Sotavento Ribeira Grande de Santiago

A vila da Ribeira Grande de Santiago mais conhecida por Cidade Velha, é a sede do concelho do mesmo nome. Proclamada no século XVI, é o berço da Nação Cabo-Verdiana. Tem 9618 habitantes, segundo estudos da INE de 2010.
Órgãos Eleitos
Contactos
O Município
Contexto Histórico
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos
Órgãos Eleitos 
 
Constituição da Câmara Municipal do círculo eleitoral da Ribeira Grande de Santiago 
Nelson Vaz Moreira
Carmem Jesus Borges Almeida Semedo
Manuel Nascimento Jesus Vaz Monteiro
Sílvia Helena Barros Furtado
Venceslau Vieira Sanche
 
 
Constituição da Assembleia Municipal do círculo eleitoral da Ribeira Grande de Santiago  

José Gomes veiga - PAICV
António Tavares Monteiro - MPD
Elsa Josiana Almeida Vaz - PAICV
Cláudia Eunice Rocha da Veiga Mendonça Varela - MPD
Odair Elísio Sequeira - PAICV
José Emílio de Jesus da Moura Varela - MPD
Maria Júlia Barreto da Moura - PAICV
Iolanda Semedo Pereira - MPD
Manuel Vaz Landim - PAICV
Celestino Gomes Vaz Monteiro - MPD
Emiliana Gomes Varela dos Santos - PAICV
Edna Almeida Menezes - MPD
Nélida de Jesus Lopes Martins - PAICV
Contactos
Contactos

 

Endereço: Cidade Velha, Rua Calhau

 

Telefone: (+238)267 11 40

                  (+238)267 10 45

 

O Município

A cerca de 10 km da cidade da Praia, na Ilha de Santiago, localiza-se a Ribeira Grande de Santiago, mais conhecida por Cidade Velha (ou Cidade de Santiago) e sede do concelho do mesmo nome. Proclamada como Câmara no séc. XVI (a mais antiga existente em Cabo Verde), é considerada o berço da Nação Cabo-Verdiana. Pelo seu porto passaram os escravos de África com destino quer a Cabo Verde, quer outras partes do Mundo. Isto marca a grande importância que Cidade Velha Ribeira Grande de Santiago, mais conhecida por Cidade Velha (ou Cidade de Santiago) e sede do concelho do mesmo nome. Proclamada como Câmara no séc. XVI (a mais antiga existente em Cabo Verde), é considerada o berço da Nação Cabo-Verdiana.tem para a história mundial e que, tal como sendo centro de aclimatação de diferentes espécies florestais vindas dos restantes continentes (como a cana sacarina – saccarum ap -, o coqueiro cocos nucífera -, a bananeira – musa sapiens -, a mangueira mangíferaindica L. –, etc.), faz dela Património da Humanidade.

Cidade que conheceu o seu declínio por consequência de consecutivos ataques dos corsários, das fomes e pragas e da repressão do Marquês de Pombal (primeiro-ministro português do séc. XVIII), voltou a ser proclamada em 2005 com a reconstituição do Concelho de Ribeira Grande de Santiago, autonomizado do Concelho da Praia. Cidade Velha (antiga Ribeira Grande de Santiago) conserva um significativo número de edifícios e ruínas, como a mais antiga igreja colonial do mundo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros, construída em 1495, dispondo de uma capela em estilo manuelino, a única existente em África.

Em 2000, foi iniciada a preparação do dossier de candidatura a Património Mundial, apresentado à UNESCO em 2008 e finalmente, a 26 de Junho de 2009, Cidade Velha foi inscrita na lista dos sítios classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. A 10 de Junho de 2009 foi também classificada como uma das Sete Maravilhas de origem Portuguesa no Mundo, após concurso com votação pública, no qual participaram 27 monumentos edificados por Portugal no mundo.

Símbolo

O símbolo de Ribeira Grande de Santiago, em azul, tem a forma de barco, o que evidencia o seu caráter oceânico; dele ressaltam duas palmeiras e um sol alaranjado, sublinhando o património imaterial (flora) e o emblemático pôr-do-sol, que se conjugam com o património material – representado pela Fortaleza Real, o Porton di Nos Idja e o Pelourinho

O símbolo (selo) é da autoria de uma das principais designers portuguesas, Inês Ramos, que a ofertou à Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago.

Conjuntamente com este selo, apresenta-se também o símbolo da UNESCO e de Património Mundial que é desde 2009 uma das insígnias de Cidade Velha.

Armas

Está neste momento em curso o processo para que Ribeira Grande de Santiago disponha a breve trecho de brasão, bandeira e hino.

Contexto Histórico

Contexto histórico do Município

A Cidade Velha é o único conjunto arquitectónico classificado em Cabo Verde. O sítio histórico foi declarado Património Nacional em 1990, por decreto-lei 121/III/90 de 8 de Dezembro de 1990.

Da fixação inicial junto à baía, a cidade cresceu e desenvolveu-se em duas direções: uma ocupou praticamente todo o interior do vale, a outra acompanhou a linha da costa; deste processo resultou um conjunto completamente envolto pelas montanhas, tendo como únicos acessos o porto e as antigas portas.

A cidade estrutura-se em sucessivas plataformas, que correspondem a outras tantas fases da sua construção. As duas mais baixas são conhecidas como «baixa», sendo as restantes a «alta».

A primeira plataforma é a do largo central, apenas cinco metros acima do nível do mar; nesta zona quatrocentista, destacavam-se os edifícios da Igreja e do Hospital da Misericórdia, da Casa da Câmara e Cadeia (já desaparecidos) e o Pelourinho.

A segunda plataforma, entre os cinco e os dez metros, formada no século XVI, abrange os primeiros quarteirões contíguos ao largo;

Na terceira e última plataforma, situada acima dos cem metros, encontra-se o reduto defensivo da cidade denominado Forte de São Filipe.

Possui um conjunto de monumentos e construções que integram o sítio histórico, reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade, representa uma forte oferta turística do Município da Ribeira Grande de Santiago.

O circuito turístico integrado foi criado pelo Ministério da Cultura, a partir 2000, sob a gestão do Instituto da Promoção Cultural e depois Instituto Nacional da Investigação, da Promoção e do Património Culturais.

Em 2005 passou para a gestão privada, no quadro de um decreto que possibilitou a materialização de um contrato de concessão assinado entre o Instituto da Investigação e do Património Culturais e a Empresa Espanhola-Cabo-verdiana, Próim-tur.

São três os bairros históricos da Cidade Velha: Figueira de Portugal, a zona mais antiga e que se prolonga pelo vale de São Pedro; São Brás, a noroeste e S. Sebastião - Catedral que se desenvolve atrás da construção da Igreja Matriz. Na confluência destas três áreas, junto ao porto denominado Calhau, encontra-se o Pelourinho.

Os principais ícones e sítios com valor patrimonial na Cidade Velha são:

Pelourinho ou picota: Símbolo do poder municipal e da justiça real. Foi construído em 1512 no estilo manuelino. A praça ao redor do Pelourinho foi o centro da vida local e onde se situava o mercado de escravos.

Sistema defensivo: Aqui se destaca a Fortaleza Real de São Filipe, situada na parte alta da cidade. Sua construção terminou em 1591 e foi motivada pelos ataques do corsário inglês Francis Drake em 1578 e 1585. Foi construída português João Nunes com a colaboração do engenheiro italiano Filippo Tercio. Apesar da forte proteção, o Forte foi atacado por corsários franceses comandados por Jacques Cassard, que saquearam e destruíram a cidade em 1712.

Na linha litoral foi construído um sistema defensivo erigido nos séculos XV y XVI com seis pequenos fortes: Santo António, São João dos Cavaleiros e São João Veríssimo. Na margem esquerda da Ribeira Grande; o Presídio, ao centro, com a muralha marítima, que comunicava com São João Veríssimo e São Brás. São Lázaro, com uma grande muralha com dentes em serra, e o de Santa Marta, do qual não se conservam vestígios visíveis e que cortava o acesso à parte central da cidade.

A maioria destas construções conserva ainda as suas estruturas arquitetónicas e arqueológicos.

Construções religiosas: Neste conjunto destaca-se a Catedral, cujo inicio de construção data em 1556, altura em que se construiu também o Palácio Episcopal do qual não restam elementos visíveis. As obras da Catedral terminaram em 1700, doze anos antes do ataque e do saque do corsário francês Jacques Cassard.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário é uma das primeiras construções da Cidade Velha. Construída a partir de 1495, dispõe de uma capela gótica de estilo manuelino.

Destacam-se também a Igreja e o Convento de São Francisco, mandados construir por Joana Coelha, rica proprietária da ilha de Santiago a partir de 1640.

Esta cidade, considerada o Berço da Nacionalidade, desempenhou um papel histórico no contexto da formação da nação cabo-verdiana, parti-cularmente a partir do Século XV, no inter-relacionamento de povos e de culturas entre a Europa, a África e as Américas, altura em que foram erguidas edificações de elevado conteúdo cultural e patrimonial.

Rapidamente se tornou num dos epicentros do comércio e da sociedade escravocrata, atingindo a sua fase mais próspera em meados do século XVI. Da ilha de Santiago partiam escravos e navegadores para os Açores, Madeira, Brasil, Caraíbas e Antilhas.

Em 1533, os portugueses decidem elevar a vila a cidade e erigir a sede do bispado, abrangendo não só Cabo Verde como também os territórios da Costa da Guiné. Nessa mesma época é edificada a mais antiga igreja católica do Ocidente Africano - a Igreja da Misericórdia - e a primeira Sé Catedral construída em África.

Efectivamente, a economia de Cabo Verde esteve, durante quase todo esse tempo, indissociável do comércio de escravos, que suportava os senhores locais e as finanças do arquipélago, sobretudo no período áureo deste comércio para Cabo Verde que vai até meados do século XVII, perdendo paulatinamente a sua importância a partir desse período.

A importância da Ribeira Grande foi diminuindo, ao longo de todo o final do século XVI e mais ainda durante o século XVII, essencialmente por causa da guerra de corso e de usura praticada por outras potências europeias emergentes, designadamente a Inglaterra, a Holanda e a França, criando muita instabilidade no mar e em terra, fazendo afugentar as embarcações com receio de serem saqueadas, provocando a decadência económica das ilhas.

A projecção do seu enorme valor histórico poderá fazer despoletar, o desenvolvimento do para a economia nacional.

A Cidade Velha possui um conjunto de monumentos de grande importância histórica, designadamente a Fortaleza de S. Filipe, os Bairros da Cidade antiga, o Pelourinho, Sé Catedral, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Convento de São Francisco, entre outros.

A recuperação destes monumentos, bem como a sua inclusão no roteiro turístico histórico e cultural constituem um dos principais elementos para promover o desenvolvimento económico e social na cidade e no município.

Situação Socioeconómica

Situação Socioeconómica 

O desenvolvimento social e bem-estar das pessoas em cada localidade é o objetivo do poder local em parceria com demais atores de desenvolvimento, proporcionando uma vida confortável, com educação de qualidade, saúde, acesso a água, eletricidade, saneamento básico, bens e equipamentos necessários á sua felicidade.
 

Habitação 

A população de Cidade Velha está distribuída por seis principais bairros residenciais: Achada Forte, Porto Santo António, São Sebastião, Rua Calhau, São Braz e Santa Marta (zona de expansão).

Quanto á habitação, as famílias do Município vivem na sua grande maioria, em casas individuais (98,9%) dos quais grande parte são propriedade do agregado (87,7%). O parque habitacional aparenta alguma antiguidade, vulnerabilidade e inadequabilidade (59,3%), sendo que 70,5% dos agregados familiares têm necessidades habitacionais. Cerca de 70% das habitações não possui condições de habitabilidade, dos quais 47% encontram-se em situações degradantes, 7,5% encontram-se em situações de desespero e risco iminente de desabamento, de acordo com o inventario do gabinete técnico da Câmara (2017). No censo 2010 do INE, existia no município 1.676 habitações, com uma média de cinco (5) pessoas por habitação.

A construção habitacional informal é predominante no território municipal apesar do esforço da edilidade no combate a construções clandestinas, mesmo no sitio histórico – Cidade Velha.
 

Água 

A ligação domiciliária de água potável atingiu a taxa de 100% em todos os bairros da Cidade Velha, constituindo um dos índices de maior crescimento no quadro do desenvolvimento humano registados no país.

O Município dispõe de um bom número de reservatórios e furos distribuídos pelas Freguesias de Santíssimo Nome de Jesus, com 81 infra-estruturas hídricas, e SãoJoão Baptista, com 108 unidades do mesmo tipo que incluem 75 reservatórios, 17 fontanários, 47 nascentes, 1 poços e 40 furos. A principal ameaça no abastecimento de água consiste na vulnerabilidade aos surtos de doenças epidémicas.

Esta situação representa uma evolução substancial na medida em que no ano 2000 apenas 12% dos agregados familiares tinham água canalizada através da rede pública e 83% das pessoas. abasteciam-se através de chafarizes.
 

Saneamento;

Em relação ao saneamento os números são bem mais modestos e insuficientes. Apenas 53% das habitações encontram-se ligadas à rede de esgotos.

A rede de drenagem das águas residuais é constituída pela ETAR, estações elevatórias e ligações domiciliárias apenas nos bairros de São Sebastião e Rua Calhau, zona central da cidade. Esta rede é claramente deficitária, cobrindo apenas uma pequena parte das habitações.

Na Ribeira Grande de Santiago mais de 2/3 dos alojamentos não possuem casa de banho, retrete ou latrina e cerca de 21% possui casa de banho com retrete. Apenas 2,9 % dos agregados possuem fossa séptica e/ou ligação à rede de esgotos, 7,7% dos agregados possuem água canalizada da rede pública, cerca de 46,8% utilizam chafarizes para se abastecerem e 5,6% recorrem aos autotanques. Contudo, 60,1% da população utiliza água potável. 

Cerca de 96% dos agregados familiares fazem a evacuação das águas residuais na natureza (50,9% na natureza e 45,5% ao redor da casa).

A primeira fase da instalação da rede de esgotos encontra concluída em todos os bairros urbanos. As respetivas ligações domiciliárias encontram-se dependentes da construção da ETAR a ser construída na zona de Caniço.
 

Saúde

Os serviços de saúde no Município têm como público alvo 2.946 famílias, distribuídas por duas Freguesias e vinte e três localidades.

Os serviços de saúde no Município contam com um Centro de Saúde em Cidade Velha, um Posto Sanitário em S. João Baptista - Chã de Igreja e quatro Unidades Sanitárias de Base em Pico Leão, Porto Mosquito, Belém e Santana.

O Centro de Saúde funciona com uma equipa de sete elementos, sendo 1 médico, 2 enfermeiros, 1 agente sanitário, 1 agente de serviços gerais, 2 agentes de paludismo e 1 técnica de farmácia.

A população dispõe de serviços consulta sem marcação prévia, serviços de urgência, consulta médica pré-natal, seguimento de crianças, curativos, injeções nas Unidades Sanitárias de Base.

Os serviços de saúde são prestados numa base eminentemente ambulatória, com uma média de 30 consultas por dia que perfizeram em 2010 4.129 consultas dadas por médico e enfermeiros.

A Delegacia de Saúde do Município tem um programa de trabalho que inclui consultas, programas de saúde reprodutiva, consulta pré-natal, planeamento familiar, consultas de crianças com menos de 5 anos, vacinação e cobertura vacinal de grávidas. Também são realizadas visitas domiciliares, palestras e visitas a escolas.

Os principais constrangimentos referem-se ao deficiente saneamento do meio, falta de sensibilização e de fiscalização, bem como a escassez de recursos. Faz falta também uma equipa municipal de saneamento que além das suas primeiras atribuições sensibilizaria as pessoas sobre cuidados de higiene.

As principais doenças diagnosticadas em adultos durante o ano de 2010 foram as infeções respiratórias agudas (323), infeções de pele (266), transtornos urinários (134) e artropatias (133). A tensão arterial, certamente derivada do consumo excessivo de sal e de fritos, começa a subir na lista dos problemas de saúde em fase de crescimento, o mesmo se podendo dizer da diabetes e doenças do coração.

Em crianças as doenças mais diagnosticadas são as infeções de pele (303), infeções respiratórias agudas (285), gastroenterites agudas (154) e parasitismo intestinal, sobretudo devido à deficiente qualidade da água ingerida. A má nutrição, consequência direta da pobreza que afeta as populações, figura também na lista das preocupações dos serviços de saúde (perfil 2012).
 

Educação

A oferta educativa centra-se na educação Pré-escolar e no Ensino Básico, havendo também a Educação e Alfabetização de Adultos. Não existem estruturas para o Ensino Secundário e Superior pelo que os deslocam-se ao Concelho da Praia para continuação dos estudos.

O Concelho dispõe igualmente de um Liceu, com cerca de quatrocentos alunos que estudam até ao 9º. Ano.

O Município conta com 13 jardins infantis e 20 monitoras, sendo 1 da responsabilidade da paroquia de santíssimo nome de Jesus e os restantes da responsabilidade direta da CMRGS, em parceria com a FICASE e algumas instituições parceiras nacionais e internacionais.

Em relação ao ensino básico, o Concelho da RGS funciona com 6 Polos num total de 28 salas de aulas, a saber: 

Pólo I- São Martinho Grande tem como satélites Escolas Básicas de João Varela, Lém Dias e Calabaceira; 

Pólo II- Cidade Velha- tem como satélite Escola Básica de Salineiro; 

Pólo III- Chã de Igreja- tem como satélites as Escolas Básicas de Chã Gonçalves e alto Gouveia; 

Pólo IV- Porto Mosquito- não tem satélite; 

Pólo V- Santana- não tem satélite; 

Pólo VI- Pico Leão-Tem como satélites as Escolas Básicas de tronco e Belém. 

As Escolas Básicas no Concelho têm um total de 1.028 alunos do 1º ao 6ºano de Escolaridade, com 60 professores, 6 gestores, 7 coordenadores pedagógicos, sendo 1 de Necessidade Educativa Especial, 1 de pré-Escolar e 1 de Adulto. Cada gestor é responsável pelo respetivo Pólo Educativo e ainda cada Pólo e o seu respetivo Satélite têm cozinheiras que se encarregam das refeições quentes para as crianças e desempenham também as funções de ajudantes de serviços gerais.

No Município existe uma única Escola Secundária, localizada em Salineiro, que alberga alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade, que no presente ano letivo (2016/2017) conta 817 alunos, 55 professores e 13 funcionários administrativos. 

A estrutura física da ESS conta com 25 salas de aulas, 1 sala dos professores, uma sala de informática, 1biblioteca, 1 auditório, 1 sala da direção/coordenação, 1 receção que apoia os serviços da casa do cidadão. 

O Governo e o Município oferecem apoios sociais aos alunos através de transporte escolar para os alunos que se deslocam ao Concelho da Praia para a frequência do Ensino Secundário; oferta de uma refeição quente as crianças do Pré-escolar e Ensino Básico; apoios em materiais didáticos e propinas para os alunos mais carenciados.

Mais de oitenta alunos Município beneficiam de bolsas de estudos da Câmara Municipal para formação superior. Um número significativo de alunos do Município encontram-se matriculados no ensino profissional e superior em Portugal no quadro das geminações e cooperações com algumas câmaras municipais e universidades e escolas de ensino profissional daquele país.

A taxa de analfabetismo no concelho de Ribeira Grande de Santiago, de acordo com os dados de 2007, foi de 30%, significando 70 % da população do concelho é alfabetizada.   
 

Pobreza 

Ribeira Grande de Santiago está entre os Concelhos mais pobres do país, associada às suas próprias condições naturais, predominantemente montanhosa, levando a uma grande dispersão da população. A sua orografia é favorecedora do encravamento e do isolamento das populações do Concelho, dificultando um desenvolvimento regional equilibrado e com peso significativo na formação da pobreza (Perfil, 2012).

A dinâmica económica do Município ainda é fraca, promovendo um numero reduzido de emprego e um fraco rendimento das famílias, aliada á existência de poucas empresas, o que faz com que a maioria pratique atividades informais de sobrevivência. 

Se em Cabo Verde cerca de 10% da população vive na pobreza extrema e 35% é pobre, na Ribeira Grande de Santiago cerca de 15% vive na pobreza extrema e 41% é pobre (INE, 2015).

De salientar que segundo o meio de vida, cerca de 8% da população do Município de RGS vive do trabalho, 1% de pensão social, 81% de ajuda das famílias em Cabo Verde e 5% da remessa de famílias no estrangeiro.

Implementar um verdadeiro programa de luta contra pobreza, cadastro social único das famílias, projeto estruturante que elimina a dependência das famílias face as instituições, programa de empoderamento das famílias, promovendo a autossustentabilidade de cada família (cada um com negocio no seu ramo potencial), contra o assistencialismo, figuram como linhas estratégicas.

Em termos de profundidade da pobreza, as zonas do centro – norte do Concelho e a de Cidade Velha são onde a pobreza é menos intensa. A zona de Delgado, apesar ter uma menor incidência da pobreza, é onde ela se verifica com mais intensidade.

Actividades Económicas

Atividade económica

Quando falamos de desenvolvimento económico, estamos a referir a dois aspetos importantes: geração de emprego e criação de postos de trabalho. Estas duas vertentes englobarão a dinamização do tecido económico existente e a criação de condições de atratividade para novos investimentos. No tecido económico existente, a agricultura, a pesca e a criação de gado ocupam um lugar de destaque e tem todas as condições para se fortalecerem (CRMGS, 2008).

A agricultura, pecuária e a pesca são as principais atividades económicas deste município, constituindo o sustento da maior parte das famílias, contribuindo com cerca de 17,6% de emprego no município, o que demonstra a importância das actividades ligadas a esses setores, enquanto fonte de ocupação e rendimento para as famílias (INE, 2010). 

Agricultura 

O sistema agrícola implementado é de regadio e de sequeiro, sendo que a de regadio tem maior incidência nas localidades de Cidade Velha, Calabaceira e salineiro (nomeadamente no Vale de Ribeira Grande de Santiago), Mosquito de horta, Pico Leão, Santana, João Varela/São Martinho Grande e São João Batista.

Os agricultores do Município da RGS não conseguem acompanhar as exigências do mercado, deparando-se com uma série de dificuldades, nomeadamente: a gestão de água para rega, manuseamento de pesticidas, transporte e armazenamento dos produtos, escoamento dos produtos, acessibilidades, formação e capacitação, aquisição de equipamentos modernos, falta de financiamento, inexistência de um plano estratégico de agricultura (Arquivos CMRGS, 2016).

Outros constrangimentos estão ligados a fatores naturais, principalmente a irregularidade, a fraca precipitação e deficiente distribuição espacial, a erosão dos solos, sobretudo das zonas agrícolas, degradação das zonas de pastagem, declividade acentuada dos solos agrícolas e o seu carácter pedregoso e a fraca disponibilidade dos recursos solos e água.

No que respeita ao sistema da exploração agrícola, são apontados como constrangimentos os fatores como: parcelamento das terras agrícolas, fraco nível técnico dos agricultores, falta de domínio das técnicas de produção, fraco nível de formação dos agricultores e a falta de organização dos agricultores.

Por fim, no capítulo da organização institucional são mais salientes: fraca penetração de crédito agrícola, fraca assistência de serviço de apoio e de assistência técnica, falta de incentivo para a produção e de infra-estruturas de acessos e de escoamento da produção agro-pecuária e insuficiência de infra-estruturas de mobilização de água como furos, galerias, barragem (perfil, 2012).

Pecuária 

A pecuária é uma das actividades mais importantes do Município, sendo a base do sustento da maior parte das famílias deste Município. Dados de 2010 do INE indicam que, em todo o Município existem 1.118 unidades de exploração familiares com 816 cabeças de bovinos, 5.139 de caprinos, 323 de ovinos, 2.129 de suínos e 7.810 aves.

A maioria da produção da pecuária destina-se ao autoconsumo e uma percentagem reduzida destina-se à comercialização local e na cidade da Praia. A produção pecuária recai sobre suinos, cabrinos, bovinos e aves. 

Os produtores de gado do Município da RGS têm-se deparado com algumas dificuldades, nomeadamente: falta de bebedouros para os animais, poucos currais, escassez de pastos, falta de formação aos pastores, falta de veterinário residente, coabitação com os animais, reduzido número de animais de raça melhoradas, falta de um matadouro municipal, acesso ao crédito e uma politica mais ativa de extensão rural. 

Industria 

Em relação á Indústria a Câmara Municipal tem desenvolvido esforços para impulsionar o surto de uma variada produção artesanal, promovendo – graças a diversas parcerias - cursos de formação para a produção de doces e sumos (na antiga Escola-Oficina de Cidade Velha), de queijo, de bonecos de pano. Em consequência, existe já uma base para o incremento da produção artesanal, que se junta aos demais artesãos que se encontram no terreno.

No Município de Ribeira Grande de Santiago existem cerca de 26 artesões, com linhas de produção própria nas seguintes áreas: Corte e costura, transformação de produtos agrícolas, bijuteria, trabalhos em ossos e madeira, confeção de bonecos de trapos e rendas e bordados. 

É de realçar a existência da cooperativa Sulada de produção de artesanato e de cosméticos, iniciando as atividades em 2008, constituída por 50 elementos, com objetivo de melhorar as condições de vida de cerca de 50 mulheres, que viviam da apanha da areia e outros inertes, que, depois de capacitadas, passaram a dedicar-se à produção artesanal, com matéria-prima local. Houve uma redução considerável do número de efetivos (de 50 para 23 elementos), por não terem conseguido rentabilizar os seus negócios. A tendência é que haja uma redução ainda maior dos membros, correndo o risco de voltar à situação precária da apanha de areia, como forma de sobrevivência das suas famílias.

Verifica-se que os produtos/serviços existentes não satisfazem a grande procura turística na Cidade Velha por um lado, e por outro, sobretudo no caso dos produtos artesanais e/ou modificados, carecerem de uma certificação para garantir a segurança do seu consumo.

Comercio 

Em relação ao comércio e serviço, (de produção e transformação) segundo dados do INE 2013, verifica-se que no Município de Ribeira Grande de Santiago, existiam 34 empresas de comércio a retalho, num total de 3.781 a nível nacional. A atividade artesanal ainda se encontra numa fase embrionária, o que vem permitindo que a situação seja aproveitada por artesãos da costa ocidental de África para vender produtos não autóctones.

O comércio está concentrado em estabelecimentos situados na sua maioria na Cidade Velha e as diferentes localidades do Município, com prevalência para o comércio de produtos alimentares e bebidas em pequenas lojas. 

Existem no centro histórico da Cidade Velha alguns locais onde se pode adquirir recordações como, por exemplo, no pelourinho em que diariamente se faz exposição e venda de produtos artesanais. Também existe uma loja de artesanato, onde se pode adquirir produtos confeccionados em Cabo Verde.

Pesca 

A pesca figura igualmente como um sector de atividade importante, empregando 234 pessoas, o equivalente a 4,1% dos empregos criados neste município, embora o seu peso económico seja ainda muito relativo e incipiente.

No porto de pesca da Cidade Velha estão em atividade 40 pescadores distribuídos por vinte embarcações artesanais motorizadas e de boca aberta. Aqui também trabalham trinta peixeiras que na sua quase totalidade escoam os seus produtos para mercado da Praia. Apenas duas delas vendem na Cidade Velha. Não há registos de capturas e do peso económico desta atividade no quadro da cidade, estando as estatísticas agrupadas por concelhos e por ilha.

Os principais constrangimentos do sector relacionam-se com o distanciamento progressivo das zonas de pesca, implicando custos difíceis de comportar por pequenas unidades artesanais com motores a gasolina, sobretudo quando não se realizam capturas ao nível de poderem cobrir os encargos.

No que toca a infra-estruturas de produção não existem nenhuma embarcação de pesca semi-industrial, nem estruturas de conservação de pescado como câmaras de conservação e unidades de produção de gelo em funcionamento. O Centro de Conservação de Pescado de Porto Mosquito, um dos mais importantes centros de pesca do município encontra-se inativo desde 2002.

Aí também existe um projeto privado de secagem e exportação de pescado, mas este tem sofrido constrangimentos de falta de financiamento e custos de contexto elevados que ameaçam a sua viabilidade económico-financeira. As oportunidades do sector das pescas no Município prendem-se com a introdução de embarcações de pesca maiores e com melhores condições de captura e rentabilidade, bem como o investimento na produção de gelo e edificação de uma estrutura de conservação de peixe. Em todo o caso, a pesca representa uma atividade económica importante na medida em que para além dos empregos direto, proporciona a atividade de cerca de vinte vendedeiras que canalizar a produção excedente para o mercado da cidade da Praia, dinamizando deste modo o sector dos transportes constituído por carros de carga e de passageiros.

Turismo

Turismo

O município de Ribeira Grande de Santiago dispõe de grandes condições para o turismo histórico e cultural potenciadas pela importância do sitio histórico constituído por um conjunto de monumentos que consagraram o reconhecimento da Cidade Velha como Património Cultural da Humanidade.

As actividades da empresa incluem principalmente a implementação de um roteiro de visitas ao sítio histórico, a exploração da Pousada S. Pedro, no vale da Ribeira Grande, e um serviço de restauração na Praça do Pelourinho.

Além desta Pousada com seis quartos, o Município dispões de mais três unidades hoteleiras perfazendo uma oferta de 300 camas. Existe ainda um outro hotel em construção, bem como um projecto de turismo rural e residencial na localidade de Santa Marta.

Diariamente a Cidade Velha recebe entre 16 a 35 turistas estrangeiros por dia, sendo que aos fins-de-semana estes números elevam-se para entre 60 a 70 visitantes, o que dá uma média mensal de 380 e oitenta visitas mensais.

Periodicamente há visitas de grupos de turistas de cruzeiro cujo número se situa na ordem de duzentos visitantes de cada vez e que assinalam alguns constrangimentos de fácil ultrapassagem, como um pequeno mercado de para venda de artesanato e de frutas de origem local ou nacional.
 

Atrativos Turísticos Naturais

Praia da Cidade Velha

É uma praia localizada no terminal da Ribeira de Cidade Velha com aproximadamente 300m de comprimentos e 3m de largura. Trata-se de uma praia de pequena dimensão, composta de calhaus rolados e água límpida. Embora seja uma praia de fácil acesso, é mais frequentada pela população local.


 

Vale da Ribeira de Cidade

Trata-se de um vale verdejante, coberta de coqueiros, mangueiras, cana sacarina e outras espécies de árvores que lhe confere uma caraterística peculiar no contexto de zona semiárida do litoral. Em virtude dessas caraterísticas, pode ser considerado o “pulmão” da Cidade Velha. Aliada à cultura de regadio, produz-se neste local a aguardente, sendo mais conhecido a “Fortaleza e a Morabeza”. É um vale encaixado em forma de “U”, bastante fértil que possui um microclima local. Como se pode observar na imagem seguinte, tanto as encostas como o fundo deste vale é ocupado com produções agrícolas.


 

Calabaceira (Embondeiro)

É uma árvore que se encontra no centro da Cidade. A Calabaceira (Adansonia digitata L.) é uma espécie arbórea oriunda da África continental tropical e subtropical que foi introduzida em algumas ilhas de Cabo Verde. Tem mais de 10 m de altura e o perímetro pode ultrapassar os 4m, impondo assim na paisagem pela sua grandiosidade.

É considerada uma árvore sagrada, havendo muitas lendas associadas. É muito conhecida em Cabo Verde pelo seu valor a nível gastronómico. Também é considerada uma planta medicinal.

Esta árvore reveste-se de um simbolismo particular, pois, segundo reza a história foi um dos pontos de visita de um dos mentores do evolucionismo, Charles Darwin, na sua passagem por CaboVerde, cujas descrições constam do diário deste cientista naturalista.

 


 

Praia de Caniço

É uma praia de abrigo, de pequena dimensão, localizada a cerca 2.5 km do centro histórico da Cidade e constituída essencialmente por calhaus rolados e areia negra. Esta praia não dispõe de infra-estruturas básicas e serviços de apoio ao turismo, embora no passado dispunha de serviços de bar e restauração. É de fácil acesso e encontra-se degradada, em virtude da apanha de areia.
 

Praia de Cadjeta

É uma praia situada na zona de S. Martinho Grande, de pequena dimensão e constituía por areia negra, água cristalina e calhaus rolados. Destaca-se pelo valor histórico, servindo durando algum tempo como ponto de apoio à aviação comercial entre Europa-América do Sul. É uma praia de fácil acesso, que, para além de servir de desembarque de pequenos botes de pesca artesanal é utilizada para banho.
 

Monte São João

É uma pequena elevação de 259 m de altitude, situada na zona de Achada Barnel. Dada a sua imponência paisagística e configuração geomorfológica, pode despertar curiosidade dos visitantes, sobretudo na época em que se reveste de verde.


 

Monte Facho

Localizado no sul do município da Ribeira Grande, mais concretamente na localidade de São Martinho. Possui 253m de altitude e, é formado essencialmente, por lavas basálticas, pertencentes à formação de Pico de Antónia (PA). Singulariza-se pelo fato de ter uma vista panorâmica que permite contemplar uma parte significativa do município de Ribeira Grande. Da cidade da Praia, nos dias de céu limpo, pode-se avistar as ilhas de Fogo e Maio.

Ainda, tem um valor histórico, pois, foi um ponto estratégico de defesa da cidade, onde serviu de posto de vigia dos piratas que pretendiam aproximar da costa devido ao campo visual que proporciona.

O acesso é feito por estradas de terra batida, improvisada, sem sinalização e o percurso até ao topo é relativamente difícil e não é definido.


 

Serra de Santa Clara

Localiza-se na Ribeira de Serra de Santa Clara, mais concretamente, a noroeste do Município, na zona fronteiriça com o município de Santa Catarina. É um património geomorfológico constituído essencialmente por rochas basálticas que singulariza pela sua imponência paisagística e beleza cénica.
 

Gruta de Santa Clara

Esta Gruta localiza-se na Praia de Santa Clara e faz parte das sete maravilhas do município. Trata- se de uma gruta formada em lavas submarinas cuja origem se deve em parte à ação marinha. Singulariza-se por apresentar a forma do continente africano invertido e pela curiosidade que pode despertar junto dos visitantes em saber que mistério existe para além desta gruta.


 

Ribeira de Santa Clara

A Ribeira de Santa Clara, como o próprio nome indica, fica na zona de Santa Clara. Trata-se de um vale com a forma de um canhão, com cerca de 8 km de extensão cujo ponto mais alto atinge os 550 m de altitude. A Ribeira de Santa Clara, no sector terminal apresenta o fundo em forma de U, com vertentes abruptas. Estando dentro do vale tem-se a sensação de estar complemente isolado do resto do mundo. Ainda, constata-se a ocorrência de um coberto vegetal no fundo do vale, que no contexto da aridez onde se insere constituem autênticos oásis.
 

Muro de São João Baptista

Este muro encontra-se na zona de São João Baptista, mais concretamente na localidade de Chã de Igreja. É um relevo residual marcada pela disjunção colunar que se destaca pela sua singularidade e estética no contexto da geomorfologia local da ilha de Santiago. Este monumento natural pelas caraterísticas que detém, deve ser integrado no roteiro turístico a visitar.

 

Baia e Porto de Gouveia  

A Baía e o porto de Gouveia localizam-se na ponta de Lombisqueira, zona de Gouveia.

Apresenta a forma de um semicírculo cuja arriba é escarpada. Possui uma praia de calhaus rolados resultantes das enxurradas e da ação marinha. É uma praia acessível por estar localizada próxima da via principal. Esta praia encontra-se degradada devido à apanha de areia. Pelo seu contorno geomorfológico e importância histórica, enquanto porto de entrada de mercadoria (sal e carvão) na ilha constitui um atrativo turístico a considerar.
 

Monte Volta

É um cone vulcânico com 381m de altitude localizada na Achada Mosquito, a ocidente da Ribeirade S. João. Trata-se de um cone constituído por materiais piroclastos de cor avermelhada, devido à presença de óxido de ferro. À sua volta pode-se observar vestígios de bombas vulcânicas de grandes dimensões que testemunham a violência das erupções que estiveram na sua origem. A partir dali, pode-se apreciar uma paisagem árida ao longo da costa.
 

Ribeira de Santana

Localizada na vertente ocidental da Serra do Pico de Antónia, trata-se de um vale de grande extensão,de forma em “V” cuja cabeceira situa ao nível do monte Campanário, um dos três picos que definem a serra do Pico de Antónia. No setor terminal conflui para a Ribeira de São João, desembocando no Porto da Gouveia.

Trata-se de um vale talhado essencialmente em Complexo eruptivo Antigo (CA), apresentando vertentes com fortes declives e cornijas recortadas em basaltos.

Na Ribeira de Santana, pela sua morfologia e encanto destaca-se a localidade de Santa Ana, entre os 400 e 500 metros de altitude. A localidade é alimentada pelas ribeiras de Furna, Ribeira Amargosa, Ribeira Hortelão e Ribeira Saco que nascem nas serras do Pico de Antónia. Assim, se compreende a relativa disponibilidade em água doce nos tempos idos e aspetos verdejantes deste vale, o que lhe confere uma paisagem convidativa a contemplação.
 

Localidade de Belém

A ribeira de Belém encontra-se a oeste da Ribeira de Santana e nasce no ponto mais alto da ilha e, é também afluente da Ribeira de São João que desagua no mar, mais concretamente, no Porto da Gouveia. Tem cerca de 5km de comprimento; é um vale profundo e com vertentes talhadas em distintas formações geológicas. A jusante observa-se a predominância da Formação dos Flamengos, Complexo Eruptivo Antigo (CA) - as primeiras lavas que foram emitidas a quando da formação da ilha - e a montante predomina a formação de Pico de Antónia (PA). A Ribeira de Belém nasce na cabeceira do Maciço de Pico de Antónia e tem como afluentes, ao montante, as Ribeiras de Chuva Chove, Ribeira de Pico Leão e Ribeira de Fundão. Na parte intermédia da Ribeira sobressaí a localidade de Belém. Está localizada no vertente sudoeste do Monte Belém, que pela sua altitude impõe uma paisagem fortemente marcada pelos sulcos; ravinas e barrancos resultantes da erosão hídrica.
 


Nesta localidade, destaca-se o monte de Belém, um cone vulcânico da idade de formação do monte das vacas, com 572 metros de altitude. Este monte é formado essencialmente por materiais piroclásticos e escoadas lávicas. Ergue-se sobre uma achada com uma altitude média por volta dos 400m. O fundo dos vales apresenta localmente manchas verdes que lhe confere uma beleza particular, sobretudo na época das chuvas.

Ainda, Belém é conhecida por ali se comemorar uma das festas mais populares de Ribeira Grande de Santiago - a festa de Nhô Santo António, a 13 de junho.
 

Baia de Covão Grande: Prainha

Esta Baía localiza-se entre Porto de Goveia e Porto Mosquito, a sudoeste do Monte Volta. No local existem pequenas lagoas onde se pode observar a biodiversidade marinha. Essas lagoas podem ser aproveitadas para relaxamento, banho de sol, piqueniques, ou simples observação da paisagem à volta.

Singulariza-se pela beleza das lavas submarinas, atravessadas por diques de basaltos que configuram autênticos túneis bastante impressionantes pela sua imponência.

  

Praia de Porto Mosquito

Esta Praia localiza-se na zona de Porto Mosquito, uma localidade piscatória. É uma praia de pequena dimensão constituída essencialmente por calhaus rolados e uma pequena piscina natural. Por se tratar de uma praia de calhaus rolados e dada as condições do local é pouco utilizada para banho, a não ser pela população local. Ali se faz o batismo de bote enquadrado nas festividades de comemoração de N.S. dos Navegantes.

Ambiente

Ambiente

Os principais riscos urbanos relacionam-se com as inundações e com acidentes que ocorrem sobretudo nas estradas e em algumas atividades profissionais.

Não existe um serviço organizado de proteção civil, prevendo-se, no entanto, para breve a instalação de um Centro de emergência a ser operado em parceria entre os Serviço Nacional de Proteção Civil e a Câmara Municipal de RGST.

Cultura

Cultura

A Cidade Velha sede do município, é Património Material e Imaterial da Humanidade reconhecida pela UNESCO em 2009. Foi a primeira Capital de Cabo Verde, com importante passado histórico, gerador de turismo cultural cada vez mais intenso. Em 2014 foi também considerada a capital cabo-verdiana da cultura. Rico em manifestações culturais, é de destacar nomeadamente a Tabanca, Batuco, Música, Teatro e Contos tradicionais (Arquivo CMRGS, 2016). 

Existe um Centro Cultural multifuncional e vários espaços de animação noturna com funcionamento ocasional, mais especificamente por ocasião das festas religiosas. Existe uma Biblioteca Municipal em S. Martinho Grande (Biblioteca Dr. Pedro Silva), com um auditório e um Centro Multimédia, bem como praças em varias localidades servindo de palco para a realização de atividades diversas. Os monumentos têm servido de espaço para a realização de atividades socioculturais e religiosas.

No contexto musical apesar do enorme contributo na promoção do Município, este setor enfrenta ainda enormes desafios, nomeadamente: registo; gravação discográfica; formação artística; aquisição de equipamentos musicais; financiamentos; espaço físico multifuncional.

No que se refere ao Património, Cidade Velha, um sitio habitado, cercado de monumentos militares, religiosos e civis, retratando a vida desde o séc. XV, é um autentico museu ao ar livre, Património da Humanidade. 

O seu passado histórico faz com que a pequena cidade conserve monumentos e ruínas de grande significado (Fortaleza Real de S. Filipe, Igreja de Nossa Senhora do Rosário – a mais antiga ainda existente na África a sul do trópico de Câncer, do séc. XV), Pelourinho, Convento de S. Francisco e importantes ruínas como as da Sé Catedral, da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (a mais antiga igreja construída na África subsaariana), da Igreja da Misericórdia, etc. Apesar da importância histórica e cultural dos monumentos é de realçar o estado de conservação em que se encontram, carecendo de intervenções e uso adequado. 

Também é de se realçar a riqueza subaquática existente, que carece de mais estudos, identificação, inventariação, promovendo a preservação da memória e o seu aproveitamento sustentável para o turismo. Ainda é notável a existência de muitas ruinas subterradas aguardando escavações arqueológicas.

Varias ações têm sido realizadas em prol da preservação e valorização dos monumentos, através de diversas parcerias entre as instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais. 

Em relação ao património imaterial é de destacar a passagem dos importantes navegadores por Cidade Velha, nomeadamente António da Noli, Vasco da Gama, Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio, os corsários Francis Drake e Jack Cassard entre outros. Também pode-se mencionar a importância da língua materna, o Crioulo, contos tradicionais, vivência e a identidade da nossa gente. 

Cidade Velha, uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo, é membro da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM) e encontra-se filiada na União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

A gestão turística dos monumentos do sitio histórico está sob a tutela da empresa privada Proim-Tur desde 2006, porém a empresa não tem assumido os compromissos acordados e desta forma tanto a comunidade residente como os monumentos históricos não têm beneficiado ao nível desejado. Neste momento, o contrato de concessão está em sede de revisão.

O sitio histórico de Cidade Velha encontra-se altamente ameaçado devido à proliferação de construções anárquicas e clandestinas, pondo em risco a sua caracterização arquitetónica e paisagística. Outros constrangimentos com que se depara o sitio histórico têm a ver com o meio ambiente, uso inadequado dos monumentos, cabos aéreos, pouca iluminação pública e fraco engajamento da população para a sua preservação.

Atrativos histórico-culturais matérias 

Centro histórico da Cidade Velha

Trata-se de um núcleo urbano fundado no séc. XV, localizado no sudoeste da ilha de Santiago no âmbito da expansão europeia. Neste local destacam-se um conjunto de monumentos histórico-culturais, quais sejam religiosos, militares e civis que testemunham influência colonial na origem e a evolução da sociedade Cabo Verdianos.


 

Fortaleza real

No centro histórico da Cidade Velha existem vestígios de vários fortes construídos nos primórdios da época colonial que serviam de defesa contra os sucessivos ataques de piratas e das pretensões das potências europeias.

Fazem parte desse património militar a fortaleza real de São Felipe e pequenas ruínas de forte como São Veríssimo, São Lourenço, Santo António e ruinas de Torre de Vigia.

A Fortaleza Real de São Felipe, localizada na Achada Forte, na entrada da cidade foi construída durante o reinado de Felipe I no séc. XVI. Trata-se de um edifício com estruturas em muralhas que contém vários canhões voltados para o mar e que se encontra em bom estado de conservação.

Esse atrativo turístico é de fácil acesso, quer a pé quer de carro. Esta Fortaleza e a sua área envolvente constituem um autêntico miradouro. Nesta localidade tem-se uma vista panorâmica para o mar e se pode contemplar o centro histórico do alto, apreciar a paisagem humanizada e o pôr-do-sol.

Pode-se ainda apreciar o vale verdejante de Ribeira da Cidade que desperta a partir dali interesse em chegar ao pé para melhor apreciação.
 

Sé Catedral

É a primeira Catedral construída na costa Ocidental Africana, por iniciativa de Frei Francisco da Cruz, terceiro Bispo de Cabo Verde. Começou a ser edificada em 1556, numa localização privilegiada, frente ao oceano, ficando concluída apenas em 1700, devido às crises na instituição clerical, e também na sua relação com o poder monárquico.

O seu declínio é contemporâneo à queda da própria cidade, devendo-se a uma grande intempérie e aos ataques dos piratas comandados por Jacques Cassard em 1712, ditando a saída do poder eclesiástico cidade.

 

Capela de São Roque

Esta Capela encontra-se localizada na parte alta da cidade próxima da Fortaleza Real, no bairro Monte Sossego. Trata-se de um edifício de pequena dimensão que se encontra em bom estado de conservação. É um património histórico que deve integrar o roteiro turístico histórico cultural.
 

Pelourinho

Localizada no centro histórico da Cidade e construído no séc. XVI (1512) de mármore branco é um dos menores monumentos da cidade, mas que possui um grande valor histórico pelo símbolo que representa, ou seja, é o símbolo do poder da administração colonial. No passado, serviu de local onde os escravos desobedientes eram açoitados em públicos. É de fácil acesso e pode ser visitado a qualquer a hora do dia ou de noite. Encontra-se em bom estado de conservação.

 

Rua da Banana

É uma rua com casas pintadas de branco feitas de pedra rústica e cobridas de palha, que servia de moradia dos fidalgos Portugueses e Castelhanos. Foi a primeira rua que os Europeus construíram na África e apresenta até os dias de hoje traço da arquitetura original datada do séc. XV. A partir desta rua pode-se apreciar a vegetação ao longo da Ribeira Grande, onde se praticam atividades agrícolas.


 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A igreja de Nossa Senhora do Rosário é um dos mais antigos edifícios da Ribeira Grande ainda existente, constituindo um dos raros exemplos da arquitectura gótica na África subsaariana (cúpulada capela lateral).Esta capela de estilo manuelino constitui o elemento fundador deste edifício. A chave da sua abóbada tem um selo que representa a cruz da coroa portuguesa. A igreja, cuja parte principal foi construída desde 1495, sendo o edifício em uso mais antigo de Cabo Verde, situa-se num promontório que domina a rua Carrera, tendo sido edificada em honra de Nossa Senhora do Rosário padroeira dos homens negros. É um lugar de visita obrigatório por aqueles que passam tendo em conta a seu valor cultural. É de fácil acesso e encontra em bom estado de conservação.
 

Convento São Francisco

A construção da Igreja/Convento de São Francisco iniciou na segunda metade do século XVII. Mandada construir por uma rica proprietária natural da ilha de nome Joana Coelho, o convento foi concebido para acolher os religiosos franciscanos, recém – chegados à ilha de Santiago. Também funcionava como centro de formação, onde os padres ministravam as aulas e ensinavam outros ofícios. Após a sua destruição no séc. XVIII, veio a ser restaurada a partir do ano 2000, desempenhando atualmente múltiplas funções, desde retiro dos padres e eventos, conferências. Este convento encontra-se localizado no vale da Ribeira Grande e está cercada por uma área de cultivo.

Ruinas da Igreja / Hospital da Misericórdia

A Igreja da Misericórdia foi mandada construir pelo terceiro bispo de Cabo Verde, Frei Francisco da Cruz a partir de 1555. Em 1864 todo o conjunto da Misericórdia encontrava-se em ruinas. O único vestígio aparente da igreja é a sua torre de sineira de planta quadrangular recuperada em 2010.
 

Capela de Nossa Senhora do Bom Caminho

Localizada na estrada que dá acesso a São João Baptista, mais concretamente, em Achada Barnelo. Trata-se de uma capela com traços de arquitetura moderna, onde a Santa padroeiro é Nossa Senhora do Bom Caminho, comemorada no mês de Maio. É acessível e encontra-se em bom estado de conservação. Devido a sua localização privilegiada deveria ser integrada no roteiro turístico.


 

Capela São João Batista

Localizada em São João Batista, é uma capela de estilo arquitetónico colonial que se encontra em bom estado de conservação. Comemora-se ali a festa de São João Baptista, uma festa muita concorrida pelos santiaguenses.

 

Capela de Gouveia

Esta Capela foi construída recentemente e situa-se na localidade de Gouveia. Apresenta um estilo arquitetónico mais moderno e alguns elementos que marca a sua singularidade. Nesta localidade comemora-se a festa de N.S da Apresentação no mês de Novembro.
 

Capela de Santa Ana

É uma capela localizada no alto de Santa Ana, com uma arquitetura da época colonial. A festa do Santo Padroeiro comemora-se no dia 26 de Julho. Esta festa atrai milhares de pessoas e é celebrada pela comunidade local com muita vivacidade. É uma festa bastante concorrida pelos emigrantes da localidade.
 

 

Capela Nossa Senhora do Navegante

Localiza-se na zona de Porto Mosquito e devido à estrutura metálica instalada na parte frontal do edifício, fica reduzida o seu valor patrimonial. É uma capela com caraterísticas semelhantes a de Gouveia. A Santa padroeira é Nossa Senhora do Navegante que se comemora no mês de outubro. Conforme a tradição faz-se também o Batismo de bote.
 

Capela Bom Pastor

É uma capela com cerca de vinte anos de existência de caraterísticas moderna que se encontra em bom estado de conservação. O Santo Padroeiro depende da festa de Páscoa, pois, é comemorado quatro dias após a Páscoa, por isso a festa é irregular.
 

Capela de São Pedro

Trata-se de uma capela com estilo colonial, localizada em Salineiro em que se comemora a festa do santo padroeiro no dia 29 de junho.
 

Atrativos Culturais Imateriais

 

Tabanca 

Em relação à Tabanca, o grupo mais antigo de Cabo Verde é a Tabanca de Salineiro, surgido por volta do séc. XVI. O atual grupo é constituído por 30 elementos, incluindo jovens e idosos, todos residentes na localidade de Salineiro. Tem participado em várias atividades a nível local e na ilha de Santiago, sempre movidos pelo amor à cultura cabo-verdiana e em prol da valorização da Tabanca, mas, tem enfrentado dificuldades a vários níveis, nomeadamente: falta de equipamentos musicais, fardas adequadas, pessoal em número e com capacidade para garantir a sustentabilidade da tradição em apreço.
 

Batuque 

O Batuco é uma das manifestações culturais cabo-verdiana com enorme prestigio a nível nacional e nas comunidades cabo-verdianas na Diáspora, expressando a origem, a identidade e o cotidiano do povo cabo-verdiano; tem sido uma forma de transmissão da nossa cultura e também de intercâmbio entre as gerações, conciliando o tradicional e a modernidade. Prova disso é o surgimento de grupos de crianças, a crescente participação masculina, utilização de equipamentos diversos e o uso de traje.

O Município da RGS tem sido palco de grandes manifestações culturais, e o batuco tem proporcionado momentos de grande intercâmbio cultural a nível local, nacional e internacional.

Existem grupos de batuco em todas as localidades do Município, sendo que em algumas das localidades existem mais do que um grupo, aproximadamente um total de 30 grupos, incluindo 2 grupos formados por crianças da Escola Básica, totalizando cerca de 400 elementos.

Os grupos de batuco enfrentam dificuldades variadas, desde fardamento, equipamentos (tchabeta), formação, financiamentos, distância em termos de localização, espaço apropriado para o ensaio, acesso à informação, etc.
 

Teatro 

O Teatro é uma das áreas culturais com maior défice, contudo existem alguns grupos ativos, um em São Martinho Grande, um em Cidade Velha, um em Salineiro e vários atores individuais.

A CMRGS, o Governo e outros parceiros têm apostado na formação em teatro, não se verificando, contudo, a dinâmica esperada, fruto de fatores tais como: a dispersão das localidades, a emigração, alcoolismo, pouca valorização do teatro de uma forma continua 
 

Gastronomia

A Gastronomia cabo-verdiana é rica e variada de um modo geral. No caso particular da RGS a gastronomia baseia-se essencialmente no pescado e nos produtos agropecuários. É de destacar o famoso caldo de peixe à moda Cidade Velha, Cachupa, Xérem, Feijoada e Cuscuz. Em relação às bebidas, destaque para os produzidos localmente, nomeadamente: O Grogue, Pontche, sumos naturais e licores. Também faz parte da gastronomia local, os doces tradicionais confecionados a base de frutas e produtos locais. Ainda são produzidos queijos de vaca e cabra para complementar a gastronomia.

A qualidade da oferta gastronómica ainda não é o desejado, quer em termos de apresentação, higiene e segurança alimentar, quer em termos de atendimento, apesar de existir empreendimentos com serviços altamente qualificados.
 

Musica 

O Município da RGS está bem posicionado no mercado da Música a nível nacional e internacional, com destaque a alguns artistas que divulgaram RGS e Cabo Verde no mundo, como é o caso do Zé Spanhol, Eddu, Duco Cidadi, Dino Toya em diversos estilos musicais tais como Funana, Zouk, Kizomba, Haouse, Hip Pop. Também é de salientar a iniciativa dos nossos jovens talentos que tem apostado em estilos diversos sempre com intuito de projetar a cultura cabo-verdiana.
 

Festas Tradicionais

Nhu Santu Nomi é uma das festividades mais emblemáticas a nível nacional, pois tem ajudado a projetar artistas locais e nacionais, transformando RGS num grande palco de intercâmbio cultural.

À semelhança desta festividade, em todas as localidades de RGS celebra-se as festas populares e romarias com apoio da CMRGS, em parceria com os artistas e comunidade locais e empresas públicas e privadas. Tem havido uma grande sinergia entre o profano e o religioso, o que tem contribuído para maior divulgação da nossa cultura, dinamizar a economia e gerar algum rendimento para as famílias.
 

Festas de Romarias e Folclore

Zona

Padroeiro

Data

Cidade Velha

Santíssimo Nome de Jesus

31 de Janeiro

São Sebastião

Marco

Nossa Senhora do Rosário

11 de Outubro

São Roque

29 de Agosto

Domingos Ramos

Abril

Calabaceira

Espirito Santo

 13 de Maio

João Varela

São Paulo

Abril

Imaculada da Conceição

Julho

Salineiro

São Pedro

13 de Maio

Santíssima Cruz

Maio;

Achada Barnel

Senhor Do Bom Caminho

Maio

Gouveia 

Nossa Senhora da Apresentação

Novembro

porto Mosquito

Nossa Senhora dos Navegadores

Outubro

Mosquito da Horta

Nossa senhora do Bom Pastor

Agosto

Belém

Santo António

Junho

pico leão

Nossa Senhora da Luz

Dezembro

São João Baptista 

São João

 

Santana

Nossa Senhora de Santa Ana

Julho

São Martinho Grande

Nossa senhora Livramento

Dezembro

Nossa Senhora do Bom Pastor

Novembro


Património Militar

Na cidade velha existe ainda um conjunto de vestígios de várias Fortes, construídas nos primórdios da época colonial que serviam de defesa contra os sucessivos ataques de piratas e das pretensões das potências europeias.

Fazem parte desse património militar a Fortaleza Real de São Felipe e pequenas ruínas de Forte como São Veríssimo, São Lourenço, Santo António e ruinas de Torre de Vigia. No conjunto desse património militar destaca-se a Fortaleza Real de São Felipe, edifício com estruturas de uma muralhas que contém vários canhões voltadas com valor histórico e simbólico.

Género

Género

No Município de Ribeira Grande de Santiago, além do número de mulheres ultrapassar os homens, grande parte das famílias são chefiadas por mulheres, contrariando a tendência nacional onde predomina o sexo masculino, como chefes dos agregados familiares.

A violência baseada no género envolve homens e mulheres, rapazes e raparigas, sendo, no entanto, as mulheres e as meninas maioritariamente as vítimas. A desigual repartição do poder na família e na sociedade, fundamentalmente a nível dos órgãos de decisão entre homens e mulheres explica, em parte, os contornos da VBG.

Em Cabo Verde, os dados oficiais demonstram que a VBG tem uma incidência demográfica significativa, ainda que a sua tradução estatística não aponte para uma situação grave ou alarmante.

Contudo no Município de Ribeira Grande são registados poucos casos de denúncia, o que até poderá esconder a real dimensão do problema uma vez que a situação de pobreza e vulnerabilidade em que se encontra uma parcela significativa das mulheres propicia o silencio das vítimas.

No entanto é de salientar que em 2011 não se registaram quaisquer denúncias de casos de violência baseada no género.

A nível de segurança, pode-se afirmar que a ocorrência de agressões físicas no Município é baixa; 88.6% das pessoas que fazem registos de denuncias de VBG são mulheres, frente a 11.4% dos homens (PN, 2016).

 

Situação do Género 

No Município de Ribeira Grande de Santiago, além do número de mulheres ultrapassar os homens, grande parte das famílias são chefiadas por mulheres, contrariando a tendência nacional onde predomina o sexo masculino, como chefes dos agregados familiares.

A violência baseada no género envolve homens e mulheres, rapazes e raparigas, sendo, no entanto, as mulheres e as meninas maioritariamente as vítimas. A desigual repartição do poder na família e na sociedade, fundamentalmente a nível dos órgãos de decisão entre homens e mulheres explica, em parte, os contornos da VBG.

Em Cabo Verde, os dados oficiais demonstram que a VBG tem uma incidência demográfica significativa, ainda que a sua tradução estatística não aponte para uma situação grave ou alarmante.

Contudo no Município de Ribeira Grande são registados poucos casos de denúncia, o que até poderá esconder a real dimensão do problema uma vez que a situação de pobreza e vulnerabilidade em que se encontra uma parcela significativa das mulheres propicia o silencio das vítimas.

ENDEREÇOSede
LOCALIZAÇÃOOnde nos encontrar?
https://anmcv.cv/wp-content/uploads/2020/10/ilhas.png
REDES SOCIAISLinks
NEWSLETTERSubscreva

    ENDEREÇOSede
    Edif. IFH Bloco C-R/C, Achada Santo António - Praia
    (+238) 262 36 34
    anmcv35@sapo.cv
    Delegação
    Avenida Baltazar Lopes da Silva, Mindelo – São Vicente
    (+238) 353 04 36
    LOCALIZAÇÃOOnde nos encontrar?
    https://anmcv.cv/wp-content/uploads/2020/10/ilhas.png
    REDES SOCIAISLinks
    NEWSLETTERSubscreva

      Visitas desde 15/02/2022: 16155

      Copyright © 2022 ANMCV. Design & Developed by Cloud Technology

      Copyright © 2022 ANMCV. Design & Developed by Cloud Technology