Barlavento Sal

A ilha do Sal foi descoberta pelos portugueses em 1460. O início do seu povoamento, que carece de uma data concreta, foi realizado por habitantes procedentes das ilhas de S. Nicolau e Boa Vista, que se dedicavam fundamentalmente a actividades ligadas à pesca e à pastorícia.
Órgãos Eleitos 
Contactos
Contexto histórico
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos 
 Órgãos Eleitos 
 
Constituição da Câmara Municipal do círculo eleitoral de Sal 
 
Júlio António Lopes dos Reis
Carla Patrícia Dupret Carvalhal
Francisco Marcelino Teixeira Lopes Correia
Euclides Silva do Rosário
Maria João Brito
Jucelino Lima Cardoso
Jassy Teresa Salomão Filipe de Sousa
 
Constituição da Assembleia Municipal do círculo eleitoral de Sal 
 
Nuno Alexandre Santos Lopes - MPD
Luíza Maria Silva Ramos Rocha Fortes - MPD
João manuel Rocha - MPD
Manuel da Encarnação Portugal dos Reis - PAICV
Selizia Fernandes Ribeiro - SAL
Nicolau José Soares - MPD
Cláudia Virgínia Gomes da Cruz da Graça - MPD
Billy Balton da Cruz Brito - MPD
Katia Marisa Vitoria Soulée Medina de Carvalho - PAICV
Dénis João Maocha Soares - MPD
Raulino Aurélio Deniz dos Reis - SAL
Nilza Maria Lopes Alves - MPD
Sérgio Rodrigues - MPD
Agostinho do Rosário Ramos - PAICV
Sandro Brito Lima Lopes - MPD
Raqueline Suila Monteiro Correia Teixeira - MPD
José Augusto Piedade - MPD
Contactos
Contactos

 

Endereço: Largo Hotel Atlantico, Espargos

 

Telefone: (+238) 333 40 28

                  (+238) 333 40 14

Contexto histórico

Contexto Histórico do Município 

A  Ilha do Sal  dada a sua aridez fez com que durante séculos se mantivesse despovoada, servindo apenas de habitat de animais e habitação para os escravos que exploravam as salinas. O povoamento efetivo da ilha foi promovido, nos finais do século XVIII, por Manuel António Martins, que nomeado seu administrador, deu início a exploração e exportação do sal. O comércio desta matéria-prima começou a ser desenvolvido no século XVIII, mas só em meados do século XIX, com a exploração intensiva do mesmo para exportação (Brasil e África), é que se determinou a sua povoação.

No entanto, a sua prosperidade efetiva começou em 1939 com a construção, por iniciativa italiana, do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral (AIAC)- renomeado após a independência. De início, vocacionado para o reabastecimento de aviões de longo curso e depois utilizado como infraestrutura para o desenvolvimento turístico da ilha.

A ilha é constituída por quatro principais aglomerados populacionais, sendo que, o mais populoso é a cidade de Espargos, o centro administrativo, político e comercial do concelho e onde fica localizado o AIAC, o primeiro do país. O nome desta cidade deve-se a um planalto que, nos tempos em que chovia com alguma regularidade, ficava coberto de pequenas moitas de espargo bravo (asparagus squarrosus).

Divisão Administrativa 

A ilha do Sal é constituída por um único concelho, do mesmo nome e por apenas uma freguesia: Nossa Senhora das Dores. A sede da Câmara Municipal fica situada na cidade de Espargos e possui duas delegações municipais:

- Delegação Municipal de Santa Maria

- Delegação Municipal da Palmeira

 
Criação

A ilha foi descoberta a 03 de dezembro de 1460, na altura era denominada de “Lhana” (devido ao seu relevo plano), mas alguns anos mais tarde, após o início da exploração do sal, passou a ser chamada de “Sal”. 

A ilha do Sal foi elevada à categoria de Município no ano de 1935, devido ao aumento da população separando-a deste modo do antigo Concelho da Boa Vista.

 

Localização geográfica;

A ilha do Sal está localizada entre os paralelos 16º 36’ N e 16º 31’ N e os meridianos 22º 53´ W e 23º 00’ W de Greenwich, ocupando uma superfície de 216 km2 (5.5% do território nacional) de fisionomia alongada, sendo que o maior cumprimento vai das pontas do Norte e do Sino, a Sul, medindo 29.770m, e a maior largura de 11.800m entre o Rabo de Junco e os Ilhéus de Chano. 

No conjunto das ilhas de Cabo Verde, a ilha do Sal está localizada no extremo nordeste do arquipélago, tendo como vizinha, a sul, a Boa Vista e a Oeste a ilha de São Nicolau. A ilha, bem como o arquipélago, encontra-se englobada na região da África subsaariana, conhecida como Sahel, caracterizada por condições climáticas áridas, chuvas irregulares, cobertura vegetal parca e escassa e com uma rede hidrográfica irrelevante. A fauna é composta por algumas espécies de pássaros, insectos, répteis, peixes e tartarugas.

 

População

Segundo os dados do censo 2010, a ilha do Sal tem uma população total de 25 970 habitantes, sendo que a maior parte se concentra no meio urbano, representando 92,5%. A população é maioritariamente jovem e em idade ativa. O género masculino predomina com 53,9% seguido do feminino com 46,1%. A estrutura social é formada por pessoas oriundas dos diferentes pontos de Cabo Verde, que trouxeram consigo especificidades culturais da ilha de origem. Deste modo, a cultura salense é o resultado deste caldeamento, onde se vai associar também influências do turismo e da migração euro-africana, parte dela para trabalhar na construção dos empreendimentos turísticos, na rede viária e demais infraestruturas.  A dinâmica populacional da ilha do Sal apresenta uma taxa de crescimento médio anual de 5,5%, das mais altas do país, abarcando 5,2% da população do arquipélago

Segundo dados de 2017 a projeção da população  foi de 36769 sendo que 19563 são masculinos e 17205 feminino.

Situação Socioeconómica

Situação Socioeconómica 

A formação do núcleo urbano de Espargos foi impul¬sionada, primeiramente, pela instalação do aeroporto e, mais tarde, pelo turismo, fazendo com que o desen¬volvimento económico do território possua uma forte correlação com as actividades aeroportuária e turística, induzindo o desenvolvimento de infra-estruturas hoteleiras, de transporte, bancárias, de comércio, entre ou¬tras. 

A construção civil acabou também por impulsionar a mão-de-obra estrangeira, transformando a ilha numa ilha de imigração.

Habitação 

O crescimento da procura de habitação, fomentado pelos fluxos migratórios, levou ao aumento exponencial das rendas, acabando por excluir o cidadão nacional do mercado habitacional formal (dados do INE 2007 apontam para 51,3% de residentes com casa própria, enquanto 37,6 vive em casa arrendada e 10,1% em casa cedida) e à densificação dos compartimentos das habitações (entre 3 a 13 pessoas por assoalhada), a um número elevado de pessoas a viverem em partes de casa (15,2 %) e ao surgimento de ‘bairros de lata’, clandestinas ou espontâneas (4,5%), situados na cintura periférica de Espargos, os quais não dispõem de condições de habitabilidade.

Foi assim que surgiram os núcleos espontâneos de Alto São João e Alto Santa Cruz, nos finais da década de setenta, tendo invadido os limites da zona de protecção do aeroporto, com significativas proporções de habitações de lata, carecendo de infra-estruturas como estradas, iluminação pública e espaços equipados.

O bairro de Alto São João é reconhecido pela sua quantidade de barracas, tendo, no entanto, desenvolvido com casas mais condignas perto da zona de Ribeira Funda.

De forma geral, em todos os bairros da Cidade se verifica a presença de habitações com condições precárias, nomeadamente no que se refere à inexistência ou existência precária de cozinhas e casas de banho, havendo uma sobrelotação de pessoas por habitação e por compartimentos.

Os bairros de lata, por serem zonas informais, não dispõem dos equipamentos básicos e infra-estruturas necessárias para assegurar as condições mínimas de habitabilidade e de vida. Os residentes recorrem aos fontenários para abastecimento de água, não dispõem de electricidade, nem de fossas nas habitações, sendo a evacuação das águas residuais feita ao redor das próprias habitações, com todos os riscos de saúde pública inerentes.

 

Água

A ilha do Sal é totalmente abastecida com água dessalinizada. O serviço de produção e distribuição de água e energia é assegurado pela Eletra e a empresa Águas de Ponta Preta (APP). Apesar disso, verifica-se algumas unidades hoteleiras em Santa Maria, a Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) e CABOCAN, que fazem sua produção independente para consumo próprio, nomeadamente para fazer face às necessidades da população turística. Relativamente à distribuição de água pela Eletra, a rede existente efetua a ligação entre as centrais de dessalinização localizadas em Palmeira e os dois reservatórios de distribuição nesta localidade (2000 m3 e 100 m3), uma em Espargos (980 m3) e a outra em Santa Maria (400 m3). Quanto à energia, as unidades de produção situam-se em Palmeira, com as seguintes capacidades: duas centrais de produção com dois grupos geradores (2 x 3.84 MW) e uma central “Back-up” com quatro grupos geradores (4 x 3200 KW), com um total de 5.5 e 5.6 MW.

 

Saneamento 

A ilha possui uma deficiente cobertura da rede pública de esgotos e ligações domiciliárias. Nos bairros de construção espontânea são lançados ao ar livre, constituindo um problema agudo para a saúde pública. Em parceria com os Ministérios das Infestruturas e do Ambiente, esse problema está sendo reparado, de modo a permitir o funcionamento da ETAR em Santa Maria. Para além desta, existe também a ETAR de Ponta Preta pertencente a APP e alguns hotéis como, Crioula e o Grupo Oásis dispõem de sua própria ETAR.
 

Recolha e Tratamento de Resíduos Sólidos

Os resíduos sólidos constituem um problema em progressivo agravamento, devido ao aumento demográfico e do setor turístico. No Concelho existe um sistema integrado de recolha diária de resíduos sólidos urbanos, englobando os principais aglomerados populacionais, através de veículos adequados que fazem a recolha nos contentores colocados nas vias públicas. Os resíduos recolhidos são depositados numa lixeira, em Morrinho do Carvão, não existindo, portanto, qualquer tipo de tratamento desses resíduos, resultando apenas na queima dos mesmos de forma rudimentar.

 

Saúde

No setor da saúde, a ilha do Sal dispõe das seguintes infraestruturas: um hospital que também presta serviços às ilhas de Boavista e São Nicolau; uma delegacia de saúde, ambos em Espargos, um centro de saúde em Santa Maria, duas Unidade Sanitária de Base (USB) em Pedra de Lume e Palmeira, três farmácias privadas, sendo uma em Santa Maria e duas em Espargos, uma farmácia do Estado. As estruturas de saúde do estado possuem cerca de 16 enfermeiros e 7 médicos. Para além destes, destacam-se algumas clínicas privadas, tais como, o consultório X ECO e a Clinitur, entre outros. É de ressaltar a importância do setor privado no domínio da prestação de serviços de saúde aos residentes e visitantes da ilha.
 

Educação

A ilha do Sal dispõe de duas escolas do ensino secundário, sendo uma pública, Olavo Moniz e uma privada, Ramiro Alves Figueira, ambos em Espargos. O liceu Olavo Moniz conta comum anexo em Santa Maria. Por toda a ilha encontram-se escolas do Ensino Básico Integrado, num total de cinco escolas públicas e dois colégios privados, possuindo duas vertentes, a pré-escolar e ensino básico. Relativamente ao pré-escolar, possui 12 jardins infantis geridos por entidades públicas, privadas e religiosas.
 

Pobreza

De acordo com o censo de 2010 A taxa de desemprego situava se, nos 10,8%, com maior incidência nos jovens entre os 14 e 24 anos de idade (18,3%) e nas mulheres (25,5%) e dados de 2015 diz que pobreza aumentou para 19%.

Actividades Económicas

Atividade económica 

A economia da ilha do Sal, desde o século XIX, esteve vocacionada para a exploração e exportação do sal, contribuindo largamente para a fixação da população nesta ilha, porém, esta teve o seu declínio

 

 Agricultura

Devido às condições climáticas e dos solos, a agricultura tem pouca expressão na economia local.O potencial em recursos hídricos subterrâneos é fraco, aliado à má qualidade da água, daí que não se pode falar, com propriedade, em agricultura irrigada com utilização desses recursos. 
 

Pecuária 

As pecuárias, tal como a agricultura, têm reduzida expressão no Sal, cingindo-se à criação de porcos. No entanto, o seu peso como sector complementar da economia familiar é incontestável. 

A pecuária industrial, no dizer dos próprios empresários, está severamente limitada pelas condicionantes impostas pelo isolamento da ilha em relação ao fornecimento de factores essenciais, como sejam os pintos e as rações, bem como pela concorrência que sofrem dos produtos similares importados.

 Industria

A extracção do Sal foi, no passado, a principal actividade económica da ilha, estando intimamente relacionada com o processo de povoamento da ilha. Com o declínio das salinas, este sector tem actualmente pouca expressão na economia.

Novas atividades surgiram, entretanto, imprimindo uma nova dinâmica económica à ilha, como os serviços e a construção civil, associados às principais atividades económicas: o aeroporto internacional e o turismo.

As unidades industriais são essencialmente pequenas, ligadas ao sector da panificação, carpintaria, mobiliário e reparações automóveis.

As empresas ligadas à carpintaria e mobiliário estão associadas ao incremento do sector da construção civil, normalmente constituídas por micro-unidades. Enfrentam problemas na procura de material, em particular da madeira, o que as obriga a encargos suplementares com a aquisição de produtos nos mercados externos. E a falta de infra-estruturas nas zonas definidas para a instalação de pequenas unidades dificulta também o trabalho e o normal funcionamento destas, daí que muitas laborem em condições precárias e em espaços habitacionais.

Embora poucas destas atividades estejam recenseadas pelo INE e ainda menos apareçam no cadastro industrial, a construção civil é um dos subsectores mais dinâmicos, ocupando uma parte importante da população ativa da ilha. As obras de infraestruturação e construção de obras civis, como os complexos turísticos, são desenvolvidas na maior parte dos casos por empresas externas, que encontram mão-de-obra local.

Outras atividades de carácter recente, como o artesanato, as artes gráficas e a prestação de serviços, têm ainda pouca expressão, tanto em termos de volume de emprego como da produção. A quase ausência de atividades artesanais numa das ilhas com maior fluxo turístico constitui uma perda inconcebível, pelo que medidas estão a ser tomadas para a promoção do artesanato local, incentivando a formação de jovens na produção de  artigos com base em matéria-prima nacional.
 

Pesca 

A pesca já chegou a constituir o principal sector de atividade económica após a indústria do sal. Atualmente, situa-se num plano bem distante dos transportes (aeroporto), do comércio e do turismo. 

Embora a ilha tenha um grande potencial de pesca, vários fatores têm dificultado o seu desenvolvimento, quais sejam, o baixo nível de qualificação do pessoal em técnicas de tratamento, conservação e higiene, fracos incentivos ao investimento e ao pescador artesanal, insuficiência de infraestruturas de apoio (produção de gelo, degradação do cais de pesca, entre outros). 

O sector das pescas é composto por um segmento de captura que utiliza, maioritariamente, botes artesanais, um segmento de produção de conservas e um segmento de transformação para a exportação de pescado fresco ou congelado e crustáceos. 

Turismo

Turismo

O turismo é, sem dúvida, o principal motor de desenvolvimento, induzindo um enorme volume de investimentos realizados neste setor. Pode-se dizer que o turismo na ilha do Sal teve o seu início ainda na década de 60 do século passado, após a construção do aeroporto internacional. A história do turismo na ilha também se encontra relacionado com a chegada do casal Belga Gaspard Vynckier e MargueriteMassart, em 1963.

Estes, atraídos pelo clima e por razões de saúde, decidiram construir uma casa de férias na vila de Santa Maria. Mais tarde, essa casa passou a acolher as tripulações de várias companhias aéreas que faziam escala no Sal. A casa veio a ser, alguns anos mais tarde, a primeira unidade hoteleira de Santa Maria, batizada posteriormente com o nome de Hotel Morabeza. A construção do primeiro aeroporto internacional do país (único até novembro de 2005) permitiu que a ilha do Sal se posicionasse historicamente como o primeiro destino turístico de Cabo Verde, impulsionando a construção de infraestruturas hoteleiras e o desenvolvimento de projetos de imobiliária-turística de médio e grande porte que cobrem já uma parte considerável da ilha, especialmente nos arredores de Santa Maria.

A ilha do Sal é caraterizada por extensas praias de areia branca e águas cristalinas, associadas às condições climáticas (sol, vento, correntes e fortes ondulações). Essas condições naturais constituem recursos excelentes para a prática do turismo de sol e praia e desportos náuticos (surf, windsurf, kitesurf, mergulho, natação, pesca desportiva e passeios de barco). Para além destes, também apresenta potencialidades que permitem desenvolver outros tipos de turismo, nomeadamente, ecoturismo (observação de fauna) e turismo de negócios e eventos (feiras, congressos).

A ilha do Sal foi distinguida no concurso “Sete Maravilhas Naturais de Cabo Verde”, lançada pela Rede de Parlamentares para o Ambiente, Luta Contra a Desertificação e a Pobreza (RPALCDP), ao serem eleitas duas maravilhas dessa ilha: as Salinas de Pedra de Lume e a Praia de Santa Maria.
 

Atrativos turísticos Naturais 

A ilha do Sal desde muito cedo começou a dar sinais de desenvolvimento da atividade turística, através da construção do aeroporto e da casa de férias (atual Hotel Morabeza). Estas e outras infraestruturas levaram ao aproveitamento dos recursos da ilha, nomeadamente os naturais. Estes recursos devido ao fluxo turístico que atraem constituíram-se verdadeiros atrativos turísticos, permitindo classificar a ilha como um dos principais destinos turísticos do país.

 

Áreas de Proteção Ambiental

As áreas de proteção ambiental da ilha do Sal fazem parte da rede nacional de áreas protegidas e foram assim classificadas, no intuito de conservar os seus recursos naturais e culturais, uma vez que, nelas se concentram as maiores populações de espécies de fauna e flora endémicas. Essas áreas são detentoras de valores geológicos, geomorfológicos e estéticos que necessitam ser preservados e ainda algumas delas constituem habitats específicos de espécies animais de grande importância socioeconómica e ameaçadas de extinção.

Em muitas das áreas protegidas da ilha, realizam-se atividades turísticas, tais como, excursões, mergulho, desportos náuticos, observação de tartarugas marinhas, de baleias, entre outras, que carecem de um planeamento e devida fiscalização no sentido de garantir a sua sustentabilidade.
 

Descrição das Áreas Protegidas:

Reserva Natural de Serra Negra 

Fica situada na parte sudeste da ilha, mais precisamente entre a Ponta de Fragata e a Ponta do Morrinho Vermelho. Esta reserva apresenta praias com alto valor ecológico devido à presença de espécies faunísticas, com especial importância para a tartaruga Caretta caretta. A costa apresenta zonas rochosas, com acumulação de rodolitos, fragmentos de corais e conchas, alternadas zonas de charcos intermareais e zonas de praias de areia. 

Reserva Natural da Costa da Fragata

Fica localizada na parte sudeste da ilha do Sal, apresentando um sistema dunar com alto valor ecológico e um importante ecossistema marinho. Constitui uma extensa praia de areia, com cerca de 4,7 km, bordeada por um cordão dunar, paralelo à costa, seguida por uma extensa salina revestida parcialmente por areias. Para além disso, constitui a fonte de areia que mantêm, com seu dinamismo, as praias da zona de Santa Maria e Ponta Preta. Com o objetivo de controlar os possíveis efeitos sobre os valores naturais da Reserva, em especial sobre o habitat da tartaruga e sobre a circulação de areias da que se alimenta o sistema dunar deste espaço, inclui-se uma Zona Periférica de Proteção Marinha, que abarca uma franja marinha de 300 metros ao longo da costa.

Reserva Natural da Ponta do Sinó

A reserva natural é uma área que abarca parte do extremo sul-ocidental da ilha do Sal, desde a Ponta do Sinó até a Baía do Algodoeiro, ocupando uma área costeira conformada por dunas, terras salgadas e praias. A sua declaração como reserva natural deve-se a conservação das praias, pelo seu valor ecológico relacionado com o ciclo biológico das tartarugas e o ecossistema das terras salgadas para acolher avifauna local e migratória, bem como, pelo valor geomorfológico e paisagístico do sistema dunar.

 

Reserva Natural Marinha da Baía da Murdeira

Trata-se de uma ampla baía semicircular aberta ao sudoeste da ilha, desde o pico de Rabo de Junco e a Ponta de Rife e dispõe de uma Zona de Amortecimento Terrestre ao longo de toda a sua orla costeira, com uma espessura de 150 metros.

A sua proteção se deve a riqueza dos seus ecossistemas submarinos, com uma elevada proporção de elementos endémicos e singulares, assim como das praias de alimentação e nidificação de algumas espécies de tartarugas marinhas e por constituir parte do habitat de algumas aves marinhas singulares, tais como guinchos (Padion haliaetus), rabo-de-juncos (Phaeton aethereus) e também pela presença estacional das baleias rorqual (Megaptera novaeangliae), espécie ameaçada, cuja conservação se reveste de grande importância a nível mundial.

Reserva Natural Rabo de Junco

Localiza-se no setor ocidental da ilha, flanqueando o lado norte da Reserva da Baía de Murdeira e está conformado por um alinhamento de duas elevações, o pico de Rabo de Junco e a Rochinha de Rabo de Junco, ao Norte da anterior.

A sua classificação se deve à presença e nidificação de espécies emblemáticas do arquipélago, o que converte a Reserva num lugar chave para a conservação das aves. Para além disso, destaca-se pelos seus valores paisagísticos e a singularidade morfológica e geológica do Pico de Rabo de Junco.

Paisagem Protegida Monte Grande

Constitui o relevo topográfico mais elevado da ilha, com 406 metros de altitude acima do nível médio do mar. O fundamento para sua proteção se justifica pelo valor geológico dos seus materiais recentes, com setores de pillow-lavas no litoral. Apesar de existir mais formações do tipo na ilha do Sal este pela sua extensão e caraterísticas, merece uma atenção especial, dada à existência de alguns endemismos florísticos e aves protegidas.
 

Paisagem Protegida Buracona-Regona

Inclui parte do litoral norte-ocidental da ilha do Sal, desde o norte de Palmeira até Ponta Preta, incorporando um relevo montanhoso, Monte Leste, que alcança 269 metros desde o nível do mar e que se destaca por se elevar abruptamente sobre as planícies circundantes. A sua declaração como Paisagem Protegida se fundamenta na proteção de um setor do litoral insular, muito representativo desde o ponto de vista geológico e paisagístico, pela presença de formas vulcânicas singulares como lavas almofadadas e tubos vulcânicos
 

Paisagem Protegida Salinas de Santa Maria

Localiza-se a norte do núcleo de Santa Maria e encontra-se totalmente rodeada pela Reserva Natural de Costa da Fragata. Embora estejam em bom estado de conservação, atualmente não estão em exploração, servindo-se ocasionalmente para o consumo local
 

Paisagem Protegida Salinas de Pedra de Lume e Cagarral

Localiza-se ao sul do maciço de Monte Grande e forma, junto ao anterior, a única cadeia montanhosa do setor norte-oriental da ilha do Sal. A caldeira de Pedra Lume é uma das manifestações vulcânicas mais recentes da ilha, tendo desenvolvido na sua cratera uma excecional exploração salineira de enorme interesse em períodos históricos anteriores. O principal fundamento da sua proteção é a preservação de elementos tanto naturais como culturais, relacionados com a existência de uma interessante caldeira vulcânica e com a exploração de salinas, tendo formado uma paisagem de singular beleza e valor eco cultural.

 

Monumento Natural Morrinho de Açúcar

A proteção deste espaço deve-se a beleza, singularidade e representatividade de um elemento geológico de alta incidência visual, por ser uma chaminé vulcânica ancorada no meio de uma extensa planície e representativa da natureza vulcânica da ilha, por constituir os restos de uma chaminé fonolítica. Atualmente encontra-se em avançado estado de degradação.

Monumento Natural morrinho de Açúcar   

As razões para sua classificação estão relacionadas com o seu interesse geológico e paisagístico. Complexos processos geológicos permitiram a sua formação e evolução geomorfológica, até originar um relevo destacado no meio de planícies sedimentárias e pedregosas dessazona da ilha, rodeado de uma pequena extensão de lavas subaéreas.

Foram definidas por Decreto-legislativo várias Zonas Turísticas Especiais (ZTE), que abrangem áreas dotadas de especial aptidão para o turismo, nas diversas ilhas do país. Estas ZTE’s classificam-se em ZDTI e as Zonas de Reserva e Proteção Turística (ZRPT).

 

Salinas

A ilha do Sal possui duas salinas: a de Pedra de Lume e a de Santa Maria, que tiveram uma importância relevante no povoamento e crescimento económico da ilha. Dessas duas, a de Pedra Lume se ressalta mais pela sua história, cultura, vestígios e também por constituir uma atração turística de excelência, uma paisagem única na ilha e no país.

 

Salinas de Santa Maria

As salinas do Portinho foram construídas em 1834 por Manuel António Martins. Inicialmente procedeu à drenagem das águas para construir as marinas que eram alimentadas por meio de bombas eólicas. Mais tarde, importou da Inglaterra uma via-férrea (a primeira da África Ocidental) para transportar o sal até ao porto de embarque, através de vagões movidos à vela.
 

Salinas de Pedra de Lume

As Salinas de Pedra de Lume situam-se na costa leste da ilha e caraterizam-se por um conjunto de marinas existentes numa caldeira piroclástica de um vulcão extinto, devido a uma lenta infiltração da água do mar que juntamente com as condições climáticas permitiram a formação de uma bacia de evaporação, dando origem as salinas.
 

     

Piscina e Gruta Naturais

Buracona é constituída por uma piscina natural de água cristalina formada por algumas concavidades maiores nas rochas e pela rebentação das ondas que a vão enchendo e renovando as águas. Nesta área recomenda-se a maior cautela com alguns pontos devido a força das ondas. A piscina natural situa-se mesmo ao lado do olho azul, ficando este último ligeiramente acima (no topo).

É através da gruta natural que se pode observar o olho azul especialmente visualizado entre as 10:30 e 13:30 mn, hora em que a luz do sol penetra na água verticalmente, produzindo um reflexo cristalino de rara luminosidade. Estes constituem um dos atrativos turísticos mais visitados da ilha. Um estabelecimento de restauração atende os turistas e visitantes que demandam este recurso.

Fauna Marinha

A fauna marinha na ilha é diversificada, constituída por corais, baleias, tubarões, peixes e outras espécies, com destaque para as tartarugas marinhas, mundialmente conhecidas, que se encontram em vias de extinção, devido a sua captura.

Observação de Tartarugas Marinhas

As tartarugas que procuram as praias de Cabo Verde são as que aqui nasceram, ou seja, são espécies endémicas, logo constituem um património natural. Apesar de haver registos da tartaruga comum (Caretta caretta) em todo o arquipélago, as ilhas do Sal, Boavista e Maio acolhem anualmente, e em maior número, esta espécie.

O projeto de conservação das tartarugas é desenvolvido numa parceria entre A Direção Geral do Ambiente (DGA), a Câmara Municipal do Sal, a rede Natura 2000, a ONG SOS Turtle, as Forças Armadas, Áreas Protegidas, associação de pescadores, centro de juventude, entre outros. Este trabalho tem surtido efeitos bastante positivos. A espécie Caretta Caretta visita a ilha todos os anos entre junho e setembro, utilizando essencialmente as praias de Ponta Preta, Baía de Algodoeiro, Serra Negra, Calheta Funda, Parda e Baía da Murdeira. Anualmente tem-se registado muita procura por parte dos turistas para observação das tartarugas, fazendo com que se torna importante garantir a sustentabilidade dessa atividade turística, bem como da espécie e seu habitat. Prestadores de serviço e pessoas em particular têm vindo a comercializar a atividade de observação de tartarugas, o que torna urgente o devido planeamento e fiscalização da mesma.

Praias

Por ser essencialmente plana a ilha é cercada de praias de areia branca e águas cristalinas, assumindo o estatuto de um dos principais destinos de sol e praia do país.
 

Praia de Santa Maria

Trata-se de uma praia com 7 km de comprimento de areia branca e água cristalina de cor azul-turquesa. As suas magníficas potencialidades tanto para o turismo balnear, desportos náuticos e mergulho tem encantado muitos visitantes nacionais e estrangeiros, que por esta ilha passam.  Ao longo da sua orla depara-se com hotéis, restaurantes, bares e empresas de desportos náuticos, desempenhando assim, um papel importante no desenvolvimento turístico local. E nesta praia que se realiza anualmente o Festival de Santa Maria, evento indissociável das festividades do dia do Município (Nossa Senhora das Dores). A praia foi distinguida como uma das sete maravilhas de Cabo Verde.

Praia de Ponta Preta

Trata-se de uma praia adornada por dunas de areia fina e branca, apropriada para longas caminhadas e prática do surf, windsurf, bodyboard e kitesurf. Ali se realizou uma das etapas do Campeonato Internacional de Windsurf. De junho a setembro é uma das áreas privilegiadas de desova da tartaruga Caretta Caretta. A praia foi considerada pela Surfing Magazine, revista da CNN, especializada na vertente desportiva, como um dos melhores locais do mundo para a prática do surf, devido às suas condições naturais, como por exemplo, ventos fortes e ondas compridas em formato de tubos. 

Praia de Pedra de Lume

Trata-se de uma praia muito procurada pelos residentes da cidade de Espargos e da localidade do mesmo nome, para banhos, por ser a mais próxima. Nela realiza-se anualmente o minifestival de música, por altura da celebração das festividades de Nossa Senhora de Piedade (15 de agosto).

Praia de Calheta Funda

Trata-se de uma pequena enseada, pouco profunda, de mar calmo cujo acesso se faz a partir de uma estrada de terra que o liga à estrada principal. No verão é muito frequentada pela população local para passeios e campismo, afigurando-se como área de desova de tartarugas.

Praia de Manuel António de Sousa

Muito procurada por praticantes de desportos náuticos (windsurf e kitesurf) e por banhistas

Para além das praias acima descritas, existem outras, menos exploradas a nivel turístico, a saber: praias de Igrejinha, de Monte Grande, de Água Doce, de Canoa, de Palmeira, de Cascalho, de Fontona, de Leme Bedje, Quintalona/Porto Antigo, entre outras.

Para além das praias acima descritas, existem outras, menos exploradas a nivel turístico, a saber: praias de Igrejinha, de Monte Grande, de Água Doce, de Canoa, de Palmeira, de Cascalho, de Fontona, de Leme Bedje, Quintalona/Porto Antigo, entre outras.
Ambiente

Ambiente

A gestão ambiental ao nível local é efetuada pelo município através dos serviços de ambiente e saneamento, auxiliado por um conjunto de normas e planos que regem segundo as leis nacionais em matéria ambiental.

A preservação do ambiente, a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento turístico e global da ilha estão intimamente ligados, pelo que a conservação e o desenvolvimento dos ecossistemas do Sal e a valorização dos recursos naturais devem constituir uma prioridade e ser traduzida numa orientação política de carácter horizontal e transversal, em concertação com as políticas nacionais e sectoriais e num diálogo constante e permanente com a sociedade civil.

A gestão ambiental nos dias de hoje é transversal a todas as áreas e o conhecimento das questões ambientais locais é um imperativo para todos os gestores e técnicos municipais, ONG’s e Organizações da Sociedade Civil, exigindo uma concertação e uma abordagem integrada das questões ambientais.

Neste sentido, a capacitação em matéria do ordenamento, gestão e fiscalização ambiental afiguram como uma necessidade premente no Concelho/ilha do Sal. Porque a ilha/concelho detém um número considerável de áreas consideradas sensíveis e protegidas e também porque é uma das ilhas mais vulneráveis sob o ponto de vista das alterações climáticas, urge capacitar os técnicos municipais, ONG’s e Organizações da Sociedade Civil em matéria da gestão global do ambiente.

Cultura

Cultura 

A ilha do Sal é considerada uma das ilhas mais multicultural do arquipélago, por receber pessoas de diversos pontos do país que levaram consigo especificidades das suas ilhas de origem. Para além destes, também a migração euro-africana tem gerado algum impacto na cultura salense sobretudo em Santa Maria.

Atrativos Turísticos Culturais materiais 

Registam-se alguns edifícios históricos embora muitos deles necessitem de conservação para a sua valorização histórica e cultural. Dentre eles, destacam-se:

Capela de Nossa Senhora da Piedade (Pedra de Lume)

Constitui um ex-líbris desta localidade, pois a sua construção data do ano de 1853 por descendentes de Manuel António Martins. Esta igreja conserva ainda os traços de outrora, tendo sofrido poucas alterações à sua arquitetura original. Este edifício, por ser um dos mais antigos patrimónios edificados reveste-se de uma importância histórica e patrimonial, por constituir o primeiro marco do cristianismo na ilha.

Igreja de Nossa Senhora das Dores (Santa Maria)

O terreno para construção desta igreja foi oferecido pela viúva de Manuel António Martins a 08 de março de 1851 e numa cerimónia solene fez-se o lançamento da primeira pedra para edificação da mesma. Com a construção desta igreja, o Sal passou a ter a sua própria freguesia denominada Nossa Senhora das Dores, desligando-se então da freguesia de São Roque na Boavista. Ao longo dos anos o edifício foi sofrendo modificações, alterando por completo o seu aspecto original.

Teleférico

Dadas as dificuldades de transporte do sal, que persistiam desde o tempo do conselheiro Martins, a companhia francesa Salins du Cap Vert, que adquirira as salinas em 1919, promoveu a importação e montagem de um teleférico que se estendia por mais de um quilómetro e com capacidade para transportar cerca de 25 toneladas de sal por hora. 

Casa Viana

Localizada em frente ao pontão, constitui um monumento emblemático da ilha, pois caracteriza um dos elementos arquitectónicos do complexo industrial de exploração do sal em Santa Maria, atividade económica importante na época.

Nesta casa funcionava o escritório da Companhia de Fomento e daí se controlava o transporte do sal. Este provinha do barracão passava por baixo do túnel bem no centro da casa e seguia direto para o pontão por meio de uma linha férrea. 

Casa de Manuel António Martins

Esta casa pertenceu à família Martins, foi o primeiro casarão da ilha da segunda década do século XIX.

Ca Faru

Este nome é atribuído às casas de Pedra de Lume, construídas para abrigar os trabalhadores das Salinas no século XIX, sendo as mais bem construídas pertencentes aos patrões.

Casas Típicas da Vila de Palmeira

Foram construídas para abrigar os antigos pescadores que se instalaram no local em busca de pescado e de tartarugas. Palmeira continua sendo uma Vila de pescadores, mantendo as casas o mesmo estilo arquitetónico, com ruas tranquilas que convidam a um passeio.

Pontão

Trata-se de um ex-líbris da cidade, uma vez que, desde a criação da vila de Santa Maria, servia de escoamento do sal produzido nas salinas rumo a outras ilhas e para o exterior. 

  

Farol da Ponta de Sinó

Localizado a 300 metros para o interior da Ponta do Sinó, no extremo sul da ilha, em Santa Maria. Foi construído em 1892, possui uma torre quadrangular com uma escada exterior que conduz à lanterna, mede 9 metros de altura e 11 de altitude. 

Farol da Ponta Norte (Farol de Fiúra ou Farol de Reguinho de Fiúra)

Localiza-se no norte da ilha, próximo da localidade de Reguinho de Fiúra. O Farol mais antigo foi construído em 1897 era originalmente em ferro fundido, com uma casa de faroleiros em anexo, medindo 13 metros de altura, mas este já não existe. Em tempos idos foi o mais importante farol da ilha que orientava os barcos que cruzavam aquelas águas.  

Para além desses patrimónios pode-se ainda referir: o Mercado Municipal, o porto de Pedra Lume, a Capela de São José (Palmeira), a Capela de Nossa Senhora de Fátima, a Capela de São Pedro, a Capela de Santa Cruz (Espargos e Santa Maria) e a Capela de São João (Espargos). A vertente religiosa das festas de romaria realiza-se nessas capelas, nomeadamente, de São Pedro, Santa Cruz e São João.

 Centro Cultura.

Nos anos oitenta o espaço albergava diversos serviços como as Finanças, a Alfândega e os Correios. Foi inaugurado em maio de 1999, dispondo de uma sala de conferência, uma sala de informática, biblioteca, uma sala de língua portuguesa e um quintal utilizado para pequenas demonstrações artísticas, como a capoeira. Nesse espaço promove-se atividades lúdicas, culturais e recreativas. Situa-se na cidade de Santa Maria.

Casa Viva da Cultura – Funaná “Museu Vivo”

A casa da cultura, inicialmente um estabelecimento de restauração associou-se à promoção da cultura cabo-verdiana nos domínios da música, gastronomia, tradição e história de Cabo Verde. 

Escola de Música e Artes Tututa (EMAT)

Situada no Largo Milénio, cidade de Espargos, foi aberta em 2006, tendo acolhido centenas de formandos designadamente crianças, jovens e menos-jovens. Tem por missão iniciar os indivíduos nas diversas artes, tais como, aulas de guitarra, piano e ballet. O nome atribuído a esta escola pela Câmara Municipal do Sal em homenagem à senhora Epifânia de Freitas Silva Ramos (Dona Tututa) acolhe também atividades socioculturais diversas

Para além destes espaços de cultura, existem outros onde também ocorrem atividade culturais como dança, música, literatura, teatro, a saber: Anfiteatro José Cabral Évora, Cineteatro – ASA, Biblioteca Municipal Jorge Barbosa, Casa do pescador e Caldera Preta.

Atrativos Turísticos Culturais   Imateriais

Gastronomia Típica

Cabo Verde é um país rico em gastronomia (seja utilizando produtos agrícolas, como de frutos do mar) e a ilha do Sal, sendo uma das ilhas mais turísticas do país deve saber aproveitar essa riqueza. Nos estabelecimentos de restauração pode-se encontrar uma diversidade de ofertas a começar pelos pratos típicos como feijoada, caldo de peixe e cachupa (milho, feijão, carne de porco e legumes). Para além desses, a ilha do Sal destaca-se muito pela confeção de pratos à base dos frutos do mar, peixe (atum, serra, garoupa) e principalmente mariscos (lagosta na brasa, craca, camarão, polvo, percebes).

Festas e Romarias

As festas abaixo mencionadas são de cariz religioso, sendo que as de romaria possuem também uma forte vertente profana. Normalmente celebra-se a missa e procissão pelas principais ruas dos povoados, seguida da parte mais profana, relacionada com jogos e quiosques com lanches e bebidas.

DATA FESTAS LOCALIDADE

19 de março Festa de São José Palmeira

03 de maio Festa de Santa Cruz Espargos e Santa maria

13 de maio Festa de Nª Sra. De Fátima Santa maria

13 de junho Festa de Santo António Espargos

24 de junho Festa de São João Baptista Alto São João (Espargos)

29 de junho Festa de São Pedro Hortelã (Espargos)

Última semana de julho Festa de Santa Ana Fontona

15 de agosto Nossa Senhora de Piedade Pedra de Lume

15 de setembro Nossa Senhora das Dores Santa maria e Espargos

Carnaval

É celebrado um pouco por toda a ilha, mas é na cidade de Espargos que se concentra a maior parte dos grupos carnavalescos que desfilam no fim de semana que antecede o carnaval até a terça-feira seguinte, dia em que se comemora a festa do Rei Momo. Normalmente tem sido realizado sem concurso. Entretanto, a Câmara Municipal iniciou a promoção do concurso carnavalesco, no intuito de resgatar a tradição e animar a época festiva do Entrudo, incentivando a criatividade e imaginação dos grupos.

Música

A música é um dos traços mais sonantes da cultura caboverdiana. Como referido, nesta ilha acontece anualmente um dos grandes festivais de música do país: Festival de Santa Maria, para além de outros eventos de cariz musical e minifestivais. Pode-se apreciar na ilha todos os ritmos musicais tocados em Cabo Verde além de ritmos estrangeiros. Alguns empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração são palcos das tradicionais noites caboverdianas.

Pode-se referir a título de exemplo, algumas figuras da ilha do Sal que deram e continuam a dar um enorme contributo a música de Cabo Verde. Embora alguns deles já tenham falecido como são os casos de Dona Tututa (pianista e compositora) e Ildo Lobo (cantor e compositor), que deixaram um importante legado musical que os tornarão inesqueciveis. Não obstante, permanecem entre nós grandes nomes como Antero Simas (compositor e músico), Maria Alice

(cantora) e Mirri Lobo (cantor e intérprete).

Banda Municipal do Sal

Esta banda nasceu em 1999, em resultado da oferta de alguns instrumentos de sopro pela Câmara de Grotamar, Itália, à congénere do Sal. O apoio da Câmara Municipal do Sal foi determinante para sua criação, seja na formação dos membros, seja nas instalações e apoios diversos. A banda foi consolidada em 2001 e as aulas se decorriam no Anfiteatro José Cabral e na cave do coreto da Praça Abílio Duarte. Atuaram pela primeira vez ao público em 2001, por ocasião da inauguração da referida praça, enquadrada nas festividades do Município do Sal. Continua marcando presença no quotidiano salense nas mais diversas festividades cívicas e culturais da ilha. Em 2011 foi homenageada durante o Festival de Música de Santa Maria.

Artesanato/Souvenirs

O artesanato local é considerado uma atividade com pouca expressão na ilha, contudo

existe locais onde se trabalha na sua confeção, exposição e venda, como por exemplo, Genuíne

Artesanato, Akuaba Artesanato, Souvenirs Milú, Centro de Artesanato (Santa Maria), entre outros,

que concebem peças com base em pedras ornamentais, areia, barro, coco, entre outros.

 Eventos Programados

Eventos Culturais/Artísticos

Ao longo do ano são realizados eventos culturais, desportivos, religiosos, ambientais, entre outros, nomeadamente, feiras do livro, de gastronomia, peças de teatro, exposições de artesanato, pintura, espectáculos musicais, torneios. De entre estes destacam-se:

Festival de Santa Maria

Ocorre normalmente como encerramento das festividades do dia do Município do Sal, celebrado a 15 de setembro. Tem a duração de dois dias. Desfilam no palco um leque de artistas nacionais, residentes na diáspora e estrangeiros, facto este que internacionalizou o evento.

Trezentos escudos é o valor que dá acesso ao evento durante dois dias. Financiado com recursos públicos e privados com destaque para a Câmara Municipal. Os empreendimentos turísticos têm dado um contributo relevante. A qualidade vem progressivamente melhorando bem como os aspetos organizacionais e operacionais.

Noite de Guitarra

Este evento acontece nas festas do Município, quase sempre na última semana de agosto.

Tem como objectivo promover os artistas e a música tradicional cabo-verdiana, tendo como principal instrumento a guitarra, como o próprio nome indica. Em 2014, realizou-se a décima primeira edição. Os locais escolhidos para acolherem este evento tem sido o Cine-ASA (1ª edição) e o anfiteatro José Cabral.

Mega Show

Trata-se de um evento cultural de cariz urbano, destinado a um público jovem e heterogéneo. Ocorre igualmente no quadro das comemorações das festas do Município, no mês de agosto. O show apresenta uma dinâmica diversificada, nomeadamente hip-hop, funaná, cabozuk, entre outros.

Festival Nacional de Teatro “Sal Encena”

Trata-se de um evento organizado pelo grupo de teatro “Dja d’Sal” em parceria com a Câmara Municipal do Sal e o Ministério da Cultura. Para além do teatro, o evento contou também com workshops sobre as artes cénicas, exposição de fotografia e de artesanato. O festival de teatro é realizado no centro cultural de Santa Maria e os grupos participantes são na sua maioria nacionais.

 Cabo Verde International Film Festival (CVIFF)

É um evento de caris Internacional a sua  realização acontece mediante inscrição prévia dos filmes divididos em quatro categorias: curta-metragem, curta-metragem documentário, longa-metragem e longa-metragem documentário. São submetidos a uma pré-selecção, por uma comissão.

Sendo um festival de cariz internacional, vários são os países que tem participado, nomeadamente, Cabo Verde, E.U.A., Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, África do Sul, Índia, Palestina, Cuba, Reino Unido, Rússia, Espanha, Irão, França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo e Itália.

  Eventos Desportivos

Para além do turismo de sol e praia, os desportos náuticos também constituem uma potencialidade da ilha pelas suas condições naturais - ventos e fortes ondulações. Estas caraterísticas são conhecidas a nível internacional. São, sobretudo turistas, profissionais do surf, windsurf e kitesurf.

Desportos Náuticos

A ilha do Sal chegou a acolher três etapas, entre 2007 e 2009, do Campeonato Mundial do windsurf, uma do kitesurf em 2011, colocando Cabo Verde, em especial a ilha do Sal, no circuito dos desportos náuticos internacionais, contribuindo assim para diversificar a sua oferta turística. 

 Feiras

A EXPOTUR (FEIRA DO TURISMO DE CABO VERDE) é um evento de referência no setor turístico em Cabo Verde. A sua primeira edição aconteceu na cidade do Mindelo, em São Vicente, passando de seguida por Santiago (Cidade Velha), Santo Antão (Cidade do Porto Novo) e pela ilha do Sal (Cidade de Santa Maria).

  Potenciais Atrativos Turísticos da Ilha 

Os locais que se apresentam a seguir constituem potenciais recursos turísticos naturais que possam ser aproveitadas para formatar novos atrativos e contribuir para diversificação da oferta turística. Alguns deles pela sua atratividade recebem visitantes, embora numa quantidade menor em comparação com os principais atrativos da ilha. 

Baía de Parda

Trata-se de um local procurado por turistas para a visualização dos tubarões que constantemente assolam a sua costa. A estrada de acesso à baía é de terra e areia.

Baía do Algodoeiro 

Situa-se nas proximidades da capelinha de Fátima. Permite-se observar e apreciar um bonito oásis, embora não apresente uma vegetação muito densa, constituído por tamareiras (phoenix atlântica), tarafe (tamarix canariensis) e a acácia americana (prosopis julliflora), que proporcionam uma sombra refrescante, após um mergulho ou uma sessão de pesca submarina.

Fontona

 

A ribeira da Fontona se localiza na extremidade oeste da ilha, nas proximidades da Palmeira, constituindo uma das principais áreas florestais da ilha, muito procurada para pic-nic e atividades de lazer. Nesta localidade, realiza-se anualmente a festa religiosa de Santa Ana que acontece em finais do mês de julho. Atualmente encontra-se praticamente abandonada.

Terra Boa

Situa-se a norte de Espargos, o nome desta localidade deve-se ao facto de possuir um solo arenoso e um subsolo argiloso propício para a prática da agricultura. Nela se acumula água das chuvas provenientes das localidades próximas.

Zona das “Miragens”

Localiza-se a seguir à Terra Boa, na parte norte da ilha, numa zona árida, seca e de terra batida. É visitada praticamente todos os dias por turistas, por causa de um fenómeno natural que se pode visualizar a certa distância, neste espaço. Os raios ultravioletas ao tocarem o solo que se encontra frio, causam uma ilusão óptica/espelho, isto é, os raios ficam um pouco acima do solo, dando uma ilusão de se ter “água ou um lago” nesta zona. Trata-se de um atrativo de fácil acesso, contudo o trajeto em terra batida encontra-se em mau estado devido à intensa circulação de veículos pesados. Foi construído neste espaço, um bar/atelier de artesanato.

Miradouro

Este miradouro situa-se na cidade de Espargos, sendo vulgarmente conhecido por Radar ou Rotcha. Nele se encontram os equipamentos de comunicação das empresas de Cabo Verde Telecom e da ASA, vigiados por militares. Dada à vista panorâmica sobre a quase totalidade da ilha e nos dias de céu limpo consegue-se avistar a ilha da Boa Vista é um ponto turístico muito visitado/frequentado por turistas.

Viveiro Cotton Bay

Situado logo após a capela de Nossa Senhora de Fátima e imediatamente antes da vila turística de Santa Maria. Foi construído em 2007 e produz uma variedade de plantas ornamentais de interior e exterior além de fruteiras. No local é utilizado um sistema de estufa que diminui a ação nociva dos raios ultravioletas nas plantas e para uma boa gestão dos recursos hídricos, utilizam o sistema de rega gota-a-gota.

Palha Verde

Localiza-se nas proximidades da Murdeira. O seu nome deve-se ao facto de na região, nos tempos que chovia com alguma regularidade, ficar coberta de vegetação rasteira que servia de pasto para o gado. A ribeira de Palha Verde foi em tempos um autêntico oásis de que restam alguns vestígios como o Tamarix canariensis (Tarafe), Phoenix (Tamareira) e a Prosopis juliflora (acácia americana).

Em 1920, quando a Companhia do Fomento de Cabo Verde se instala na ilha, o comércio de sal volta a ser reactivado.
Entre em contacto connosco para mais informações.
 
 
Género

Género

Dados do Censo 2010 do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde apontam para a existência de uma proporção maior de indivíduos do sexo masculino (53,90%) em relação aos indivíduos do sexo feminino (46,10%) na ilha do Sal, contrariando o cenário nacional em que a proporção de população feminina é superior à masculina.

No entanto os progressos alcançados a nível de desenvolvimento económico e social, a pobreza atinge ainda um número significativo de famílias, tendo maior incidência nas famílias chefiadas por mulheres, normalmente com um número elevado de filhos.

A CMS tem um pelouro da condição feminina que atua nos domínios da promoção da igualdade e equidade do género. Tendo em conta a condição da mulher, é necessário ainda uma discriminação positiva, através de programas, projetos e ações que visam o empreendedorismo feminino e a formação/capacitação das mães chefes de famílias. Capacitação orientada para o apoio na criação de atividades económicas alternativas, recorrendo ao microcrédito. Um número significativo de jovens e mulheres vêm sendo formadas e capacitadas quer através da Escola Profissional do Sal, quer da Associação para a Autopromoção da Mulher e Desenvolvimento – Morabi, com a qual a Câmara assinou um acordo de parceria, e ainda do Programa Social de Realojamento do Município.

Em 2004, o Instituto cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade do género (ICIEG), órgão governamental responsável pela promoção da igualdade e equidade entre os sexos, criou uma Rede de Atendimento às Vítimas da Violência Baseada no Género (VBG) que visa atender e apoiar adequadamente as vítimas de violência doméstica. A CMS é um membro activo da Rede Sol (Rede de Apoio às Vítimas de Violência com Base no Género), criada em 2008, da qual fazem parte diversas entidades e associações locais, operando em rede para prevenir essa questão social e auxiliar as vítimas, sem descurar o acompanhamento sempre que possível dos agressores.

O Gabinete de Apoio às Vítimas (GAV) funciona no Comando da PN, onde são feitos os registos que depois são encaminhados para o ICIEG. Alguns casos de violência doméstica são encaminhados para a Polícia Judiciária (PJ) e para a Procuradoria da República.

Formação e capacitação são operacionalizados através da Escola Profissional do Sal e do SoProSal, existem outras instituições e OSC que apoiam na promoção da mulher, nomeadamente a Morabi no apoio ao micro-crédito, a Verdefam na saúde sexual e reprodutiva, a Mão Amiga e Anjos no apoio financeiro e material, a Sal-apoiada na autoconstrução e a Âncora no apoio social.

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