António Nunes de Pina - PAICV
Adolfo José Rodrigues - MPD
Joanilda Lúcia Silva Alves - PAICV
Leida Maria Dias Alves - MPD
João António Silva de Pina - PAICV
António Carlos Jesus de Pina Veiga Pires - MPD
Neusa Mariza Pires Lopes de Pina - PAICV
Jelson Emanuel Gomes da Silva - MPD
Amilcar António Silva Brandão Lopes - PAICV
Daniela Gomes Correia Rendall - MPD
Ilídio Barros de Pina Silva - PAICV
Mário de Pina Cabral - MPD
Henriqueta Gonçalves Mendes Cardoso - PAICV
António Pedro Lobo da Silva - MPD
Nilton Sebastião Mendes Lopes - PAICV
Maria José Pina Barbosa - MPD
Eduardo Bernardino Monteiro Brandão - PAICV
Contacto
Contactos

 

Endereço: Rua 4 de Setembro, São Felipe

 

Telefone: (+238) 281 13 13

                  (+238) 281 12 95

 

Fax:           (+238) 281 12 24

O Município

O Município

No município de São Filipe fica situado o porto de Vale de Cavaleiros e o aeródromo de São Filipe, as principais portas de entrada da ilha do Fogo.

A cidade de São Filipe corresponde a um núcleo urbano de aspecto compacto com  desenvolvimento em anfiteatro, numa pequena rechã sobre uma arriba vigorosa, no flanco sudoeste da ilha do Fogo. O crescimento da cidade foi muito condicionado pelos barrancos estreitos e vigorosos da Ribeira Trindade a Norte e da Ribeira de São João a Sul. O surgimento da cidade bem como o seu nome remontam aos primórdios do povoamento da ilha, entre os finais do século XV e inícios do século XVI. Recordamos que São Filipe também foi nome da ilha do Fogo, nos primeiros tempos do povoamento. 

O Santo Padroeiro da ilha e da cidade era comemorado no dia 1º de Maio juntamente com São Tiago Menor, no calendário Juliano, data mantida na ilha do Fogo apesar da reforma gregoriana. A escolha do local para a instalação da cidade poderá ser associada ao abrigo aos ventos dominantes do NE, assegurada pela vigorosa arriba costeira, favorecendo a instalação do porto e, em paralelo, o lugar altaneiro as segurava a defesa de eventuais inimigos provenientes do mar. As correntes costeiras constituíram um grande problema, mas a situação foi há muito resolvida através da migração do ancoradouro entre a Praia de Nossa Senhora e Vale do Cavaleiros (ou “Barca-Baleeira” se gundo a designação popular). A arreigada tradição do culto mariano na náutica portuguesa e na denominação portuária na data do povoamento das ilhas deixa pistas de elevada probabilidade da praia de Nossa Senhora ser o porto inicial onde se faziam embarques de algodão e de cavalos para as trocas comerciais com a costa de Guiné, e por onde também entravam escravos que cuidavam do cultivo das terras e da criação do gado.

A decadência do comércio com a costa da Guiné durante o século XVII, como consequência da perda de importância na rota do comércio triangular, deixou a ilha do Fogo, assim como a vizinha ilha de Santiago, entregue à maior miséria. Entretanto, muitas das famílias ilustres da cidade da Ribeira Grande de Santiago já tinham migrado para a ilha do Fogo onde tinham fazendas. 

Assim como a ilha de Santiago, até finais do século XIX o sistema de propriedade de terras em regime de morgadios e capelas manteve uma grande clivagem entre os brancos da terra (os terratenientes), os negros escravos e os negros alforriados, que viviam na dependência da classe dominante. Este cenário extremo, por vezes, era atenuado por uma classe de mulatos que viviam numa espécie de transição entre os terratenientes e os negros sem terra. Sendo um dos mais antigos núcleos urbanos do arquipélago, e o mais antigo que manteve a capitalidade sem interrupção, a malha urbana reflecte em tudo a sua origem no período escravocrata. O antigo centro

histórico apresenta a cidade dos sobrados, “Bila Baixo”, antiga residência da classe dominante de terratenientes e ilustres comerciantes e administradores, a Igreja Matriz, casa da Câmara Municipal e a praça. Os bairros dos pobres, mulatos e negros desenvolvem na zona alta e periféricas e com o tempo atravessam as ribeiras da Trindade e de São João pela Achada de São Filipe onde estão os cemitérios também separados (em cemitério de brancos e cemitério de pretos).
 

Criação

São Filipe foi elevada à categoria de cidade pelo Conselho Legislativo Colonial em 1922 (B.O. nº28 de 1922), mas o seu crescimento foi muito lento durante o século XX, mantendo sobretudo as funções de centro de administração, porto de entrada e saída de produtos da ilha, local de trocas comerciais, numa ilha dominada pela agricultura e ruralidade.

Em 1954, Orlando Ribeiro (pag.160) descrevia a cidade de São Filipe como “uma pequena e tranquila vilória de 2000 habitantes, meia dúzia de casas comerciais, alguns largos para onde deitam as varandas dos melhores sobrados, a praça da Câmara Municipal, edifício sem estilo mas com dignidade, onde está o coreto para a música, igreja aberta para um adro espaçoso, hospital, mercado, uma miniatura de jardim debruçada sobre a arriba em frente da silhueta, ao mesmo tempo grácil e austera, da ilha Brava, sede de administração, aí vivem também as pessoas principais da ilha”. 

 

 Localização Geográfica

O município de São Filipe situa-se na parte sul da ilha do Fogo e localiza-se no sul do arquipélago de Cabo Verde. Fogo faz parte do grupo das ilhas de Sotavento conjuntamente com as de Santiago, Maio e Brava. Situa-se a 60 milhas marítimas da Cidade da Praia, o que corresponde a 25 minutos de voo e a 9 milhas da Ilha Brava.

O município de São Filipe tem uma área de 391 Km2, o que corresponde a mais de ¾ dos 476 Km2 da área total da Ilha, correspondente a 9% da área total de Cabo Verde.

 

População 

De acordo com o Censo de 2010, a população do concelho de São Filipe era 22.248 sendo 36,6% urbano e 63,4% rural, um baixa urbanização considerando que, na mesma data, 61,8% da população do país era urbana.

Segundo os dados do Censo de 2010 a população activa no Concelho de São Filipe era de 7318 indivíduos (54,4%). Havia 698 desempregados, 6726 inactivos e uma taxa de desemprego de 8,7%, valor inferior à taxa nacional que era de 10,7%. Na vivência quotidiana manifesta-se uma elevada desocupação dos jovens. Na conversa informal persiste a ideia de um desemprego generalizado na camada juvenil.

Em 2017 a população de S. Filipe era de 20.852 sendo 48,6% Mulheres e 51.4% Homens.

Situação Socioeconómica

Situação socioeconómica

 

Habitaçao 

 

A cidade de São Filipe ainda apresenta um núcleo histórico onde dominam os antigos sobrados com alguma imponência na paisagem urbana. A decadência da actividade agrícola enquanto suporte da economia da ilha e do poder dos terratenientes, em consequência dos vários anos de seca, reflectiu na degradação dessas habitações. A situação se agravou ainda mais quando, à data da independência, muitas famílias brancas abandonaram a ilha e migraram para Portugal.

 

A expansão urbana, ligada ao êxodo rural iniciado na década de setenta do século XX, teve efeito no crescimento sobretudo da periferia, zona alta da cidade, com o crescimento de bairros espontâneos. No caso especifico de São Filipe as famílias rurais detentoras de recursos provenientes das suas terras e muitas vezes com remessas de elementos emigrados nos Estados Unidos da América construíram casas com relativo conforto, que destacam pela sua volumetria na paisagem desses bairros periféricos. No fundo, as famílias pobres oriundas da cidade e que não têm terras rurais são as que ocupam as habitações mais humildes como é o caso do Beltchés, um bairro de pescadores e moradores em São Filipe por várias gerações.

 

A emigração da ilha do Fogo orienta-se preferencial¬mente para os Estados Unidos da América e a preo¬cupação maior destes emigrantes é levar também os familiares, reflectindo numa menor dinâmica do cres¬cimento urbano no final do século XX. Actualmente, além de mandar remessas aos familiares constroem as suas próprias habitações na terra natal, pois já regres¬sam para férias, tirando benefício da modernização dos transportes, sendo que alguns retornam e se dedicam ao comércio, hotelaria e restauração. Muitos destes emi¬grantes são de zonas rurais, mas ao regressar edificam as suas casas na cidade de São Filipe. Esta dinâmica tem contribuído muito para o alargamento da cidade e as construções ganham alguma imponência nos novos bairros, sobretudo na Achada São Filipe e na zona de Xaguate.

 

Na cidade de São Filipe não existem bairros de barracas nem materiais precários, no entanto, ainda existem algumas casas antigas cobertas de bidon. As construções mais humildes são feitas pelos próprios moradores com ajuda de familiares e amigos. Geralmente, apresentam carências ao nível de equipamentos urbanos como liga¬ção à rede de água e energia, esgotos e pavimentação das ruas.

 

Em regra, nos bairros espontâneos da cidade de São Filipe as habitações seguem a arquitectura típica do espaço rural da ilha, mas apresentam um nível de conforto e acabamento muito superior aos bairros similares dos grandes centros urbanos como a Praia e o Mindelo.

 

Água

O abastecimento de água constitui um dos grandes problemas de Cabo Verde tanto no espaço rural como nos centros urbanos. Na cidade de São Filipe o abastecimento de água é assegurado pela concessionária Municipal - a empresa intermunicipal AGUABRAVA (Empresa Intermunicipal de Águas do Fogo e da Brava S.A.) criada a 31 de Dezembro de 2001. As melhorias registadas sobretudo nos centros urbanos permitem às famílias um maior acesso à água potável. De acordo com os dados do Censo de 2010, no Concelho de São Filipe 59,9% das casas estavam ligadas à rede pública o que representa uma taxa superior aos 54,4% que representa a média nacional. Na mesma data 68% das casas possuíam instalações sanitárias; 43% tinham banheira com duche ou com chuveiro. No entanto, a cidade não possui rede de esgotos, e 70% das famílias usam o sistema de fossa séptica. Em meados do ano de 2010, 69% das casas estavam ligadas à rede eléctrica, muito abaixo da média nacional (80%). Como acontece nos bairros espontâneos o roubo de energia constitui um problema de ligação aos domicílios, mas na cidade de São Filipe constitui um comportamento residual.

 

 

Saneamento

A Câmara Municipal possui um contentor incinerador para os resíduos sólidos. No entanto, esse equipamento tem mostrado algumas dificuldades na sua manutenção. Está em perspectiva a construção de um aterro sanitário para toda a ilha com a participação dos outros dois municípios. Os resíduos líquidos domésticos apresentam maior problema porque a cidade não possui rede de esgotos pelo que são vazados ao ar livre, o clima seco da ilha tem eliminado naturalmente esses efluentes.

 

 

 Saúde

A gestão da rede de saúde pública é assegurada pela Delegacia de Saúde de São Filipe, pelo Hospital Regional de São Filipe que também cobre toda a ilha do Fogo e a ilha Brava.

 

 

Educação

 

No Concelho de São Filipe o Sistema de Ensino se encontra estruturado da seguinte forma (Anuário da Educação 2010/2011):

Pré-Escolar, com 113 crianças em 28 jardins infantis que funcionam com 56 salas, sob a orientação de 67 profissionais (25 orientadoras e 02 monitores), geridos pela Delegação do MED, pela Câmara Municipal e por privados;

Ensino Básico Integrado (1ª a 6 ª classe), funcionando com 165 turmas em 100 salas de aulas espalhadas por todas as localidades do Concelho. A este nível o Concelho conta com um total de 3704 alunos, sob a orientação de 171 professores (97 professoras e 74 professores), sendo apenas 11 sem formação.

Ensino Secundário funcionando no Liceu Dr. Teixeira de Sousa e nas Escolas Secundarias de Ponta Verde e de Curral Grande, que dão cobertura a todas as necessidades do concelho nesta matéria. O Liceu Dr. Teixeira de Sousa, com 59 turmas a funcionar em 30 salas, alberga um total de 2025 alunos e 96 professores. A Escola de Ponta Verde funciona com 173 alunos agrupados em 5 turmas a funcionar em 5 salas e escola de Curral Grande com147 alunos agrupados em 4 turmas, sob a orientação de 6 professores .(Perfil Urbano de São Filipe).

Actividades Económicas

Actividades económicas 

Sendo um concelho rural, mais de 70% da população vive no campo dependendo da agricultura e pecuária e dos trabalhos públicos. Uma parte significativa da população encontra-se emigrada nos Estados Unidos, Portugal e Angola, contribuindo assim para o desenvolvimento do município. 

Das actividades económicas existentes no município, destacamos a agricultura, incluindo silvicultura e pecuária, ocupando 38,6% da população residente. 

A cidade de São Filipe constitui o principal centro urbano da ilha do Fogo, nó de ligação com as outras ilhas do país, porto e aeroporto de entrada e saída de pessoas e bens. Maior centro comercial, sede de agências bancárias, agências de viagens, área de negócios, animação e alojamento, sede do Hospital Regional da ilha, do Comando Regional da Policia Nacional das ilhas do Fogo e Brava e da maior parte do comércio a grosso, no quadro funcional a verdadeira capital das duas ilhas.

Nesta perspectiva, S. Filipe é o maior centro de convergência migratória dos que abandonam o campo na mira de encontrar alternativa à vida rural. Registe-se, no entanto, que os que abandonam as terras rurais na ilha do Fogo migram em grande parte para a vizinha ilha de Santiago. A actividade económica dominante na cidade é o comércio e serviços, lugar de troca e abastecimento por excelência da ilha, com grande peso do sector informal. A agricultura e a pecuária desempenham um papel determinante no Concelho que, como vimos antes, tem mais população rural do que urbana.

 

Agricultura

Dominam as explorações familiares, e grande parte da produção agrícola é destinada ao consumo doméstico, sobretudo a produção do milho e feijões. As leguminosas, o amendoim, as frutas e os tubérculos são comercializados nos anos excedentários e uma parcela considerável é exportada para a ilha de Santiago através de rabidantes. 

Recentemente, com a adopção de novos sistemas de rega (nomeadamente gota- a -gota), muitas famílias dos arredores da cidade exploram pequenas hortas e pomares para autoconsumo e para venda no mercado local.

Os maiores constrangimentos do sector agrícola estão ligados à seca e a aleatoriedade das precipitações. No último quartel do século XX, o crescimento da população teve efeito na elevação do peso demográfico sobre a terra arável com o consequente abandono do campo pela população jovem.

A viticultura e a fruticultura têm melhorado consideravelmente nos últimos anos e possuem consideráveis potencialidades de exportação para outras ilhas e para o exterior do País.

 

Pecuária

à pecuária, que é tida como complemento da agricultura, à semelhança das outras ilhas agrícolas. Assim, os criadores são também agricultores que na época das chuvas exercem as duas actividades e na época seca cuidam dos animais. Ligado à pecuária está a fabricação de queijo e da manteiga, cuja produção em¬bora feita de forma tradicional, é vendida no mercado local e exportada para a ilha de Santiago. No perímetro urbano, a pecuária aparece sobretudo nos bairros infor¬mais com domínio para os suínos, caprinos e aves.

O principal porto de pescas é o Vale dos Cavaleiros, mas existem outras gamboas de arrasto como a praia de Nossa Senhora e Boqueirão. 

As principais espécies capturadas são: Garoupa, serra, atum, cavala, chicharro, forcado, badejo e mariscos, sobretudo a lagosta. A população de Beltchés e Fonte Aleixo se dedica à pesca, seguindo uma tradição anti¬ga dos moradores desta área da cidade. A produção da pesca artesanal é destinada sobretudo para o consumo local.

 

Comércio

Na cidade de São Filipe, a actividade comercial abrange tanto o comércio a grosso como a retalho e o sector in¬formal. O comércio a grosso beneficia da proximidade do principal porto de entrada da ilha e presta serviço a toda a ilha do Fogo. Em relação ao sector informal há uma grande ligação à diáspora residente nos Estados Unidos da América que fornece roupas usadas, produtos cosméticos, electrodomésticos, têxteis, calçados e bugi¬gangas diversas passando por medicamentos e comida enlatada. 

A cidade é servida por muitas lojas de venda a grosso, minimercados, supermercado e um mercado municipal. Há, portanto, uma troca intensa entre a cidade de São Filipe e as outras cidades da ilha assim como para o resto da ilha.

 

Pesca

O principal porto de pescas é o Vale dos Cavaleiros, mas existem outras gamboas de arrasto como a praia de Nossa Senhora e Boqueirão. As potencialidades dos recursos haliêuticos foram estimados entre 4.800 a 5.500 toneladas/ano, mas considerando os meios técnicos de fraca eficiência, a média de captura ronda as 400 toneladas/ ano (menos de 10 por cento). Os 370 pescadores profissionais utilizam embarcações de boca aberta de menos de seis metros de cumprimento (botes). 

As principais espécies capturadas são: Garoupa, serra, atum, cavala, chicharro, forcado, badejo e mariscos, sobretudo a lagosta. A população de Beltchés e Fonte Aleixo se dedica à pesca, seguindo uma tradição antiga dos moradores desta área da cidade. A produção da pesca artesanal é destinada sobretudo para o consumo local.(Perfil Urbano de São Filipe).

Turismo

Turismo 

A cidade de São Filipe, assim como toda ilha do Fogo, possui grandes potencialidades no turismo tanto interno como internacional. O vulcão e a Chã-das-Caldeiras constituem o principal património natural que é dis¬putado por todos os concelhos da ilha, mas São Filipe tem a vantagem de ter a porta de entrada no aeroporto e porto e ainda de possuir as melhores condições de alojamento e alimentação dos hóspedes. 

As festas de São Filipe a 1º de Maio constituem um dos grandes atractivos turísticos da ilha, como vinda de muitos emigrantes do exterior. Movimenta, sobretudo, o turismo interno, com um grande fluxo proveniente da ilha de Santiago que chega a saturar a capacidade de transporte e de alojamento da cidade. 

Algumas rotas de paquetes têm escalado o porto de São Filipe na expectativa de visita ao vulcão da ilha que, aliás, constitui local de visita regular por parte de turistas residentes na ilha do Sal e da Boa Vista que, para o efeito, fazem voos de cabotagem através da Cabo Verde Express.

O turismo poderá ser melhorado substancialmente com a qualificação de acessos e alojamentos, bem como a promoção de atividades de animação. Muitos dos anti¬gos sobrados foram transformados em residenciais e restaurantes, albergando turistas tanto estrangeiros como nacionais.

 

Atrativos Turísticos Naturais

Praia de Fonte Vila 

A praia de Fonte Vila situa-se a sul do município de S.Filipe, entre o Porto de Vale dos Cavaleiros e a Falésia onde se localiza o Cemitério dos “Brancos”. É uma praia de areia preta, aberta com perfil longitudinal e de água límpida e cristalina que, apesar de se apresentar em bom estado de conservação, tende a degradar-se devido à extração de areia e acumulação de resídios sólidos. Estando a sul da cidade de S. Filipe, mais concretamente na praça do Presídio, pode avistar-se e aceder à praia de Fonte Vila pelo trilho que desce a encosta até ao mar.

 

Salina

A Salina localiza-se no noroeste do litoral do município de S. Filipe, mais concretamente, nas proximidades de São Jorge. É um monumento geológico fortemente esculturado pelo efeito da erosão marinha ao longo dos tempos, apresentando formas diversas (piscina natural, galerias e grutas). Estas esculturas geológicas encontram-se bem conservadas e apresentam uma certa harmonia entre os seus elementos. 

Partindo da cidade de S. Filipe para oeste e em direção a norte, depois de atravessar vários povoados até S. Jorge, avista-se a ponta da Salina. Desviando-se para a direita, numa estrada secundária, chega-se à Salina que está na Fôz da ribeira de S. Jorge. Ali encontram-se alguns botes de pesca e casas de pescadores de uso temporário. Comemora-se nesta localidade a festa de 18 de Maio, cujo ponto alto culmina com a cerimónia de batismo, corrida de botes, natação e o festival musical. Este local, dadas as suas características naturais, possui potencial para turismo balnear e de eventos.

 

Gruta de Inhuco

A Gruta de Inhuco é um monumento natural localizado no sudoeste de S. Filipe. Este atrativo resultou da ação da natureza, e como todas as outras grutas pode ser utilizado para atividade ligadas ao espeleoturismo.  

 

Falésia de N. S. Socorro

A Falésia de N. Sª de Socorro situa-se no sudeste da cidade de S. Filipe, mais concretamente, na Ponta de Nª Sª de Socorro. Trata-se de um património geológico a pique, e na sua base podem observar-se várias reentrâncias, dando-lhe uma configuração muito própria e apelativa. O seu aspeto geomorfológico e o contorno da base podem despertar interesse, sobretudo, para quem aprecia paisagens.

 

Gruta e Ribeira do Inferno

A Gruta e Ribeira do Inferno localizam-se a noroeste do município de São Filipe, nas proximidades da Campana de Cima, confluindo com a Ribeira de Banana que desagua no Oceano Atlântico. É uma Ribeira estreita, extensa e profunda cuja vertente se encontra coberta de espécies vegetais endémicas, com destaque para o tortolho. No topo encontra-se uma gruta que desperta curiosidade e interesse dos visitantes que por ali passam, mesmo que seja só para uma fotografia. 

Essas características transformam-na numa paisagem atrativa para contemplação.

                                              

                                              

Ambiente

Ambiente

 

A cidade de São Filipe está inserida numa ilha com vulcanismo activo, embora o vulcão esteja longe do perímetro urbano. Os riscos são iminentes no quadro de erupção vulcânica, pela manifestação de abalos sísmicos e a necessidade de socorrer os sinistrados. No concelho existe um serviço de vigilância sismológica e vulcanológica que faz a monitorização da actividade vulcânica como os microssismos e a circulação do magma. No entanto a gestão dos riscos vulcânicos está assegurada pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e tem uma abrangência nacional.

Outro risco potencial é a seca que no passado terá dizimado milhares de pessoas. O acompanhamento da seca é feito de forma sistémica por vários serviços centrais do Governo abrangendo a Segurança Civil, a Agência de Segurança Alimentar, o Ministério da Agricultura e o Ministério de Saúde. No período recente os casos de seca foram mitigados através de programas de emergência com a criação de postos de trabalhos para socorrer os camponeses atingidos, distribuição de água por autotanques, etc.

Há a possibilidade de ocorrência de inundações por ocasião de chuvas torrenciais e passagem de ciclones, mas em regra na cidade de São Filipe não se desenvolvem construções urbanas em zonas sujeitas a deslizamento de terras e arrombamentos, nem em áreas inundáveis. No entanto, algumas casas, sobretudo na parte alta da cidade, e alguns equipamentos públicos têm sido instalados muito próximos das linhas de água proveniente da serra. A forte inclinação da ilha e o carácter torrencial das chuvas poderá causar a inundação dessas casas mal instaladas.

Poderá haver riscos potenciais de destruição causados por ventos tempestuosos na passagem de ciclones que são raros, mas imprevisíveis.

 

Um risco presente são as pragas e as epidemias, sendo que as últimas pragas de grande envergadura registadas em Cabo Verde estão associadas à invasão do gafanhoto do deserto (Schistocerca gregaria) e que constitui um perigo sobretudo para agricultura se a invasão coincidir com a estação das chuvas. A cidade de São Filipe é vulnerável a epidemias associadas à gestão das águas como a cólera, dengue, tifóide, etc. A última epidemia da dengue teve elevada incidência e persistência na cidade. No passado foi vítima de epidemias com efeitos calamitosos até meados do seculo XX. A gestão e o abastecimento de água constituem pontos-chave para a segurança sanitária da ilha e da cidade ( Perfil Urbano de S. Filipe).

Cultura

Cultura 

Atrativos Materiais

 

Centro histórico da cidade de São Filipe

 

A cidade de S. Filipe, localiza-se a sudoeste da ilha do Fogo e faz parte integrante do município de S. Filipe. Esta urbe encontra-se numa arriba a 50-70 metros do nível médio das águas do mar, mais concretamente da Praia de Fonte Vila. 

A antiga vila de S. Filipe ganhou o estatuto de cidade em 1922, tendo-se afirmado como centro administrativo e histórico da ilha e mais tarde do município. Esta cidade é marcada por sobrados antigos, Largos, Praças e Pracetas, Igreja, Forte de Nha Carlota, Cemitério dos Brancos, Museu, Casa da Bandeira, Mercado Municipal, Fontanário Água Dinha, Cruz de Passo/Escupira e Bustos. São monumentos que pela sua arquitetura, história, memória, função atual e estado de conservação têm valência turística.
 

Sobrados 

São construções de dois pisos, com características arquitetónicas diversas, como beirais de telhado, pátio interno, varandas exteriores, ornamentados na parte interna com azulejos, edificadas entre a segunda metade do século XIX e início do século XX, que marcam a arquitetura e o poderio da época colonial. 

Dado o número de Sobrados existentes, a cidade de S. Filipe é vulgarmente chamada de “ cidade dos Sobrados”. São edifícios que pela sua arquitetura, estado de conservação e valor histórico despertam interesse e curiosidade dos visitantes, o que demonstra a sua valência turística. O traçado longitudinal das ruas facilita de certo modo, o acesso e a apreciação dos Sobrados, não obstante a ausência de sinalética. 
 

Largos, Praças e Pracetas

A cidade de S. Filipe possui várias Praças, Largos e Pracetas: Alto S. Pedro, Largo do Padrão, Largo de Cruz dos Passos, Praceta Sacramento Monteiro, Praça Presídio e Praça João Pais. A maioria é de perfil longitudinal, com pouca área verde, característicos das praças para receber esculturas ou para destacar edifícios com valor histórico. As Praças, os Largos e as Pracetas constituem espaços de lazer e recreio, realização de eventos, homenagem a personalidades ilustres e receção de bustos. 

No alto de S. Pedro encontra-se a Praça do mesmo nome onde se realiza a prova de habilidade, a “cavalhadas” ou seja, corrida de cavalo, no âmbito da comemoração da festa de Nhô S. Filipe. 

Também serve de espaço de lazer e cerimónia de entrega de troféus.

 

Largo e Praça Alto São Pedro

 

No Largo Presídio encontra-se a praça de Presídio, designada assim, por ter ali existido uma prisão, chama de Presídio. É nesta praça que se ergueu o busto de Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto, antigo Governador-Geral da colónia. Este espaço funciona como miradouro e local para a realização de eventos. Possui uma vista panorâmica para o mar onde se avista todo o canal que separa as ilhas do Fogo e da Brava e os ilhéus de Rombo. 

 
     
 

Largo, Praça Presídio

 

Ao lado da Praça Presídio, encontra-se a Praça “Meia Laranja” onde se ergueu o busto de Pedro Cardoso, um poeta de referência na literatura cabo-verdiana. Para além da sua função social, esta praça aliada à imagem de Pedro Cardoso, poderá constituir um sítio literário com potencial para o turismo cultural, na sua vertente literária.

 
 

 

Praceta “Meia Laranja”

 

A Praça do Presidente encontra-se localizada no centro da cidade, à frente do Edifício da Câmara Municipal de S. Filipe. Com características típicas das praças de transição, serve de anteparo entre o edifício da Câmara, movimento de pessoas e tráfico. Assim como as outras praças, possui áreas de descanso e jardim, constituindo um espaço de lazer. É um espaço de fácil acesso que se encontra em bom estado de conservação.

 

 

Praça Presidente

 

Igreja de Nhô  S. Filipe

É um património religioso situado no centro da cidade, com arquitetura colonial que data de finais do séc. XIX. Assim como os outros monumentos históricos da cidade, a igreja de Nhô S. Filipe, enquanto espaço de culto, pelo seu aspeto arquitetónico e simbolismo, associada à festa padroeira e à imagem Santuária deste município pode constituir um atrativo turístico. 

A festa de Bandeira que se comemora no dia 1 de maio antecedida de um conjunto de atividades ligadas à gastronomia, eventos desportivos como a cavalhada e a passeata pelas ruas da cidade atrai visitantes nacionais e internacionais.

 
 

Capela de N. S. Socorro

Localiza-se a este do município de S. Filipe, sobre a falésia Ponta de Nª Sª do  Socorro e a aproximadamente 10 quilómetros da cidade. Nesta capela festeja-se o Santo padroeiro dos viajantes e dos náufragos no dia 13 de outubro.  

Trata-se de uma Capela construída em meados do séc. XIX com vista panorâmica para o mar. Segundo informações recolhidas no local, a construção desta Capela está associada a uma lenda. 

Segundo informações, os fiéis católicos realizam anualmente peregrinações a este local, no dia em que se celebra a missa e procissão em honra da Santa padroeira, em que os fiéis aproveitam para cumprir a sua promessa à Santa. A sua localização, arquitetura e atividade religiosa, torna este local um sítio atrativo com valência para integrar roteiros associados ao turismo religioso. 

 
 

Fortim Carlota

É um património construído em homenagem à Rainha Carlota Joaquina, entre os finais do séc. XVII e início do Século XVIII, que se situa a sul da cidade de S. Filipe sobre uma falésia. Teve várias funções, entre as quais a defesa da cidade contra os inimigos. Mais tarde veio a funcionar como Posto Policial, hospital e cadeia civil. Este edifício apresenta-se em avançado estado de degradação, apesar de conservar alguns traços arquitectónicos com potencial turístico. 

 
 

Atractivos Naturais Imaterial

Festa de Banderona 

A festa das bandeiras é uma festa tradicional da ilha do Fogo onde se festejam as célebres cavalhadas de S. Sebastião, S. Filipe, S. João e S. Pedro. É uma festa em homenagem aos quatro santos que se comemora nos dias de São João Baptista (24 de Junho), São Pedro e São Paulo (29 de Junho), São Sebastião (20 de Janeiro) e São Filipe (1 de Maio). Trata-se de uma manifestação popular herdada da época colonial que reflecte a estrutura social da ilha do Fogo.

Para os foguenses, Bandeira é uma festa em homenagem a um santo de grande aceitação popular que tenha como símbolo uma bandeira e que resulta do contacto cultural entre o branco europeu e o negro africano. É uma festa onde o sagrado e o profano se misturam, embora seja uma festa religiosa por excelência.

A festa de “Banderona” em particular varia em função do Carnaval e se comemora na localidade de Campanas. Inicia-se no dia 31 de janeiro e termina na véspera do Carnaval. São praticamente 24 dias de convívio, com comidas, bebidas e rituais diversos. 

Trata-se de uma festa mista, com atividades religiosas, em honra de S. João Batista, e profanas em que se realizam eventos culturais. Do lado religioso reza-se a missa, com procissão em honra do Santo, e do profano faz-se matança de animais na casa do festeiro, acompanhado de rituais como o rufar dos tambores, Cânticos das coladeiras, entre outras.

Esta festa tem como figura principal, uma espécie de governador que é o responsável máximo da organização, popularmente conhecida por “cordidjeuru”. É uma festa que atrai não só pessoas de diferentes localidades da ilha, mas também, das outras ilhas, diáspora e estrangeiros. Muitos fiéis deslocam-se em peregrinação a Campana, a fim de pagarem promessa e fazer devoção a São João Batista. A festa de Bandeirona, pela sua natureza, tem potencial para o turismo cultural e religioso.

 
    
 

Festa de São Filipe

É uma festa da Cidade de S. Filipe que se comemora no dia 1º de Maio cuja escolha do comité organizativo da festa passou a ser da responsabilidade Câmara Municipal. Por ser uma festa muito próxima da esfera política, é comemorada com muita euforia. 

À semelhança das outras festas, as actividades começam três dias antes do dia do santo com o Pilão e foguetes na praça. O programa da festa é bastante diversificado, inicia-se com música e rufar dos tambores, percurso a cavalo pelas ruas da cidade, depois reza-se a missa na igreja, com procissão e no final, culmina com o grande almoço dos cavaleiros e demais convidados na casa do festeiro. Por fim, à noite realiza-se os bailes populares que encerram a festa.  

A festa de S. Filipe ganhou contorno de tal modo que hoje é considerada a festa por excelência da ilha do Fogo e com maior projecção. Esta festa tem contribuído fortemente para mobilizar e dinamizar o turismo interno. As actividades de lazer e animação, o movimento dos restaurantes, bares, pensões e hotéis marcam esta festa.

 
 

Cemitério dos Brancos

O Cemitério dos “Brancos”fica situado sobre uma falésia, a sudeste de S. Filipe. É de fácil acesso, e pode-se ali chegar a pé ou de carro a partir do centro histórico. Tem uma particularidade por ser um Cemitério onde se enterravam sobretudo, as pessoas pertencentes à elite urbana de S. Filipe, o que testemunha a estratificação da sociedade foguense na época. Funciona como uma sepultura memorial que simboliza o poderio dos “Brancos”. Este Cemitério encontra-se em bom estado de conservação devido ao último restauro efetuado pelas entidades públicas. Constitui um outro elemento patrimonial que integra o centro histórico e que pode ser aproveitado para o roteiro turístico cultural.

 
 

Museu Municipal

O Museu Municipal está instalado na cidade de S. Filipe, no antigo sobrado, pertencente à família Francisco Sacramento Monteiro. É um edifício que, pela sua arquitetura colonial, retrata as particularidades dos sobrados que caracterizam o centro histórico da cidade e encontra-se em bom estado de conservação. 

Este museu constitui um atrativo que permite aos visitantes conhecer e “reviver” o passado histórico da ilha e da cidade, devido aos espólios ali existentes e à sua estrutura funcional.

 
     
 

Casa da Memoria

À semelhança do Museu Municipal, a Casa da Memória é um edifício histórico que, também pela sua arquitetura e função atual (exposição permanente de mobiliários e outros objetos), constitui um atrativo turístico que convida os visitantes a conhecer e a “reviver” a história local. Ali se realizam conferências, projeção de documentários e filmes e funciona também como biblioteca. 

É um espaço de iniciativa privada que contém espólios de diferentes períodos da formação social da ilha.

     
 

Aguadinha

Situa-se no alto da cidade de S. Filipe e tem uma vista panorâmica para o mar, com aspeto de uma moradia. É um reservatório de água inaugurado em 1914, a partir do qual se fazia a distribuição de água para as diferentes localidades da cidade. Inicialmente recebia água de Chã das Caldeiras e mais tarde, da Praia Ladrão em virtude da escasssez de água nos anos 40, periodo do reinado do Governador de Cabo Verde, João de Figueiredo.

Trata-se de um edíficio que se encontra ainda em bom estado de conservação e está em harmonia com a paisagem urbana.

À volta deste edificio encontra-se um jardim, busto e um fitness park, servindo como um espaço de lazer. É de fácil acesso e dada a sua localização, pode servir como um miradouro, dado que a partir dali pode avistar-se toda a cidade e a ilha Brava. 

 
 

Adega de Monte Barro

Encontra-se localizada a norte da cidade de S. Filipe, concretamente em Monte Barro. É de fácil acesso, por se situar na proximidade da estrada nacional que liga a cidade de S. Filipe e Chã das Caldeiras. 

Trata-se de uma empresa agrícola de produção e transformação de uvas em vinho. A produção é colocada tanto no mercado local como internacional. Neste local, o visitante pode apreciar o processo produtivo, visitar a adega, degustar o vinho e fazer a sua aquisição. Estas atividades constituem um “nicho” específico de turismo cultural, na sua vertente enoturismo.

 
    
     
 

Rua Pedonal Nha Aleluia

A Rua Pedonal situa-se no leito de uma ribeira a sudeste da cidade de S. Filipe. Nesta Ribeira foi feita obra de drenagem pluvial e ao mesmo tempo aproveitou-se a superfície impermeabilizada para a dotar de infraestruturas de acessibilidade e feiras. Nesta rua o visitante pode passear, contemplar paisagem e adquirir alguns “souvenirs”. É um espaço aprazível que se encontra em bom estado de conservação e que pode ser utilizado para eventos de cariz cultural.

 
     
Género

Género

 

No Concelho de São Filipe os homens constituem a maioria dos chefes dos agregados familiares. No ano 2010, mais de metade (57,4%) dos agregados eram chefiados por homens e apenas 42,1% por mulheres, cenário diferente da ilha de Santiago onde as mulheres representam a maioria da população, mas não a maioria das chefias dos agregados familiares. A ilha do Fogo regista uma forte emigração tanto masculina como feminina e mantém-se um melhor rácio entre homens e mulheres mesmo no meio rural.

Regra geral, os homens têm maior facilidade de acesso ao solo urbano para a construção, embora não exista nenhuma restrição legal para o acesso das mulheres. Por esta via, a construção de casa é quase sempre da iniciativa dos homens, mais por razões de ordem cultural. As mulheres chefe de famílias monoparentais têm mais dificuldades de acesso à habitação própria porque são mais afectadas pelo desemprego e pela pobreza.

Como acontece nas outras ilhas, em especial nos centros urbanos, não existem medidas discriminatórias entre homens e mulheres no acesso ao ensino, ao emprego ou qualquer outra actividade social, política ou económica. No âmbito escolar a presença das meninas no sistema é proporcional à população residente, havendo sempre uma tendência para mais meninas no ensino básico e secundário do que rapazes.

Como acontece nas outras ilhas, o comércio informal apresenta uma grande participação feminina (vendedeiras de peixe, vestuário e perfumaria proveniente das remessas de emigrantes, guloseimas, bebidas e petiscos a retalho) e algumas mulheres montam pequenos negócios com algum sucesso e, neste quadro, elas constroem as suas habitações sem qualquer restrição e algumas até criam negócios paralelos de comércio e arrendamento de casas.

No âmbito da participação na vida comunitária, em especial na política, regista-se uma menor participação feminina, cenário compreensível pelo hábito herdado da tradição que reserva certas actividade aos homens, mas em decadência no período recente com o maior acesso das mulheres ao ensino e formação superior ( Perfil Urbano de S. Filipe).

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