Sotavento São Domingos

O Concelho de São Domingos está distribuídos em duas Freguesias com 27 localidades sendo:
Órgãos Eleitos
Contactos
Contexto Histórico
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos
Órgãos eleitos

Constituição da Câmara Municipal do círculo eleitoral de São Domingos 
 
Isaías Almada Varela
Ivanilde Mendonça Sena Fonseca de Carvalho
Jaime Barreto Olímpio da Rosa
Inês do Rosário Varela Gonçalves
Edmilson Carlos Gonçalves Almeida
Zuleika Bento Rodrigues
Nelson Furtado Correia Barros

Constituição da Assembleia Municipal do círculo eleitoral de São Domingos

Felismina dos Santos Moreno - PAICV
Admilson Manuel Monteiro Muniz - MPD
Fernando Jorge Moniz Pereira - PAICV
Carla Romira Freire Furtado - MPD
Márcio Ivandro Andrade Furtado Mendonça Júnior - PAICV
Zenaida Vaz Gonçalves - PAICV
José Jorge Lopes Fernandes - MPD
Pedro Gonçalves Monteiro - PAICV
Adilson Lopes Pinto - MPD
Edmilson Gonçalves Tavares - PAICV
Vera Patrícia Andrade Rodrigues - MPD
Maria de Lourdes Ferreira martins - PAICV
Ulisses de Jesus Afonso Monteiro Borges - PAICV
Adilson da Costa de Carvalho - MPD
Renato Mendonça Pinto Frederico - PAICV
João da Luz Ferreira Tavares - MPD
Zuleica Maria Ferreira Lopes - PAICV
Contactos
Contactos

 

Endereço: Varzea da Igreja

 

Telefone: (+238) 333 68 64

                  (+238) 333 68 59

 

Contexto Histórico

Contesto histórico do município

O Concelho de São Domingos está distribuídos em duas Freguesias com 27 localidades sendo:

Freguesia de São Nicolau Tolentino com a sede em São Domingos - Várzea da Igreja, tem cerca de 8.910 habitantes em 16 localidades nomeadamente: Nora, Pau de Saco, Chaminé, Mato Afonso, Banana, Ribeirão de Cal, Godim, Água de Gato, Lagoa, Achada Mitra, Rui Vaz, Dacabalaio, Ribeirão Chiqueiro, Fontes de Almeida e Veneza. Ela é limitada pelas seguintes confrontações: Monte Campanário, Pico Leão, Oeste e Norte de Rui Vaz, Monte Rema Rema, Alto do Godim, Monte Diferença, Mato Afonso, Monte Solé, Monte Chaminé, Milho Branco, margem direita da Ribeira de Vale Cachopo, Pedregal, Monte das Vacas, Achada Ventreiro, Figueira de Portugal, Oeste de Achadinha do Meio, Escontra e Pico Leão.

Freguesia de Nossa Senhora da Luz com a sede em Milho Branco, possui cerca de 4.898 habitantes em11 localidades nomeadamente: Vale da Custa, Moía Moía, Baía, Achada Baleia, Cancelo, Dobe, Portal, Chã de Coqueiro, Praia Formosa e Praia Baixo. Ela é limitada pelas seguintes confrontações: Porto de São Francisco, Ponta de São Francisco, Margem Direita da Ribeira de Vale Cachopo, Milho Branco, Monte Chaminé, Monte Limeira, Monte Garça e Ponta do Mangue.

A sua criação constitui um corolário lógico da afirmação de uma nova forma de exercício do poder político em que o poder local aparece como uma das bases sobre a qual se assenta o modelo de desenvolvimento Sócio-Económico do país.

O contexto sócio-político passou a contar com algumas mudanças, tanto no campo conceptual como na assunção de um novo "ethos" político no qual se incorporaram novos valores e princípios de que viriam a surgir alterações significativas na forma de exercer o poder. É assim que a partir de 1992 iniciou-se um irreversível processo de afirmação do poder local, mediante a participação dos cidadãos na escolha dos seus representantes locais, reforçando e legitimando os poderes deste e definindo um novo relacionamento entre o Poder Central e as autarquias locais, passando estas a ver aumentadas as suas atribuições e a contar com recursos e meios susceptíveis de operacionalizar a política de descentralização.

Embora incipiente, a descentralização vem sendo um importante factor de desenvolvimento do país, provocando um maior equilíbrio ao nível das regiões, revitalizando o papel e a autoridade do Estado e contribuindo, decisivamente, para a resolução e/ou minimização de muitos problemas com que se deparam as populações das mais variadas localidades.

Neste momento, seria impensável dissociar o processo de desenvolvimento de Cabo Verde do processo da afirmação e reforço do poder local. Sem o concurso deste seria impossível perspectivar-se aquele.

A importância do poder local parece ser um dado inegável e reconhecido tanto pelo Governo como pelos parceiros de desenvolvimento e demais actores sociais. Aliás, a criação de novos concelhos, por parte do Governo Central, e o apoio cada vez maior de organismos internacionais, municípios e países estrangeiros aos esforços e iniciativas descentralizadas parecem ser um sinal inequívoco desse reconhecimento.

É nesse contexto de progressiva valoração do poder emanado e exercido a partir da vontade das comunidades, que S. Domingos viria a desvincular-se da Praia e a erigir-se como Município.

Subjacentes à decisão governamental de elevar S. Domingos à categoria de Concelho encontram-se razões de vária ordem, destacando-se as de natureza política e sócio-económica.

Efectivamente, esse recente Concelho e as suas freguesias foram, até há bem pouco tempo, uma das localidades e zonas administrativas do Concelho da Praia, numa solução administrativa que remonta a 1971, altura em que, na sequência da criação do Concelho de Santa Cruz, o Governo Colonial estabeleceu, através do Diploma Legislativo nº 1760, de 12 de Abril, um novo ordenamento territorial, reduzindo para cinco as freguesias que compõem o Município da Praia, de forma a "possibilitar às populações contactos rápidos com as sedes quer dos concelhos quer das freguesias onde os seus problemas devam ser resolvidos".

Durante um período relativamente longo, essa situação administrativa possibilitou uma maior proximidade das povoações e populações à Capital do país, passando elas a dispor de um importante pólo de comercialização dos seus produtos agrícolas, a aceder mais facilmente aos bens e serviços do Município e a resolver com maior celeridade os seus problemas de ordem administrativo e burocrático.

Porém, desde muito cedo, essa medida começou a evidenciar algumas insuficiências e incongruências de carácter funcional, tendo como razão de fundo a grande heterogeneidade das freguesias e localidades que compunham o Município da Praia e a incapacidade de se estabelecer vínculos e comunicações entre as instâncias de decisão e as populações das zonas mais distantes. Essa situação, para além de emperrar a perspectivação de um desenvolvimento harmonioso e integrado do Município, tornou quase nulas a eficácia e presença governativas ao nível das comunidades.

Paradoxalmente, essas insuficiências foram se agravando a partir da Independência Nacional e à medida que se ia processando o desenvolvimento socio-económico do país. Duas situações concretas contribuíram para esse estado de coisas: a mudança na forma de exercer o poder político e o súbito crescimento da cidade da Praia.

Na realidade, a Independência Nacional veio inaugurar um novo paradigma de Poder em que o Governo Central passou a deter um maior monopólio do poder e a concentrar todas as acções governativas ao nível local. Essa situação ditou a progressiva subalternização das autoridades municipais, que passaram a funcionar como um simples prolongamento do Poder Central, sem autonomia e poderes próprios.

No caso concreto do Município da Praia, o elevado deficit do poder de que passaram a padecer as freguesias rurais do Concelho, adveniente desse esvaziamento do papel das autoridades municipais, viria a agravar-se ainda mais à medida que se incrementavam o crescimento e a importância da Cidade da Praia.

Com efeito, impunha-se, com maior acuidade, a resolução dos muitos problemas gerados por essa nova situação e a adopção de medidas político-administrativas consentâneas com as exigências e necessidades de uma Cidade Capital. Aliás, os problemas dessa cidade, pela sua complexidade e abrangência, acabariam por absorver toda a atenção dos decisores políticos, ditando o abandono das restantes localidades do Concelho. Assim, sem se descurar a enorme vontade política do Governo da II República e as reivindicações das populações que lhe são inerentes, poder-se-ia afirmar que a criação do Concelho de S. Domingos ficou a dever-se, em larga medida, à profusão de problemas de uma sociedade em mudança e de uma cidade em crescimento e despojada de recursos para fazer face aos enormes desafios que se lhe deparavam( perfil Socio-económico do município de São Domingos).

 

Em 2010 temos a população de 14421 habitantes.

Entre em contacto connosco para mais informações.

 
 
Situação Socioeconómica
Situação Socio-económico
 
Habitação
O défice habitacional próprio do meio rural, pode-se afirmar que o nível de vida ecossistémico da população de São Domingos é relativamente baixo, sobretudo no que tange às condições de habitabilidade
O isolamento/encravamento das zonas é um forte condicionante ao desenvolvimento do Concelho. Há vários casos de habitações em estado de degradação, com péssimas condições de habitabilidade, correndo, por isso mesmo, sérios riscos para a vida dos respectivos agregados familiares. 
Ciente da forte dispersão geográfica das moradias, o acesso a utilidades públicas e ao conforto doméstico é detalhadamente caracterizado neste documento de perfil, que leva também em conta que a maioria da população convive com um importante défice habitacional ( Perfil Urbano de São Domingos).
 
 Água
O município de São Domingos é abastecido com água canalizada proveniente de Ribeirão Chiqueiro.
Outra forma de obtenção da água é através da fonte, situada em Ribeira de Agua de Gato
ou nas fontes ao redor das casas. essas ultimas formas de obter água é utilizado principalmente quando não há agua canalizada e por pessoas que não estão ligadas a redes de agua municipal.
 
Saneamento
De acordo com o PDM, o município não possui sistema integrado de recolha de lixo, pois, existem algumas zonas com maior expressão habitacional, tais como: vila de São Domingos, Milho Branco, e Praia Baixo, uma vez que estão englobadas na recolha que se faz duas vezes por semana.
 
 
Saúde
No que tange ao serviço de saúde, o município dispõe de um centro de Saúde localizado em Neta Gomes, um posto de saúde localizado em Milho Branco e onze unidades sanitárias espalhadas por diferentes localidades.
A Educação e Formação Profissional constituem dois importantes eixos de valorização dos recursos humanos e que beneficiam directamente os jovens. Todavia, ao longo dos anos não foi possível a definição de mecanismos que possibilitem a superação de um determinado sectarismo e disfunção
Contudo, essa situação tende a alterar-se em virtude não só da Reforma do Sistema Educativo mas também da criação de uma estrutura vocacionada para coordenar e superintender questões ligadas ao emprego e formação profissional, o Instituto de Emprego e Formação Profissional, (IEFP) que vem favorecendo a afirmação de um certo utilitarismo na forma como são definidas as estratégias e afectados os recursos nos domínios da Educação, Formação Profissional e Emprego. 
 
 
Educação 
No que concerne a Formação Profissional, torna-se imperioso evitar a dicotomia entre os que são formados e os que são empregues. Isso pressupõe a existência de mecanismos de coordenação que propiciem a definição de áreas prioritárias de formação em função das necessidades do mercado ou que forneçam aos formados instrumentos e recursos susceptíveis de estimular o seu auto-emprego. 
No caso específico de S. Domingos a sua proximidade ao maior pólo urbanístico do país - a Cidade da Praia - constitui, à partida, garante de um eventual "escoamento" da mão-de-obra excedentária do Concelho a advir da implementação de um Programa de Formação Profissional. Poder-se-á afirmar que o Concelho se encontra naturalmente posicionado para formar e fornecer quadros técnicos e, subsequentemente, vocacionado para prestar serviços afins ou conexos a essa formação.
A reabilitação do Ex-Centro de Máquinas e Equipamentos da Variante e a sua transformação numa Escola de Formação Profissional e a criação de um Centro de Formação e Produção Artesanal são algumas das medidas empreendidas que estão contribuir para a criação de uma capacidade endógena, em termos dos recursos humanos, com reflexos favoráveis sobre o processo de revitalização sócio-económica do Concelho e o desenvolvimento do país. 
Realce-se, porém, que o maior ou menor impacto das eventuais acções de formação a implementar irá depender grandemente da capacidade de disponibilização de recursos humanos, técnicos e financeiros que possam contribuir para a integração e afirmação sócio-profissional dos formandos mediante adopção de medidas que estimulem e promovam o auto-emprego e as iniciativas locais de emprego. 
Um número significativo de jovens em idade escolar não prossegue os seus estudos porque os pais não possuem recursos para custear as despesas com o transporte e residências próximas da escola secundária ou de formação profissional. Para suprir essas necessidades o município está a envidar esforços para a criação de um pólo de ensino secundário na Freguesia de Nossa Senhora da Luz bem como a construção de um Lar de estudantes.
A implementação de um Lar de Estudantes irá contribuir para a superação de alguns constrangimentos actuais ou potenciais, como alunos de paragens distantes que residem em casas de familiares e até desconhecidos para poderem frequentar a Escola Formação Profissional da Variante, alunos da Escola Secundária “Fulgêncio Tavares” com horários de Educação Física em períodos contrários às frequências às restantes disciplinas, que precisam duma pousada para repouso com vista a evitarem as deslocações casa/escola, escola/casa, duas vezes/dia enfrentando carência de transportes para chegarem atempadamente às aulas, a sobrelotação, a insuficiência ou inexistência de bens culturais indispensáveis a uma formação académica aceitável, o ónus adveniente da distância residência/escola com reflexos negativos sobre o ingresso ou prossecução no sistema de muitos alunos das localidades mais afastadas, etc.( Perfil Socioeconómico de São Domingos).
 
 
Pobreza
 
O índice da pobreza nacional é de 26.7%, no interior da Ilha de Santiago é de 41.5%. Mas, os dados recentes publicado pelo INE mostram que o Município de São Domingos está com cerca de 38% de pobreza, também acima da média nacional. Esta taxa da pobreza em São Domingos, não rima com a taxa de desemprego publicado no senso de 2010, que é de 8.8%.
Devido à pobreza, alguns indivíduos passaram a fazer extracção de inertes nas ribeiras e praias-do-mar, outros mudaram as suas residências para os subúrbios da capital e de outras paragens onde a oferta de emprego é maior.
 
Gráfico nº1: Distribuição da pobreza em Cabo Verde
 
Actividades Económicas

Actividades económicas 

A maior parte da sua população ocupa-se de actividades económicas de subsistência, nos sectores de agricultura, pecuária e pesca. A agricultura de sequeiro que ocupa cerca de 95% das terras aráveis é a sua principal actividade económica. Mas, estudos em comunidades rurais do concelho de S. Domingos mostram que entre 80 a 90 % das famílias da zona agro-silvo-pastoril dependem de rendimentos extra-agrícola e cerca de 65% das pessoas do litoral obtêm o rendimento a partir da pesca. No entanto, o sistema de exploração pesqueira é tradicional e suficiente para o sustento das famílias. 

Segundo o QUIBB 2007 o desemprego no concelho é cerca de 24%, superior à média nacional e abrange principalmente as mulheres. A baixa taxa de ocupação fez com que os trabalhos públicos tenham uma grande importância como fonte de rendimentos das famílias do Município. 

No entanto, o Senso de 2010 trouxe novos dados da taxa de desemprego, calculados de acordo com as recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de forma a permitir a uniformização e comparabilidade dos dados internacionais. Segundo essas recomendações, os indicadores de emprego e desemprego com as suas respectivas características são calculados para os indivíduos da faixa etária de 15 aos 64 anos, deixando a escolha aos diferentes países. Em termos de indicador de desemprego, é considerado desempregado todo o indivíduo que não exerceu qualquer actividade económica no período de referência, estando ele disponível para trabalhar e tendo procurado activamente um trabalho.

Assim, com relação ao QUIBB 2007, durante o período de três anos e, com a mudança da metodologia de cálculo a taxa de desemprego baixou para 10. 7, ao nível nacional. Curiosamente em São Domingos, baixou ainda mais para 8.8 sendo: no sexo masculino 8.2 e no sexo feminino de 9.4 passando a ser inferiores a média nacional. Tudo isso, para uma população activa, ocupada de 4.342 em que a população masculina representa 53.9 e a feminina representa 46.1, contra a população desempregada de 418 em que a população masculina representa 45.2 e a feminina representa 54.8. A população inactiva desocupada é de 4.156 sendo: 40.5 representada por homens e 59.5 representada por mulheres. 

Em São Domingos, um concelho rural em que a agrícola, pecuária e pesca constituem sectores preponderantes na determinação da taxa do desemprego, se o período de referência preferido para a recolha dos dados for na época das chuvas, essa taxa pode reflectir a realidade que se vive nessa altura. Mas, na época da seca a sensação que se tem da taxa do desemprego quase que triplica.

 

Agricultura 

A agricultura constitui um dos mais importantes meios de subsistência das populações de São Domingos, cuja população agrícola representa 91% do efectivo populacional. 

O município ocupa uma área de 143 km2, da qual 16,2% é terreno arável, valor que se situa acima da média nacional, que encontra-se à volta de 10% e dispõe ainda de um total de 1.750 explorações agrícolas. 

O regime de sequeiro é o predominante (95%), praticado tanto nas regiões montanhosas (Rui – Vaz e Loura) como nas zonas do litoral (Baía, Moía – Moía e Praia Baixo), passando pelas planícies e vales e pela própria sede do Concelho (Várzea Igreja e os seus espaços periféricos). 

As principais culturas praticadas no sequeiro são o milho e os feijões. A batata-doce, a mandioca e a batata comum são cultivadas nas zonas altas, mais temperadas e húmidas neste caso nas localidades de Curralinho e Rui  Vaz. 

 

Pecuária 

A pecuária é um sector de actividade de importância socioeconómica a nível do município, praticada por quase todas as famílias rurais e urbanas, cuja prática tem reflexos favoráveis sobre a segurança financeira e alimentar de muitos agregados familiares. 

As principais condicionantes no domínio da pecuária são de ordem estrutural, socioeconómica, climática e física, a saber a falta de água e de pontos de abeberamento nas zonas com alguma vocação para a pastorícia, a limitada base forrageira, a má gestão das áreas silvo pastoris e a predominância de sistemas tradicionais de criação. 

 

Comércio

A atividade comercial praticada no município de São Domingos é sem dúvida bastante expressiva, uma vez que muitos são aqueles que se dedicam a essa actividade, de maneira formal, informal, ambulante, caseira, através de pequenas empresas e com grande incidência por parte das mulheres. 

Essa actividade é praticada na base do auto-emprego, muitas vezes para fazer face ao problema do desemprego. 

Convém, todavia, mencionar que a cidade de São Do¬mingos é, entretanto, sinónimo de paragem obrigatória para as famílias residentes na cidade da Praia quando, aos fins-de-semana, visitam o interior da ilha, para sa¬borearem, e de que maneira, pastéis de milho, confec¬cionados à berma da estrada nacional.

 

Os produtos comercializados variam desde o pesca¬do, produtos agro-pecuários frescos e transformados, ar¬tigos de uso pessoal, peças de artesanato, artigos de uti-lidade doméstica, vestuário, calçado, entre outros. Essa actividade muitas vezes é usada para fugir à situação de desemprego.

A actividade comercial é desenvolvida nos dois mercados, localizados um em Milho Branco e outro na Vila da Várzea da Igreja, onde as infra-estruturas foram recentemente remodeladas, carecendo, no entanto, de matadouros municipais. 

 

Pesca 

A pesca constitui uma actividade económica de importância para o concelho e particularmente para as populações de Praia Baixo, Baia, Moía-Moía e Val da Custa povoadas do litoral do concelho, situados na freguesia de Nossa Senhora da Luz. 

Essa actividade representa a base económica de cerca de 65% de famílias desses povoados e contribui significativamente para a melhoria da dieta alimentar da população do município. 

Os recursos pesqueiros constituem um dos poucos recursos naturais importantes do município, contribuindo para a dieta alimentar da população e com potencial para a criação de riqueza através de exportações.  

 

A redução da captura, a inexistência de equipamentos no mercado local e nacional, a deficiente segurança no mar, a falta de formação para os pescadores e peixeiras e a falta de incentivos vêm desestimulando as iniciativas nesse sector. 

Turismo

Turismo 

O Turismo representa um sector que desde que promovido de forma sustentável, poderá vir a contribuir para o desenvolvimento estratégico do município e para a melhoria da qualidade de vida das populações locais. 

Como sendo zonas de potencialidade turística, destacam-se pela sua importância, a zona de Praia Baixo, situada no litoral a 10Km da Vila e a 20Km da Cidade da Praia, onde se pode praticar o turismo de sol e praia, zona esta beneficiada pela existência de infra-estruturas hoteleiras e similares, a localidade de Rui Vaz, localizada na zona alta, a 4 km da Vila, onde se pode praticar o turismo de montanha ou turismo ecológico a que se associa um clima ameno, fresco e com uma paisagem peculiar, caracterizada pela presença de uma vegetação exuberante. 

O artesanato local traduz-se numa longa tradição, que embora sendo uma actividade pouca expressiva do ponto de vista económico, se associa ao desenvolvimento do turismo. A sua importância advém também da necessidade de preservação do património cultural.

Destaca-se no município a produção, recolha e comercialização de peças artesanais, como binde, pote, vasos, produtos esses que podem vir a ganhar uma maior expressão de forem produzidos de forma semi-industrial. 

Realça-se, que o desenvolvimento do turismo no município, encontra-se na sua fase embrionária, oferecendo, no entanto, óptimas potencialidades ambientais para o seu desenvolvimento.

 

Atrativos naturais

Rui Vaz e Serra de pico de Antónia
Rui Vaz e Serra do Pico de Antónia constituem duas zonas contíguas localizadas na parte sul da ilha de Santiago, a uma altitude entre 820m e 1392m, sendo a última correspondente ao ponto mais alto da ilha. Em virtude do efeito de altitude, beneficia de um microclima, típica das zonas altas com temperaturas amenas e precipitações abundantes, num ano chuvoso. 

As montanhas de Rui Vaz e Serra de Pico de Antónia representam um dos ecossistemas de montanhas mais importantes da ilha de Santiago e de Cabo Verde. Ali, existe uma grande variedade de espécies florísticas e faunísticas, sendo algumas endémicas, entre as quais, pode-se destacar a Língua de Vaca, Tortolho, Losna, Marmulano, entre outras. 

Rui Vaz e Serra de Pico de Antónia pertencem à categoria de Parque natural, um património nacional, de interesse científico e turístico.

     

Rui Vaz e Monte pico de Antónia
É uma zona acessível que integra o roteiro turístico da ilha de Santiago que pode ser visitado a qualquer hora do dia. Neste local pode-se desfrutar de uma vista panorâmica deslumbrante antes do pôr-do-sol e apreciar algumas espécies endémicas ali existentes. 

Com uma localização privilegiada pode-se desfrutar de uma vista deslumbrante, que em dias de boa visibilidade até pode-se alcançar a ilha do Maio. Da localidade de Rui Vaz pode-se observar o Monte Tchota, o monte Pico de Antónia que é o ponto mais alto de Santiago. 

Durante o percurso pode-se deliciar de um maravilhoso queijo de vaca produzido pela Dona Melita Moreno na unidade de produção de queijo de Rui Vaz.
 

Água de Gato

A localidade de Água de Gato fica na parte noroeste do Município de S. Domingos, aproximadamente 350 à 400m de altitude, mais concretamente, entre Rui Vaz, Lagoa e Godim. Possui um microclima suave e ameno. 

Apresenta um relevo acidentado coberto de vários tipos de vegetação, considerada o “pulmão de S. Domingos”. Uma das espécies arbóreas que se destaca na paisagem é Calabaceira. Nesta localidade existem nascentes com cursos de água permanente, como é o caso da Laranjeira, Ribeira Grande e Galeria de Ribeira Baixo. Água de Gato foi o local onde nasceu e viveu o famoso poeta, dramaturgo, músico e compositor Fulgêncio Tavares, mais conhecido por “Ano Nobu”, de Lém Pereira.

 

localidade de Água de Gato


A localidade de Água de Gato tem boas condições para a prática do turismo rural, isto devido a sua vegetação, a prática de agricultura, criação de gado, modo de viver dos moradores, os trapiches que ali existem, a cultura, nomeadamente as festas, a música, casas a moda antiga etc. É uma localidade que é visitada frequentemente por turistas e pessoas da cidade da Praia. Logo à entrada da localidade depara-se com uma pequena praceta, denominada ‘praça trapiche’, por ter no seu interior esse antigo engenho utilizado na produção de aguardente.
 

Miradouro de portal 
Localizado na estrada que da acesso ao Rui Vaz, a meio do percurso. Trata se um miradouro natural, situado a cerca de 600m de altitude e permite aos visitantes ter uma visão panorâmica da Ribeira Funda, Monte Leão ou Monte Areia e o denominado ‘Monte de Agua’.

     
 

Miradouro sito nas cabeceiras do Vale do São Jorge 
Na localidade de Rui Vaz nas Cabeceiras do Vale de São Jorge, logo após a Quinta da Montanha a cerca de 820m de altitude. Proporciona uma ampla bacia visual, permitindo a contemplação do Monte João Teves, da totalidade do Vale de São Domingos.

     

Vale de S. domingos
Trata-se de um vale encaixado com a forma de “U”, talhado em complexo eruptivo antigo (CA) que desenvolve a partir dos Montes Leão e Bode, atravessando a Ribeira de S. Domingos e desagua na Baia de Achada Baleia. A orografia deste vale contempla várias vertentes abrutas e picos esculpidos, sendo de destacar o monte Bidela, Monte Leão, monte Chaminé, monte Rem-Rem e Mendes Faleiro. 

 


É um atrativo que pela sua morfológica e elementos paisagísticos confere a este vale um valor turístico.

Monte Bidela
É um afloramento de natureza basáltica que se impõe pela sua altitude e morfologia, podendo ser observado logo na entrada da zona de Variante São Domingos. Tem cerca de 508m de altitude e, a partir da entrada de Variante ou de Milho Branco, localidade de Nazaré, pode ser apreciado quase na sua plenitude. A melhor época do ano para visita aconselha-se entre os meses de Agosto e Dezembro que cobre de verde, quando chove. Pode integrar o roteiro turístico paisagístico.

Monte de nora

São dois afloramentos de natureza basáltica formando uma serra situado entre o vale de Nora e o de Ribeira de São Domingos. Tem cerca de 558m de altitude e, é um local que serve de habitat de algumas espécies de aves como corvo, coruja francelha, entre outras. 

A sua morfologia e imponência paisagística faz deste património natural um ponto de referência turística a considerar no roteiro turístico de Santiago. Pode ser observado ou contemplado a qualquer época do ano, mas é mais convidativa na época das chuvas que cobre de verde.

 

Parque natural de Rui Vaz e pico de Antónia

Este Parque Natural está localizado em Rui Vaz a cerca de 859m de altitude. Do ponto de vista climático pertence ao andar húmido e sub-húmido. Em termos morfológicos, trata-se de um conjunto montanhoso com declives acentuados e uma cobertura vegetal espontânea, com espécies florestais introduzidas e plantas endémicas. 

Este conjunto montanhoso constitui numa vasta zona que percorre desde Pico de Antónia a Curralinho formando uma serra. A sua altitude permite uma expressiva diferenciação micro-climática em andares, pelo que se regista um certo grau de humidade ao longo do ano, resultantes de precipitações na época das Chuvas e precipitações ocultas nos meses mais frescos.
 

Perímetro Florestal de Curralinho

É uma extensa área de cobertura vegetal que estende à norte da zona de Rui Vaz e Loura até à serra de Pico de Antónia, passando por “Monte Tchota”.  
 

Parque natural de Rui Vaz e pico de Antónia

Trata-se de uma localidade com árvores e arbustos endémicos, medicinais e ornamentais a serem preservados, que constitui potencial para o ecoturismo. Foi classificado como zona protegida, em virtude do potencial vegetal que dispõe e da sua relevância científica.

Vale de Ribeirão Fundo

Encontra-se localizado na encosta norte do município e na parte sul de Rui Vaz. Apresenta uma morfologia caraterizada por encostas abruptas e verdejantes,vales profundos, com mantos de espécies vegetais endémicas que a torna uma paisagem relativamente exuberante, no contexto de Cabo Verde. Para quem sobe Rui Vaz, logo na entrada se depara com esta paisagem que lhe convida a contemplação e fotografias. Ali, se pode desenvolver atividades tipo escaladas, rappel e caminhadas.

 

Monte Gémeos de Caiada
É um património natural situado no alto da localidade de Caiada e a caminho de Rui Vaz. A sua configuração aparenta a imagem de duas irmãs gémeas. A partir deste monte, pode-se ter uma ampla vista panorâmica de todo o vale de São Domingos. 

 

Gruta de Robão Cal
A Gruta de Ribeirão Cal fica situada no Norte do município de São Domingos, na localidade de Robão Cal, mais concretamente na Ribeira de Santa Helena. Trata-se de uma gruta estreita vertical, onde se sobressaem as estalactites e as estalagmites que assemelham aos dentes de elefantes. 

Essas caraterísticas conferem-lhe uma beleza rara no contexto da ilha de santiago. Pesquisa efetuadas asseguram que a origem da gruta se deve a precipitação de carbonato de cálcio que estão na origem das rochas calcárias quando o clima da ilha era mais húmido. 

A exploração das rochas carbonatadas para produção do cal em fornos, em tempo idos esta na origem do nome da localidade. A ribeira onde esta inserida apresenta biodiversidade diversificada, destacando-se várias espécies de aves e vegetações endémicas, nomeadamente, algumas raças de pombos, corvos, garças e algumas plantas medicinais e ornamentais que devem ser preservadas.    

A Ribeira talhada em basaltos com disjunção colunar prismática, apresenta uma vegetação arbustiva verdejante, alimentada por pequenas nascentes de água doce, portanto, de grande interesse turístico.

 

Gruta de Ribeirão de Cal


O acesso é difícil e a sinalização carece de precisão. Nas proximidades faz-se a prática de agricultura de regadio. De acordo com os moradores, ultimamente tem tido alguma procura por parte dos visitantes estrangeiros o que testemunha a importância da referida gruta enquanto atrativo turístico de grande valor.

Parede (dE dEuS) nhordés  

Situado na encosta do Monte Bidela e constituída por rochas basálticas, sobrepostas umas em cima da outra de forma alinhada, dando a impressão de uma parede. É um conjunto de pedras enormes, sobrepostas, que parecem terem sido colocadas de propósito. Singulariza-se pela sua imponência na paisagem e beleza cénica que desperta curiosidade dos visitantes.

 

 Baía de Alcatraz em n.S. da luz 
Trata-se de uma extensa baía de areia negra, mas não é balneável devido às caraterísticas da água e areia no seu interior que não permite o banho.  

É uma praia bastante degradada devido a apanha de areia que acontece ao longo dos anos. Funcionou como Porto aquando da divisão administrativa da ilha de Santiago, pelas condições de segurança e defesa na altura, facilitando o tráfego marítimo e o desembarque de matérias passando a funcionar na época como Alfândega. 

Foi ali que se ergueu uma das mais antigas igrejas do continente africano, denominada igreja de Nossa Senhora da Luz, reabilitada recentemente. A sua paisagem aliada ao património histórico material e imaterial pode servir de ponto de interesse turístico.

     

Praia de praia Baixo
É uma praia de perfil longitudinal, localizado na zona sul do município de São Domingos. Uma das praias mais vastas da ilha de Santiago, com uma extensão de cerca de (…) e constituída por uma mistura de areia branca e preta, originando um tom de cinza claro, o que difere das outras praias. Dispõe de equipamentos de sol e à sua volta  alguns serviços de apoio turístico.

     


Praia de São Francisco

Localizada em São Francisco, trata-se de uma pequena praia de areia branca e água cristalina, apresenta a forma de um “U”. Possui caraterísticas singulares, o que motiva a deslocação de muitas pessoas, quer nacionais ou estrangeiros, para conhecê-lo e usufrui-lo.

Ambiente

Ambiente

São Domingos é bastante vulnerável a catástrofes naturais, particularmente as provocadas por cheias e eventuais inundações durante a estação das chuvas, e derrocadas de pedras das encostas, devido à orografia dos terrenos do Concelho e os seus acentuados declives. Embora, essas ocorrências quase não se tenham notado no Concelho, observa-se cada vez mais construções nas vertentes, nos terraços e cada vez mais próximas das linhas de água. Esse facto resulta do crescimento do centro da Várzea da Igreja. Por outro lado, sendo um Concelho com fortes potencialidades florestais, existem riscos de incêndios que clamam por uma vigilância apertada. Ainda, acontecem acidentes de viação com alguma frequência. O outro risco que se constata no Concelho refere-se a extracção de inertes nas praias de mar da Freguesia de Nossa Senhora da Luz. Essa situação tem provocado a salinização de água e de solo, tendo consequências muito negativas para a agricultura e a actividade turística.

Cultura

Cultura

São Domingos é, por outro lado, concelho-berço de al¬guns nomes sonantes da cultura musical cabo-verdiana, tais como Fulgêncio Tavares (Ano Nobo); Gregório Vaz (Codé di Dona), António Vaz Cabral (N’Toni Denti D’Oru), Pedro Mendes Sanches Robalo (Manu Mendi) (ver Imagem 1114), sendo, por isso, um palco cultural por excelência.

Os seguidores desses percursores mantêm uma cultura viva com grupos culturais de grande actividade, tanto em Praia Baixo, como em Água de Gato, Várzea da Igre¬ja, Rui-Vaz ou Loura, entre outros. O dinamismo destes grupos demonstra o potencial do turismo rural que o Concelho pode proporcionar, nas diversas comunida¬des. O enquadramento das aldeias num programado ro¬teiro turístico, com a promoção das manifestações tra¬dicionais, como a música, o teatro e a culinária, são as¬pectos fundamentais, das potencialidades do Município que o tornam num dos pontos mais atractivos da ilha.

 

Atrativos Material

Várzea da Igreja

Várzea da Igreja é um pequeno núcleo urbano situado no Vale de São Domingos, onde se concentra a maioria dos serviços administrativos do

Concelho. O edifício da Câmara Municipal com a sua arquitetura moderna um jardim verdejante, constitui um dos atrativos mais emblemáticos da cidade.

O clima e o ambiente que reina nesta cidade convida ao descanso e ao relaxamento. Estando no centro da cidade, pode-se ali apreciar o delicioso Pastel de Milho, um Ponche ou Grogue à moda de S. Domingos ou ainda a boa música ao ritmo do funaná.

Na cidade da Várzea da Igreja pode- se visitar o Centro de Artesanato local onde faz-se a produção, recolha e comercialização de peças artesanais. Uma produção feita à base de trabalhos a partir de panos (rendas, bordados, bonecos, etc.). Existe ainda uma fábrica de cerâmica com uma loja de artesanato, onde neste momento encontra-se desativado.

Do ponto de vista histórico, o vale de São Domingos albergou a primeira comunidade de Jesuítas em Cabo Verde.

Igreja de S. Nicolau Tolentino

Esta Igreja fica situado no centro da cidade de São Domingos e integra a Paróquia do mesmo nome. É uma Igreja de estilo arquitetónico com marcas da época colonial e neste momento se encontra em restauro. 

Nesta Igreja reza-se a missa em homenagem a vários Santos, entre os quais, se destacam São Nicolau Tolentino no dia 10 de Setembro e São Domingos (Nhu Febreru) no dia 2 de Fevereiro. As festas religiosas nesta cidade atraiem normalmente fiéis oriundos de vários pontos de Santiago. É uma festa alegre e muito rija celebrada com muita vivacidade.

 

 

Igreja de n.S. da luz

A Igreja de Nossa Senhora da Luz, situa-se na zona de Baía dos Alcatrazes. Foi uma das primeiras Igrejas construída pelos portugueses nos trópicos, além a de Nossa Senhora do Rosário, na Cidade Velha. Sofreu obras de remodelação recentemente, cujas intervenções deixam entender que houve certa descaraterização, fugindo um pouco ao padrão inicial. Contudo, é um património histórico nacional que se encontra em bom estado de conservação e que deve ser preservado como memória do passado.

      

Igrejas de Milho Branco

Estas Igrejas encontram-se localizada na zona central de Milho Branco, a escassos metros da estrada principal que vai para cidade de Pedra Badejo. São duas igrejas, sendo uma antiga rodeada de plantas ornamentais à sua volta e a moderna com estilo arquitectónico mais moderno, construída pelo Padre Fernando Ferro, de nacionalidade portuguesa que esteve durante algum tempo à frente desta Paróquia. Esta igreja foi inaugurada em 2013, pelo Bispo da Diocese de Santiago. 

À volta das duas igrejas existem áreas de lazer e salas para atividades de carácter religiosa. O Santo Padroeiro é N. S. de Fátima celebrada no primeiro Domingo, logo depois de 13 de Maio. Pertence à Paroquia de Nossa Senhora da Luz e, é um património religioso muito acarinhado pela comunidade cristã dessa freguesia.

      

Capela de Rui Vaz

Trata-se de uma capela que situa na localidade de Rui Vaz e que apresenta estilo arquitetónico colonial, com duas naves laterais e uma Cruz com a imagem de Jesus Cristo com um Pombo, logo à frente. Nesta Capela comemora-se a festa de Sagrada Família no dia 31 de Dezembro. Fiéis de várias localidades de São Domingos e do interior de Santiago se juntam a esta comunidade cristã para celebrar esta festa que costuma ser celebrada com muita vivacidade. É uma Capela muito bem conservada que pode despertar interesse e curiosidade dos visitantes.

 

Capela de Sagrada Coração de Jesus

É um património religioso situado na zona de Godim, construída recentemente, onde apresenta um estado de conservação regular. É de fácil acesso devido a sua localização, pois, fica situada ao lado da estrada principal. Este património pode integrar o roteiro turístico religioso e cultural.

 

Capela de n.S. de Estrela do Mar

Esta Capela localiza em Praia Baixo, junto de uma das praias mais extensas da ilha de Santiago, considerada uma importante estância balnear. Trata-se de uma capela com estilo colonial, com caraterísticas semelhantes às Capelas da Freguesia de Santíssimo Nome de Jesus, onde se comemora o Santo Padroeiro no dia 30 de Junho a festa de Estrela-do-mar. É de fácil acesso e encontrase em bom estado de conservação. 

 

Capela de Imaculada Coração de Maria

Foi construída recentemente e fica localizada na localidade de Agua de Gato. As festas da imaculada Coração de Maria são celebradas nos finais de Maio e inico do mês de Junho. O estilo arquitetónico é definido por arcos em formas de losango, quer nas portas, quer na parte superior da cobertura, conferindo certo equilíbrio e harmonia do ponto vista estético.

 

Capela de nossa Senhora porto Salvo

Fica situada na Zona de Robão Cal. Trata-se de um património religioso, cuja construção data o primeiro quartel do século XIX (1822); Apresenta uma arquitetura da época colonial. Destacase pela antiguidade e todo o historial que lhe esta associada deve ser resgatada e valorizada enquanto memoria coletiva. As festas de Nossa senhora do Porto Salvo comemora-se na última semana do mês de Outubro. É uma igreja de fácil acesso.

      

Capela de nossa Senhora de Conceição 

Situa-se na localidade de Banana, no Município de São Domingos. As festas de Nossa Senhora de Conceição é comemorada a 8 de Dezembro. A igreja encontra em estado de conservação degradada. Trata-se de uma igreja, cujo estilo arquitetónico é moderno e não dispõe de cobertura. Dispõe de um pátio e árvores de sombra. A igreja é de fácil de acesso. Carece de algum cuidado, devido ao seu estado de conservação relativamente degradado. 

 

Igreja de ponta Baixo 

Situada na Zona de Rui Vaz, mais concretamente na Zona de Ponta baixo. Trata-se de uma igreja que foi construída na década de 90. Nessa igreja comemora-se a Sagrada Família, no primeiro Domingo depois do Natal. No pátio tem uma espécie arbórea com formato de Dragoeiro, cujo nome comum na zona é “borracha”. O sítio onde a igreja esta localizada constitui um autêntico miradouro natural que proporciona uma vista panorâmica da Cidade da Praia,Vale de São Domingos, São Francisco e Monte Leão.

 

Atrativos Imateriais

Festas, romarias e gastronomia

As festas e romarias constituem momentos de encontro entre profano e sagrado. É uma oportunidade que os visitantes têm de interagir com a população local, mas também, de conhecer e apreciar a cultura das diferentes localidades. Pode ser aproveitado para promover o turismo religioso. Porém, torna-se necessário trabalhar estas festas na perspetiva da sua promoção enquanto produto turístico.

Festa de “nhu Febreru” São domingos

Comemora-se no dia 2 de Fevereiro em honra da Nossa Senhora das Candeias. Consiste na reza da missa e procissão pelas ruas do bairro onde situa a igreja. Esta festa mobiliza centenas de fiéis, tanto nacionais como os da diáspora. Durante a semana da festa, realizam-se algumas atividades culturais, tais como: festival, tenda eletrónica, realização de feira, gastronomia. Representa o cartão de visita no que tange à gastronomia do concelho. É feito à moda tradicional, a base de milho, peixe e batata. É muito procurado pelos visitantes, sobretudo no período da tarde.pastel de milho 

Representa o cartão de visita no que tange a gastronomia do concelho. É feito a moda tradicional, a base de milho, peixe e batata. É muito procurado pelos visitantes, sobretudo no período da tarde.

Artesanato

Acompanhando a actividade turística, tem ganhado expressão o artesanato local, muito rico e criativo. Destaca-se a produção, recolha e comercialização de peças artesanais tradicionais, tais como binde, pote e vasos, que são comercializados nas duas unidades de venda em funcionamento (i.e. a Cooperativa Rabenta e a Fábrica de Cerâmica de São Domingos). É ainda de se realçar, a produção tradicional de tecelagem de pano de terra, rendas, bordados e produção de balaios, embora em regime doméstico.

Género

Género

São domingos conta com a sua própria unidade de apoio à promoção de igualdade e equidade de género. Sugere-se o estabelecimento de protocolos de parceria.

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