Sotavento Santa Catarina do Fogo

O Concelho de Santa Catarina do Fogo é um concelho/município de Cabo Verde, na ilha do Fogo. Tem cerca de 4813 habitantes, dados do INE de 2010.
Órgãos Eleitos
Contactos
O Município
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos
Órgão eleitos
 
Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral de Santa Catarina do Fogo 
 
Alberto Andrade Nunes
Adileuza de Andrade Montrond
Carlos Alberto Rosa Rodrigues
Maria José Tavares Brandão Fonseca
Madueno Rodrigues Andrade
 
Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Santa Catarina do Fogo 
 
Luís António Gomes Alves - MPD
Irilandia Jesus Gonçalves de Andrade - PAICV
Raquel Fernandes Veiga - MPD
João Francisco Nunes Pires Monteiro - PAICV
Francisco Andrade Gomes Alves - MPD
Pedro Danilo Fontes - PAICV
Michel Platini Maradona Miranda Andrade - MPD
Iza Maria de Oliveira Centeio - PAICV
Fátima Andrade Pires - MPD
Homero da Silva Gomes - PAICV
Abigail Jesus de Andrade Gonçalves - MPD
Amarildes Gonçalves de Andrade - PAICV
José António Andrade Martins - MPD
Contactos
Contactos

 

Endereço: Cova Figueira

 

Telefone: (+238) 282 15 80

                  (+238) 282 15 84

 

Fax:           (+238) 281 15 84

O Município

Contexto histórico do Município

Criação 

O município de Santa Catarina foi criado em 2005 e, é um dos mais novos do país. Pertencia ao antigo Concelho de São Filipe que foi dividido em dois municípios, a saber: S. Filipe e Santa Catarina. 

Dotada de uma identidade própria, Cova Figueira, a sede do Município constitui o maior aglomerado-centro de maior expressão populacional e socioeconómica. Foi elevada à categoria de Vila pelo Dec. Lei nº. 101/97 de 22 de Dezembro.

Com a criação do Município de Santa Catarina em 2005, Cova Figueira assumiu a capitalidade e passou a ter uma Câmara Municipal eleita por um período de 4 anos. Constitui por excelência o principal lugar central do Município, sede da Câmara Municipal, dos serviços descentralizados do Governo, serviços de Saúde, Educação e Segurança, tem uma Escola Secundária que cobre todo o Município.

À Câmara Municipal cabe a responsabilidade do governo da Cidade nos termos da lei e a satisfação dos problemas básicos comunitários e nas relações com o poder Central.

 

Localização geográfica 

O município de Santa Catarina está situado no sudeste da ilha do Fogo na freguesia do mesmo nome, ocupando uma área aproximadamente de 125 Km2 e uma população residente de 5.299 habitantes segundo o CENSO 2010. 

A sede do Concelho é a Vila de Cova Figueira, situada ao longo da via principal que liga a cidade de S. Filipe, capital da ilha e a Vila de Igreja, capital do concelho dos Mosteiros. 

 

População 

Segundo o CENSO 2010, a população de Santa Catarina do Fogo é de 5.299 habitantes, sendo 2.596 masculino e 2.702 feminino. Esta população está repartida em 930 famílias. 

Em 2016 a população de Santa Catarina era de 5.282 sendo 50.5% do sexo Masculino e 49,5% do sexo Feminino.

Situação Socioeconómica
Situação Económica
 
Habitação

Em Cabo Verde, todos os cidadãos têm direito à habitação condigna nos termos da Constituição, pelo que a existência de bairros degradados e as construções clandestinas constituem anomalias associadas a constrangimentos circunstanciais. Nos termos do Artigo 72º (direito à habitação) do texto da Constituição da República de Cabo Verde, com a revisão de 2010: 1. Todos os cidadãos têm direito a habitação condigna.

Para garantir o direito à habitação, incumbe, designadamente, aos poderes políticos:

Promover a criação de condições económicas, jurídicas institucionais e infra-estruturais adequadas, inseridas no quadro de uma política de ordenamento do território e do urbanismo;

Fomentar e incrementar a iniciativa privada na produção de habitação e garantir a participação dos interessados na elaboração dos instrumentos de planeamento urbanístico.

Na Cidade de Cova Figueira, como acontece em Cabo Verde, não existe um quadro jurídico especial para os bairros espontâneos, sendo que qualquer bairro é uma parcela da Cidade embora possa haver locais com problemas específicos. A pressão sobre a habitação não é um problema grave, mas já é sensível a necessidade de requalificação da Cidade tendo em conta a sua origem recente como vila rural. A expansão urbana que acompanhou o êxodo rural no último quartel do século XX, teve menos incidência na Cidade de Cova Figueira, uma vez que o excedente rural migra para a Cidade de São Filipe e para a ilha de Santiago, quando não segue para o estrangeiro, sobretudo Estados Unidos. 

O problema de crescimento urbano poderá ter maior incidência no acesso à habitação pela camada juvenil crescente e pela necessidade de evolução urbana, com a consequente ocupação das parcelas agrícolas.

O défice habitacional para os três municípios da ilha do Fogo foi avaliado em 2535 casas no ano de 2010 e para o de Santa Catarina, situa-se à volta de 470, sendo de 170 para Cova Figueira e cerca de 300 para o interior do município. O Governo criou um programa de habitação social denominado “Casa para Todos” que perspectivou cobrir 15,78% das necessidades de habitação social.

 

 

Água

A carência de infraestruturas e equipamentos urbanos constitui um dos grandes problemas da Cidade de Cova Figueira, apesar das notáveis melhorias havidas nos últimos anos em relação ao abastecimento de água e energia eléctrica ao domicílio. 

O abastecimento de água constitui um dos grandes problemas de Cabo Verde tanto no espaço rural como nos centros urbanos. Na cidade de Cova Figueira, o abastecimento de água é assegurado pela concessionária Municipal - a empresa intermunicipal AGUABRAVA (Empresa Intermunicipal de Águas do Fogo e da Brava S.A.) criada a 31 de Dezembro de 2001. 

As melhorias registadas, sobretudo nos centros urbanos, permitem às famílias maior acesso à água potável.

 

Saneamento

A recolha dos resíduos ao domicílio e a todas as localidades mantém a Cidade com um alto padrão de limpeza no quadro nacional. A recolha é feita todos os dias da semana. No entanto, não existe um aterro sanitário pelo que todo o lixo é depositado a céu aberto. 

A forte componente rural leva a que uma parcela importante do lixo seja queimada e enterrada pelas famílias. Persiste o problema de circulação de animais à solta no interior do perímetro urbano.

Os resíduos líquidos domésticos apresentam maior problema porque a Cidade não possui rede de esgotos pelo que são vazados ao ar livre, e o clima seco da ilha tem eliminado naturalmente esses efluentes.

O serviço de telecomunicações apresenta uma grande cobertura. Apesar dos preços elevados, quase todas as famílias possuem telefone, pelo menos ao nível de móvel. A necessidade de contacto permanente com os familiares residentes no estrangeiro é uma das causas dessa aquisição (Perfil Urbano de Santa Catarina do Fogo).

 

Saúde

A gestão da rede de saúde pública é assegurada pela Delegacia de Saúde de São Filipe, pelo Hospital Regional de São Filipe que também cobre toda a ilha do Fogo e a ilha Brava, possuindo 51 camas;

Existe ainda um Centro de Saúde Reprodutivo em São Filipe. Ao nível municipal existe um Centro de Saúde com um médico residente e dois enfermeiros na Cidade de Cova Figueira e as Unidades Sanitárias de Base de Achada Furna e Chã-das-Caldeiras. (Perfil Urbano de Santa Catarina do Fogo).

 

Educação

No Concelho de Santa Catarina do Fogo o Sistema de Ensino se encontra estruturado da seguinte forma (Anuário da Educação 2010/2011):

Pré-Escolar, com 323 crianças em 11 jardins infantis que funcionam com 16 salas, sob a orientação de 17 profissionais, geridos pela Delegação do MED e pela Câmara Municipal; 

Ensino Básico Integrado (1ª a 6 ª classe), funcionando com 47 turmas em 27 salas de aulas espalhadas por todas as localidades do Concelho. A este nível o Concelho conta com um total de 996 alunos, sob a orientação de 47 professores (21 professoras e 26 professores), sendo 10 sem formação. 

Ensino Secundário funcionando na Escola Secundaria de Cova Figueira que dá cobertura a todas as necessidades do concelho nesta matéria. A escola acolhe 408 alunos agrupados em 15 turmas que funcionam em 8 salas, sob a orientação de 22 professores.

Actividades Económicas

Actividades económicas 

Santa Catarina é um município predominantemente rural, embora sua localização mais ou menos no litoral, atrai as populações para a pesca. O litoral é escarpado e de difícil acesso. 

A maioria da população está empregue no sector primário, nomeadamente na agricultura de sequeiro, pecuária extensiva, e pesca. Em algumas localidades, começam a aparecer pequenos focos de agricultura de regadio, com recurso a micro-irrigação.

O sector secundário é ainda incipiente, embora começa a aparecer algumas indústrias familiares, nas áreas de carpintaria, reparações e artesanato. 

Com a criação do município o sector terciário, nomeadamente os serviços públicos, encontra ainda em fase de implementação. Os serviços de restauração praticamente são inexistentes salvo um ou outro bar/restaurante que em situação pontual poderão prestar este tipo de serviço. 

 

Agricultura 

O setor agrícola é destacado como uma das atividades de maior concentração da população, desempenhando assim um papel fundamental no desenvolvimento económico, mas e de referir que a predominância se centra sobretudo na agricultura de sequeiro, segundo dados da MDR, 91,1% da população pratica a agricultura de sequeiro, com um rendimento baixo e as produções também são bastantes aleatórios, voltada no cultivo de milho e feijão. De seguida temos a agricultura irrigada que é praticada em menor escala, dados da MDR aponta somente 2,1% da população pratica a agricultura de regadio utilizando o sistema de rega a gota, onde são cultivadas para alem de milho e feijão, variedades em hortaliças, legumes e frutas diversas, nas zonas de Achada Apoio, Fonte Aleixo, Dacabalaio e Fonte cabrito.

A zona de maior destaque é Cã das Caldeiras, uma das áreas mais privilegiada do Município, onde se cultiva videiras e outras espécies que são transformados em vinhos que já é reconhecido internacionalmente. 

É de referir que o setor agrícola enfrenta muitas dificuldades, a seca é um dos fenómenos de maior preocupação, a falta de agua bem como o custo muito elevado associada a ela, também e um dos grandes problemas que o município enfrenta. 

Tendo em conta a mais valia que este setor traz para o progresso do concelho é necessária uma intervenção eficiente que possibilita a modernização da agricultura sem esquecer da resolução dos problemas ligados a extensão da agua para rega, para de regadio em alternativa de agricultura de sequeiro, apostar fortemente no associativismo de modo que a  agricultura vai promover uma dinâmica económica e social capaz de responder as necessidades do concelho bem como a melhoria de condições de vida das populações que dela sobrevivem.

 

Tabela: de Regime de exploração por Hectares 

Regime de exploração do concelho de Santa Catarina do Fogo

Regime exploração

Superfícies/Hectares

Total

Sequeiro

Regadio

Misto

Total

15671628

15626368

39260

6000

Cultivada

11399095

11363877

29218

6000

Pousio

704417

696375

8042

0

Com pastagem

722508

722508

0

0

Com pastagem temporária

944008

943008

2000

0

Terras arborizadas

415000

415000

0

0

Outras terras

1486600

1 486 600

0

0

 

Pecuária

A pecuária é um setor onde-se encontra um numero significativo da população, de acordo com os dados da MDR 2015, 86,8% da população criam animal, tendo 0,5% aquacultura com associação a agricultura e 18,7% em silvicultura. É notável que a atividade da pecuária tem uma forte ligação com a agricultura, visto que a maioria que praticam a agricultura tem a pecuária como uma atividade complementar.

Um dos maiores problemas que o setor da pecuária enfrenta é a deficit de forragem, sendo que os resíduos que são extraídos da agricultura de sequeiros são a principal fonte de alimentação dos animais.

O fato de termos um Município estritamente rural, a pecuária tem se destacado como um dos setores de grande importância, para alem da grande importância no desenvolvimento socioecónomica, contribui essencialmente para a segurança alimentar da população.

É notável uma forte dinâmica a nível deste setor, visto que alguns anos atrás a produção era voltada para o consumo interno no seio das famílias, com o passar dos anos este setor ganhou espaço e autonomia, pequenas industrias foram conseguidas e hoje fazemos exportação para outras ilhas.

Muitos ganhos foram conseguidos, mas ainda o setor carece de novas intervenções, principalmente no empreendedorismo jovem, no associativismo e no maior engajamento por parte dos poderes locais na concretização de projetos que promove maior produção e consequentemente maior comercialização e rendimento para as famílias. 

Segundo os dados da MDR comparado com outros municípios as espécies mais criadas pelas famílias no meio rural, são bovinos com 27%, caprino com 49%, ovino1,6% e suínos com 21,7%. A maior predominância para a criação dos caprinos seguida de bovinos. 

Gráfico: Espécie de Animais Por Raça

Fonte: RGA (2015)

 

Setor Empresarial 

No município de santa catarina do Fogo, a dinâmica empresarial ao longo dos anos é consideravelmente visível, o Governo de Cabo verde através de incentivos vem apostando fortemente na criação de micro, pequenas e medias empresas como forma de dinamizar a economia local de cada Município.Empresasque geram empregos qualificados, contribuindo para alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, apoiando a integração nas cadeias de valor locais, nacionais e internacionais.

Deste modo podemos citar que o setor empresarial desempenha um papel importante no desenvolvimento da economia de mercado, pois é o principal meio gerador de emprego e investimentos, alem de promover o crescimento económico também combate a pobreza e a desigualdade.

Entretanto é notável o surgimento de varias empresas novas investindo cada vez mais na inovação para ganhar território em matéria de produção e competitividade no mercado, 

Segundo os dados da INEde 2016 o setor primário, tem maior ocupação por parte da população, apesar da fraca expansão a nível de outros setores, tivemos um aumento no numero de empresas ativas, aumento de numero de pessoas empregadas e nos seus respetivos volumes de vendas ao longo do ano.

De acordo com o gráfico podemos analisar que o numero de empresas ativas aumentou ao longo do ano, sendo que em 2013 tínham registado um total de 51 empresas ativas, gerando 99 posto de trabalho e com um volume de venda de 76 323 contos ao ano.

Em 2014 houve uma queda para 32 empresas ativas, com um total de 53 pessoas empregadas e um volume de negocio no valor de 41 000 contos. Mas em 2015 houve um aumento duplicado para 62 empresas ativas que albergam 130 postos de trabalhos e um volume de negocio no valor de 67 652 contos7ano e em 2016 houve um aumento considerável para 97 empresas ativas, com 129 pessoas inserida e o seu volume de negocio duplicou para 143 299 contos/ano.

 

Pesca 

O sector da pesca tem uma importância estratégica para o País, visto que um país de natureza insular, com uma extensa orla costeira, onde o mar representa uma fonte de recursos, é natural que mereça um destaque na garantia da sobrevivência e na formação do PIB do país.

O sector da pesca contribui consideravelmente para o desenvolvimento local, para o emprego gerando assim vários postos de trabalho e para a manutenção de outras atividades económicas, para além de que constitui uma matriz cultural que interessa preservar sem falar no abastecimento público de pescado, contribuindo com recursos próprios nacionais para minimizar o desastroso desequilíbrio da balança alimentar, e nos tempos de conturbada crise agrícola que o país atravessa.

O Governo de Cabo Verde vem traçando politicas de incentivos aos investimentos no setor da pesca, visto que é uma das potencialidades que Cabo Verde tem e que devem ser aproveitadas.

Apesar das reconhecidas potencialidades do sector, o setor é confrontados com diversos fatores que contribuem para uma progressiva degradação do aparelho produtivo, por uma acrescida dependência em relação ao exterior, pelo desinteresse de vários profissionais da pesca, devido as condições precárias em que se pratica a pesca bem como os custos associados para exercer essa atividade, sobretudo, pelo desinteresse das camadas mais jovens das comunidades que tradicionalmente estavam ligadas à pesca.

A sucessivas restrições e perda de oportunidades de pesca, acresce sobretudo no agravamento dos custos dos fatores de produção, com particular realce para a escalada do preço dos combustíveis, o aumento do combustível tornou-se praticamente insustentável, para pescadores e proprietários de embarcações, que veem os seus rendimentos degradarem-se em termos reais. Um outro ponto importante são os impostos pagas pela pesca artesanal dificultando assim o exercício das atividades. Por isso que se impõe que, para alem, de uma política que promova a modernização e desenvolvimento sustentável do sector, haverá que promover um programa de apoio específico à pequena pesca/artesanal.

No quadro em baixo podemos analisar que em Santa catarina a pesca tem um peso a nível económico, embora não tenha grande significado em relação as outras ilhas do pais, isto porque, o setor ainda é pouco explorado e poucos investimentos tem sido feito a nível deste setor, uma vez que somos privilegiados com uma orla marítima com três porto da pesca e que produz uma quantidade de pescado suficiente que faz o abastecimento do pescado no município e muitas das vezes para os outros municípios vizinhos. 

De acordo com a tabela em sima, em 2006 a pesca era realizada com 16 botes, dos quais 7 eram com motor, e o porto de Alcatraz seguida de Fajã são as mais exploradas para a pesca artesanal

Quadro: Efetivos de Botes a Motores e Recursos Humanos na Pesca Artesanal 

Concelho

Porto da pesca

Total botes

Com motor

Sem motor

Taxa motorização

Nº pescadores

Santa catarina

Alcatraz

6

3

3

50%

18

Fajã

5

4

1

80%

15

Fora Pau

5

 

5

 

15

Total de Santa Catarina

16

7

9

 

48

Total de Cabo Verde

1029

765

264

74%

3087

Tendo em conta um levantamento feito pela camara municipal em 2016, houve uma diminuição quanto ao numero de pescadores no porto da pesca de Fora Pau, passando de 15 para 4 pescadores e um mergulhador, frequentado principalmente pela Comunidade de Fonte Aleixo, ficando Alcatraz com 16 pecadores e 2 mergulhadores e Fajã teve um acréscimo de mais um pescador ficando com 16 pescadores.

Turismo

Turismo

O município de Santa Catarina do Fogo é uma das mais belas regiões do Fogo, possuindo uma diversidade de cores naturais - característica da sua vegetação - e imponentes montanhas que lhe atribuem uma beleza singular.
Aliadas às suas potencialidades naturais, nomeadamente agrícolas, o município encerra em si um enorme potencial turístico que está ainda por descobrir, não só na beleza do seu Vulcão, dos seus recantos, na cultura e tradições do seu povo.
O turismo foi elegido pelo Governo de cabo verde como um dos setores mais privilegiados para a promoção do desenvolvimento económica do país. Sendo assim, um adequado desenvolvimento do turismo é, sem dúvidas uma das premissas para se atingir um desenvolvimento sustentável. Foram desenvolvidas ao longo dos anos um conjunto de iniciativas para a planificação das intervenções no sector do turismo.  a expansão do setor turístico vai criar as condições necessárias para a dinamização da economia o que induz o desenvolvimento social, bem como a melhoria das condições de vida das populações.
O município de santa catarina das mais diversas potencialidades e oportunidades no setor turístico podemos destacar a magnifica paisagem marcada pela sua orografia, a diversidade paisagística marcada pela presença do único vulcão ativo no país, a bordeira, o perímetro florestal, o parque natural os cones, as colunas de lavas vulcânicas, entre as espécies endémicas, bem como a sua historia, musica, a gastronomia, em fim um leque de opções e variedades dos produtos turísticos
E notável um aumento na entrada de turistas em Santa Catarina do Fogo, o ponto mais atrativo é a localidade de Chã das Caldeiras com um leque variado na diversificação da oferta turístico deste modo registou se com entrada permanente de turistas nestes sítios   
De acordo com os dados da INE 2016, os turistas que mais visitam o concelho, baseando na hospedagem e dormidas, os alemães são os que mais visitam o concelho com 410 hospedes e 737 dormidas e seguida de frança com 326 hospedes e 600 dormidas, agora entre os países que menos visitam a ilha são os de estados unidos/Reino Unido com 2 hospedes e 4 dormidas, também o reino unido ( Diagnóstico de Santa Catarina do Fogo).


Atrativos Naturais


Chã das Caldeiras

A zona de Chã das Caldeiras localiza-se a norte da ilha do Fogo e integra o grupo dos recursos naturais do município de São Filipe. É uma depressão com cerca de 2 km de largura, coberta de escoadas lávicas e materiais piroclásticos resultantes das várias erupções vulcânicas, tendo a última ocorrida em Novembro de 2014.


Pico do Fogo

O Pico do Fogo, é um monumento natural, situado a norte da ilha, entre os municipios de S. Filipe, Mosteiros e Santa Catarina. Apresenta uma dissimetria cujo centro se encontra um pouco deslocado para nordeste. Em termos geomorfológicos caracteriza-se por uma descida abrupta para nordeste, onde se situam os municípios de Mosteiros e Santa Catarina, e mais suave para sudoeste e sul.
Possui uma altitude de cerca de 2 829 metros, com uma enorme cratera no seu topo. Em torno do cone principal podem observar-se vários cones adventícios, escoadas lávicas e materiais piroclásticos de natureza predominantemente basáltica que testemunham as várias erupções vulcânicas que têm fustigado a ilha, tendo a última ocorrido em novembro de 2014.
Este monumento ainda mantém os traços naturais da sua edificação, razão pela qual se apresenta em bom estado de conservação. Por outro lado, o uso para escalada, contemplação, estudos cientificos ou sessões de fotografia não têm provocado impactos negativos na sua configuração o que demonstra que são atividades compatíveis.


É um atrativo de fácil acesso, podendo ali chegar-se a partir da Cidade de S. Filipe em direção ao norte, pela estrada asfaltada que passa pelo interior da ilha e povoação de Achada Furna. A entrada do atrativo está sinalizada com uma placa “Bem-vindo ao Parque Natural do Fogo”.
De igual modo pode-se ali chegar, partindo para oeste da ilha, via Campana de Cima ou Ribeira Filipe, entrando no Perímetro Florestal Monte Velha.


Sinalética do Centro Monte Velha


Estando em Chã das Caldeiras e, dependendo da posição em que se encontra o visitante (do alto do pico, do flanco do vulcão, da crista da Bordeira ou no fundo da depressão), os vários elementos harmonizam-se, para se configurarem numa paisagem deslumbrante e atrativa.
Esta geodiversidade constituída por depósitos de basaltos, processos que testemunham a evolução da paisagem, estruturas geológicas ricas quer sejam pela sua singularidade, raridade e conteúdo formam um geopatrimónio que tem um particular valor cientifico, cultural, didático, cénico ou socioeconómico, e que constituem geossítios.
 

Pico do Fogo, Vertente Nordeste

O Pico do Fogo é um atrativo natural localizado a norte da ilha Fogo, mais concretamente, a oeste do município de Santa Catarina, a cerca de 20 km da cidade de Cova Figueira.
Na parte noroeste do pico, sobressai uma paisagem negra, resultante das diversas escoadas lávicas em consequência das inúmeras erupções vulcânicas na ilha contrastando com o azul do oceano atlântico e o verde dos campos agrícolas.
São essas características marcantes que a tornam numa paisagem singular se comparada com outras partes da ilha.





Monte Preto

Trata-se de um monumento geológico localizado entre Figueira Pavão e Baluarte de Cima na parte intermédia deste município.
A cor negra, a morfologia e a presença de materiais piroclásticos testemunham a sua origem vulcânica, por conseguinte, constitui mais um geosítio deste município.


Ribeira Nha Lena

A Ribeira de Nha Lena Nasce no sopé do vulcão, vertente noroeste, confluindo com a Ribeira Campo Pico cuja foz é a ponta de Antoninha. É uma Ribeira estreita e extensa com cerca de 30 metros de largura e 20 a 30 metros de altura e que aumenta de profundidade em direção à foz.
Essas características conferem-lhe uma singularidade, logo é um atrativo com valor turístico.



     

Praia de Ponte Queimada

É uma praia situada nas proximidades da zona de Bombardeiro que é conhecida popularmente por “Recanto de Ponta Queimada”. Trata-se de uma praia abrigada, de pequena dimensão, de areia preta e fina, e água cristalina. O facto de ser uma praia acantonada e isolada, com predominância de escoadas lávicas à sua volta, torna este local, uma paisagem atrativa e singular.




Praia Grande

É uma praia localizada a sul do município de Santa Catarina que dista cerca de 3 km da cidade de Cova Figueira.
É uma praia de grande extensão, se comparada com outras existentes neste município. Possui areia preta e fina, água cristalina e sem sinais de poluição à vista e é ali que desova a maior parte das tartarugas desta ilha. Essas características atribuem-lhe singularidades e tornam-na num potencial atrativo turístico.



Baía de Alcatraz  

A baía de Alcatraz é um acidente geográfico situado a sul do município de Santa Catarina, a cerca de 7 km da cidade de Cova Figueira, na proximidade da zona de Estância Aleixo, compreendida entre ponta Belcher e ponta do Alcatraz.
Trata-se de uma baia de forma simi-circular, de grande extensão, com várias reentrâncias e de águas profundas, o que permitiu a construção do porto do Alcatraz. À sua volta sobressai uma paisagem marcada por um manto de escoadas lávicas, de cor negra e acastanhada o que lhe confere uma beleza cénica atraente. Possui ainda uma falésia que constitui mais um elemento harmoniza-te desta paisagem.



Serra de Bordeira

Trata-se de um hemiciclo, ou seja, “meia lua” com cerca de 9 km de diâmetro, abertura para leste cujos pontos mais altos se situam-se a ocidente. Este património geomorfológico está delimitado a ocidente por escarpas semicirculares – a Serra da Bordeira – com cerca de 1 000 m de altitude.
No seu interior compara-se a uma “muralha abruta” com queda a pique que ainda está em construção.
À semelhança do Pico, este atrativo é de fácil acesso porque se pode chegar ali por via rodoviária seguindo o percurso Cova Figueira em direção à localidade de Chã das Caldeiras.
Ao longo do percurso em direção à Serra da Bordeira observa-se um microclima típico das zonas montanhosas que vai variando de características, sendo a mais marcante a diminuição da temperatura, devido ao efeito da altitude.
Do alto de Serra da Bordeira e para o oriente tem-se uma vista panorâmica espetacular, em que se pode avistar a ilha de Santiago.
Com a erupção de 2014, as infraestruturas e serviços existentes na zona de Chã das Caldeiras ficaram destruídas, pelo que neste momento, não há condições para pernoita e aquisição de outros serviços complementares.



Ambiente

Ambiente 

A Cidade de Cova Figueira está localizada muito próxima de um vulcão ainda activo. Os riscos são iminentes no quadro das erupções, pela manifestação de abalos sísmicos e correntes de lava. 

 A última eruptiva do vulcão da ilha do Fogo,  iniciou no dia 23 de Novembro de 2014, terminou no dia 8 de Fevereiro de 2015, contabilizando 77 dias de erupção vulcânica.

Existe um serviço de vigilância sismológica que faz a monitorização da actividade vulcânica com equipamentos instalados na Chã-das-Caldeiras. No entanto, a gestão dos riscos vulcânicos está assegurada pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e tem uma abrangência nacional.

Outro risco potencial é a seca que, no passado, terá dizima¬do milhares de pessoas. O acompanhamento da seca é feito de forma sistémica pelos vários serviços centrais do Governo abrangendo a Protecção Civil, os Serviços de Protecção Social, a Agência de Segurança Alimentar, o Ministério da Agricultura e o Ministério de Saúde. No período recente, os casos de seca foram mitigados através de programas de emergência que permitiram a criação de postos de trabalhos para socorrer os camponeses atingidos, a distribuição de água por auto-tanques, etc.

A passagem de ciclones constitui um fenómeno raro mas não negligenciável, até porque são mais frequentes do que erupções vulcânicas, podendo ter riscos de sinistralidade na destruição pelos ventos tempestuosos e inundação das casas próximas das linhas de água pelas enxurradas.

Um risco presente são as pragas e as epidemias. As últimas pragas de grande envergadura registadas em Cabo Verde estão associadas à invasão do gafanhoto do deserto (Schistocerca gregaria) que constitui um perigo sobretudo, para agricultura se a invasão coincidir com a estação das chuvas.

Existe um serviço de vigilância sismológica que faz a monitorização da actividade vulcânica com equipamentos instalados na Chã-das-Caldeiras. No entanto, a gestão dos riscos vulcânicos está assegurada pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e tem uma abrangência nacional.

Outro risco potencial é a seca que, no passado, terá dizima¬do milhares de pessoas. O acompanhamento da seca é feito de forma sistémica pelos vários serviços centrais do Governo abrangendo a Protecção Civil, os Serviços de Protecção Social, a Agência de Segurança Alimentar, o Ministério da Agricultura e o Ministério de Saúde. No período recente, os casos de seca foram mitigados através de programas de emergência que permitiram a criação de postos de trabalhos para socorrer os camponeses atingi¬dos, a distribuição de água por auto-tanques, etc.

A passagem de ciclones constitui um fenómeno raro mas não negligenciável, até porque são mais frequentes do que erupções vulcânicas, podendo ter riscos de sinistralidade na destruição pelos ventos tempestuosos e inundação das casas próximas das linhas de água pelas enxurradas.

Um risco presente são as pragas e as epidemias. As últimas pragas de grande envergadura registadas em Cabo Verde estão associadas à invasão do gafanhoto do deserto (Schistocerca gregaria) que constitui um perigo sobretudo, para agricultura se a invasão coincidir com a estação das chuvas.

Cultura
Cultura 
 
Recursos histórico-culturais
Cidade de Cova Figueira
 

A Cidade de Cova Figueira situa-se no município de Santa Catarina e faz fronteira com os outros dois municípios da ilha. É uma antiga vila que ganhou o estatuto de cidade em 2010, constituída por um pequeno aglomerado urbano que se desenvolveu ao longo da estrada que a atravessa e a liga aos outros municípios. 

Em termos urbanísticos é uma urbe de perfil longitudinal, que se estende ao longo da encosta oriental do pico do Vulcão. Os elementos histórico-culturais que ali se destacam são as duas igrejas e o cemitério, pelo que é mais um ponto de passagem para Chã das Caldeiras.

 
     
    
Género

Género

No Concelho de Santa Catarina os homens constituem a maioria dos chefes dos agregados familiares. No ano 2010, 59,4% dos agregados eram chefiados por homens e apenas 40,6% por mulheres, cenário diferente da ilha de Santiago. A ilha regista uma forte emigração tanto masculina como feminina e mantém-se um melhor rácio entre homens e mulheres mesmo no meio rural.

Regra geral, os homens têm maior facilidade de acesso ao solo urbano para a construção, embora não exista nenhuma restrição legal para o acesso das mulheres. A iniciativa de construção de casas é, quase sempre, dos homens mais por razões de ordem cultural. As mulheres chefe de famílias monoparentais têm mais dificuldade de acesso à habitação própria porque são mais afectadas pelo desemprego e pela pobreza. Verifica-se que no ano de 2010, a taxa de desemprego era de 6,4%, para ambos os sexos, mas para as mulheres era de 8,0%.

Como acontece nas outras ilhas o comércio informal apresenta uma grande participação feminina e algumas mulheres montam pequenos negócios com algum sucesso, neste quadro elas constroem as suas habitações sem qualquer restrição e algumas até criam negócios paralelos de comércio e arrendamento de casas. No domínio da educação básica e secundária não se verifica nenhuma descriminação entre rapazes e meninas.

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