Sotavento Maio

Maio é uma ilha de Cabo Verde. Faz parte do grupo de Sotavento. A maior povoação da ilha é a Vila do Maio (Porto Inglês). A ilha tem cerca de 7 mil habitantes e 269 km².
Órgãos Eleitos 
Contactos
Contexto histórico
Situação Socioeconómica
Actividades Económicas
Turismo
Ambiente
Cultura
Género
Órgãos Eleitos 

Órgãos eleito
 

Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral do Maio
Miguel Silva Rosa
Sandra Patrícia Santos Borges Silveira
Carlos Honório Tavares
Ivanira Agues da Cruz Silva
Emilio Cardoso Rocha Ramos

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral do Maio
Michael Umar dos Santos Évora Frederico - MPD
Carla Esmeralda Morais Araújo - MPD
Alcídia Maria T. M. Tavares - PAICV
Fernando Jorge Neves da Graça - MPD
Arlindo Duarte Santos Cardoso - MPD
Suzy Maria Daniela Fernandes Cardoso - MPD
Zé Augusto Fortes Tavares - PAICV
Lucílio de Pina Santos - MPD
Rui Alberto Andrade dos Reis - MPD
Manuel Jovino Gomes - PAICV
Angela Silva dos Reis Lopes - MPD
Alcino Delgado Martins - MPD
Laudiny Cardoso Duarte - MPD

Contactos
Contactos

 

Endereço: Cidade de Porto Inglês

 

Telefone: (+238) 333 55 26

                  (+238) 333 55 20

 

Contexto histórico

Contextualização histórica

Criação
Segundo reza a história, em 1642 já contava com algumas almas vivas talvéz alguns pessoas que dedicavam a pastagem de animais e outros afazeres. Dizem que foi descoberta em 1460, mas há uma outra versão que diz nos anos de 1446 foi visitada pelos navegadores chamados Antonio da Nola, Vicente de Lagos e Luis de Cadamosto. Seja como for, a ilha do Maio, é uma das mais belas e pobres das ilhas de Cabo Verde, com promissoras boas condições turísticas.
Dizem que o seu nome Maio tem a ver com o mês em que terá sido descoberta. Foi inicialmente utilizada como ilha de criação de gado, principalmente caprino, até ao seu povoamento que só se iniciou no final do séc. XVI.
A ocupação da ilha começou muito cedo, talvez uma ou duas dezenas de anos após o seu achamento, ainda numa fase precária, sem continuidade em que os donatários de Santiago aí mandavam lançar gados e os escravos, estes com o encargo de vigiar o gado à solta e também de cultivar o algodão.
A primeira cultura introduzida na ilha foi o algodão, lentamente abandonada devido ao aumento do interesse na extração do sal, que se tornou a principal atividade, nas mãos de uma companhia inglesa durante o século XIX – daí a designação de Porto Inglês para a Vila do Maio, sede de concelho e recentemente elevada a categoria de cidade.


Localização geográfica
A ilha do Maio faz parte do grupo de Sotavento do Arquipélago de Cabo Verde e é a mais meridional do conjunto das ilhas rasas situadas na parte oriental do País. Tem forma elíptica, cujo eixo maior se dispõe no sentido Norte-Sul ao longo do meridiano de 23º 10’. Abarca uma superfície de 275 Km2, representando 6,8 % do território nacional. Tem cerca de 24,5Km de comprimento, por 16 Km de largura. A altitude máxima é de 437 metros. O ponto mais alto chama se Monte Penoso e tem uma elevação máxima de 436 m. Vila do Porto Inglês ou Vila do Maio é o maior centro urbano da ilha.


População
Segundo os dados da INE,  a população residente do município do Maio é de  7215 mil habitantes. A população da ilha passou de 7111 para 7215 habitantes entre os anos 2017 - 2018, evidenciando um crescimento.

Situação Socioeconómica

Situação Socioeconómica

Habitação
Dizem que o seu nome Maio tem a ver com o mês em que terá sido descoberta. Foi inicialmente utilizada como ilha de criação de gado, principalmente caprino, até ao seu povoamento que só se iniciou no final do séc. XVI.
A ocupação da ilha começou muito cedo, talvez uma ou duas dezenas de anos após o seu achamento, ainda numa fase precária, sem continuidade em que os donatários de Santiago aí mandavam lançar gados e os escravos, estes com o encargo de vigiar o gado à solta e também de cultivar o algodão.
A primeira cultura introduzida na ilha foi o algodão, lentamente abandonada devido ao aumento do interesse na extração do sal, que se tornou a principal atividade, nas mãos de uma companhia inglesa durante o século XIX – daí a designação de Porto Inglês para a Vila do Maio, sede de concelho e recentemente elevada a categoria de cidade.


Água
À semelhança do que acontece em todas as cidades de Cabo Verde, a carência de infra-estruturas e equipamentos urbanos constitui um dos grandes constrangimentos da cidade do Porto Inglês. No entanto, convém destacar notáveis melhorias havidas nos últimos anos em relação ao abastecimento de água e energia eléctrica ao domicílio. A estação de dessalinização da cidade consegue fazer um abastecimento satisfatório para os moradores ao domicílio, pelo que foram eliminados os tradicionais fontenários.
As melhorias registadas, sobretudo nos centros urbanos, permitem às famílias maior acesso à água potável. De acordo com os dados do Censo de 2010, no Concelho do Maio dos 1905 agregados, 43,1% estavam ligados à rede pública. O que representa uma taxa inferior aos 54,4% que representam a média nacional. Na mesma data, 76% das casas possuíam instalações sanitárias; 34% tinham banheira com duche ou com chuveiro. No entanto, a cidade não possui rede de esgotos, e 78% das famílias possuíam o sistema de evacuação de águas residuais (perfil urbano do Maio).


Saneamento
Na ilha do Maio, os resíduos não são sujeitos a nenhum tratamento específico, geralmente são queimados na lixeira municipal, situada a cerca de 4 km da cidade do Porto inglês entre as localidades da Figueira e do Barreiro. A recolha do lixo é feita porta a porta em toda a ilha. A colocação de contentores está em alguns pontos estratégicos, como por exemplo nas casas comerciais, serviços, restaurantes, hotéis e nas pequenas unidades industriais.
Relativamente às casas de banho, nos últimos anos tem-se desenvolvido alguns projetos com vista a melhorar o acesso por parte da população. A ilha do Maio já apresenta um indicador superior à média nacional no que respeita aos alojamentos com instalação sanitária, 73% face a 63% da média nacional. Cerca de 77% dos agregados residem em alojamentos com sistema de evacuação de águas residuais e mais de 25% costumam evacuar as águas sujas somente através de fossa séptica (INE 2010).


Saúde
A gestão da rede de saúde pública é assegurada pelo Centro de Saúde da cidade, pelos dois postos sanitários (de Pedro Vaz e Calheta) e pelas três unidades sanitárias de base, situadas em Morrinho, Barreiro e Figueira Horta.


Pobreza
A população de ilha do Maio é muito pobre e o rendimento económico é muito baixo ou quase nulo, devido a baixo nível de escolaridade e de formação profissional. A grande percentagem da população está desempregada, o que leva muitas pessoas a apostarem no seu autoemprego. O público mais atingido são os jovens que terminam o 12º ano deslocam para a cidade da Praia para continuar os seus estudos ou procurar emprego. Verifica-se uma grande necessidade de autoemprego e criação de atividades geradoras de rendimento. Para tal existe uma grande necessidade de técnicos especializados, o que demonstra défice na formação a nível académico e profissional. Dizem que apesar da do Centro de Cerâmica e Tecelagem possuir matérias-primas disponíveis para a produção (grandes reservas de argila), nota-se pouco interesse por parte da população local em aprender.( Inventário dos Recursos turísticos da Ilha do Maio).

Actividades Económicas

Actividades Económicas

Na ilha do Maio as principais atividades económicas que contribuem para criação de principais fontes de rendimentos são a extração de sal, produção de carvão e produção do famoso queijo. A pesca artesanal, pecuária e agricultura tradicional são actividades complementares e que também contribuem para melhorar as condições económicas da população local.

Agricultura/ Silvicultura
De entre as ilhas planas do país, a ilha do Maio figura como aquela que possui as maiores potencialidades agrícolas, devido às condições climáticas menos áridas e a solos com maior vocação agrícola.
A área agrícola vocacionada para a agricultura de sequeiro é de cerca de 900ha, sendo, no entanto, devido às precipitações registadas nos últimos anos, apenas aproximadamente 200ha efectivamente cultivados, tendo sido esta área no ano transacto de apenas 118 há. As principais culturas cultivadas em regime de sequeiro são o milho, os feijões, a melancia, a abóbora e a batata-doce.
É de evidenciar a produção expressiva da cebola, cujos excedentes de produção chegam inclusive a ser exportados para outras ilhas.
Devido à irregularidade e escassez das precipitações, a produção agrícola não consegue satisfazer as necessidades da população local.
Das três ilhas planas do país, Maio é aquela que tem desenvolvido programas de florestação mais intensos. Esse maior interesse silvícola se deve ao facto da ilha possuir melhores solos e um regime de precipitação algo mais favorável.
De acordo com dados oficiais, actualmente a área florestal da ilha é cerca de 4400ha, sendo aproximadamente 1.192.108 de plantas fixadas. As plantações à volta da comunidade de Calheta foram instaladas pelos portugueses em 1974 (574ha), constituindo o maior perímetro florestal do arquipélago.


Pecuária

A actividade pecuária é praticada na ilha desde a sua ocupação, constituindo um sector importante para a população local, revestindo-se de particular interesse económico. Tradicionalmente produzia-se peles de cabras, carne seca e salgada para o consumo local e para a exportação.
O desenvolvimento do sector pecuário está fortemente condicionado pela presença de recursos forrageiros, muito dependentes das precipitações e da disponibilidade de rações alimentares importadas.


Indústria
O setor das indústrias pode ser a principal fonte de rendimento para a população local, visto que a ilha tem grandes potencialidades de matérias-primas como a argila, o calcário, o gesso e o sal. A indústria é considerada um ponto fraco para a ilha porque apesar da existência das potencialidades neste setor, está pouco desenvolvida, de acordo com os entrevistados.
A ilha precisa de indústria para transformação dos produtos, que apresentam uma pequena dimensão do mercado local, assim é preciso urgentemente de meios para escoamento dos produtos. A falta de meios de transporte de ligação a outros mercados e a falta de recursos humanos qualificados são os principais constrangimentos deste setor na ilha.

Comércio
O comércio tem grande importância na promoção das atividades económicas em que o turismo pode ser uma alternativa para aumentar o fluxo do comércio local, contribuindo para o desenvolvimento da ilha, melhorando as infraestruturas. Com aposta nesses sectores podem surgir novas oportunidades de negócios para melhorar o nível de vida da população local. Uma das grandes fontes de rendimentos das comunidades locais tem sido a produção e venda de carvão, sal e queijo.


Pesca
A pesca na ilha do Maio, praticada de forma artesanal constitui uma actividade importante para a população local. O mar da ilha é rico em recursos haliêuticos. A plataforma da ilha é estimada em 2.450 Km2, formando juntamente com a ilha da Boavista, a maior plataforma insular do País (6.450 Km2), a qual possui um importante stock de recursos pesqueiros, especialmente espécies demersais, pelágicos costeiros, pelágicos oceânicos e lagostas costeiras.
Muito embora o sector da pesca conste como um dos mais promissores, tanto para a economia da ilha como para a economia nacional, ela está a enfrentar constrangimentos de certo modo semelhantes a outras ilhas do País, sendo as principais dificuldades ligadas à captura, ao escoamento e aos aspectos relacionados com a comercialização. De enfatizar, no entanto, o papel do sector no fornecimento de proteína animal e na melhoria da dieta alimentar da população local.

Turismo

Turismo

Apesar de ser uma das ilhas com maiores potencialidades em turismo de sol e praia, ainda esta actividade está insipiente. Persistem dificuldades de acesso marítimo e as ligações aéreas ainda têm uma baixa frequência. Em grande medida a ilha do Maio é considerada uma ilha periférica, apesar da grande proximidade da capital do País.  
As condições naturais da ilha constituem um grande atractivo para o turismo. Os valores ambientais associados à tranquilidade da ilha e à sua riqueza cultural e etnográfica são potencialidades que começam por ser exploradas, encontrando-se o sector na sua fase inicial de desenvolvimento.
Os recursos ambientais de suporte ao desenvolvimento do sector são as praias de areia branca e águas cristalinas e o clima agradável durante todo o ano. Existem grandes potencialidades para a prática dos desportos náuticos (windsurf, pesca desportiva, etc.).
Existem condições favoráveis para a prática do ecoturismo, pela via do devido aproveitamento dos recursos naturais (paisagens naturais, flora, fauna).

Atractivos naturais
As potencialidades naturais são fatores determinantes num destino que tem grandes riquezas naturais, como a da ilha Maio. A ilha dispõe de muitos recursos naturais, como praias, grandes extensões das dunas, as Zonas de Desenvolvimento Turístico Integrado (ZDTIs), salina natural, área florestal, que tem tido um papel importante no combate à desertificação, no aumento da capacidade do solo para a infiltração e retenção de água, na melhoria da paisagem e das condições de vida das populações, principalmente no rendimento para a população rural, pois gera emprego e permite obtenção de rendimento a partir das plantações.

Zonas de Desenvolvimento Turístico Integrado (zDTI)
Pensando no desenvolvimento turístico integrado da ilha foram delimitadas algumas áreas turísticas especiais e Zona de Reserva e Proteção Turística (ZRPT) que abaixo passamos a especificar e caraterizar:
As zTE da ilha do Maio foram criadas pelo Decreto - Regulamentar nº 7/94, de 23 de maio. Posteriormente as suas delimitações foram alteradas, ao abrigo do Decreto - Regulamentar nº 7/2007, de 19 de março e Decreto Regulamentar nº 4/2008, de 23 de junho. Assim, da articulação dos três diplomas legais acima referidos temos:

 

 

Área florestal   
A ilha do Maio possui o maior perímetro florestal do arquipélago. Localiza-se na zona de Calheta, estendendo-se até à zona de Ponta Morro perto das localidades de Morrinho e Cascabulho, com cerca de 500 ha, correspondendo aproximadamente a 1.192.108 de plantas fixadas, constituído essencialmente por acácia americana. O referido perímetro florestal desempenha um papel importante na luta contra a desertificação, na conservação de água no solo, na satisfação da melhoria da paisagem e das condições de vida das populações, visto que contribui para geração de postos de emprego a partir das plantações e gestão da área, permitindo-lhes obter carvão através da madeira.

Em 1978 o governo construiu um Centro Zootécnico no interior da floresta, que alguns anos atrás servia como um espaço para a criação de gado (cabras e ovelhas) e hoje encontra-se em desuso. De momento este espaço está a ser utilizado como viveiro, onde podemos encontrar as plantas ornamentais e da fruticultura.

 

    


Salina
Uma área natural de longa extensão de salinas para a extração do sal, com superfície de 1,78 km2, sendo que este setor são fontes de rendimento de muitas pessoas, visto que já tem uma grande atividade de exportação.
A existência de uma fábrica no local facilita o trabalho de descarga dos produtos, sendo que a salina fica próximo do Porto. Entre o séc. XVI e XIX a principal, e quase exclusiva, ocupação produtiva da ilha foi a extração do sal, levada a cabo por ingle ses. O sal extraído das salinas da ilha era enviado para Santiago que depois o exportava para a Europa, África e Brasil. Du rante todo o séc. XVII, uma mé dia de 80 navios anuais ingleses ancoravam na ilha de Maio, carregavam cerca de 200 toneladas de sal e partiam para a pesca do bacalhau noutras paragens. O sal marinho, que até ao século XIX foi de grande importância para ilha do Maio, atualmente é explorado pela Cooperativa de Produção do Sal. Cerca de 90% da produção é exportada para a cidade da Praia, Fogo, Brava e S. Vicente.

 

     



Lagoa do Cimidor
Fica situada no litoral sudeste da ilha, entre a Ponta dos Flamengos e Ponta do Morro, a volta dessa lagoa existe um mistério, pois segundo relatos terá desaparecido um homem a cavalo depois de ter entrado na lagoa e especula-se que tenha sido engolido pela mesma, daí que ninguém tinha a ousadia de chegar perto da lagoa para se banhar ou pescar. Com uns 50 ha é uma pequena superfície lacustre de caráter temporário separada da praia por uma cintura de dunas, alimentada pelo transporte das águas da chuva através das ribeiras e pela infiltração de água do mar. É uma zona utilizada pela comunidade de aves limícolas como pernilongos, maçaricos, rola-do-mar, pirlitos e borrelhos.

 



Praias
A ilha do Maio está cercada de lindas praias desertas de areia fina e branca e mar de um azul límpido. Algumas delas estão um pouco afastadas das estradas principais e só podem ser alcançadas de jeep, moto-quatro, a pé e até de burro, sendo que alguma delas implica deslocação de alguns quilómetros para chegada. Contudo a ilha no seu todo demonstra excelentes recursos naturais e que se apostarem nas melhorias das condições de acessibilidade desses locais, poderá contribuir para o desenvolvimento da ilha, dando ênfase a prática de vários segmentos do turismo.
Por toda a ilha existem extensas praias de areia branca, sendo que as mais famosas são as praias de Bitche Rotcha e Ponta Preta. Algumas praias devido a pouca afluência de pessoas são escolhidas pelas tartarugas para fazerem a sua desova. As praias da ilha são: Praia de Bachona, Praia de Djanpadja, Praia Salina e bancona, Praia de Morro, Praia Gonçalo ou Praiona, Praia Calhetinha do Morrinho, Praia de Santa Ana, Praia Refugio Pesqueiro de Porto Cais, Praia e Dunas de Galeão, Praia Refugio Pesqueiro de Laje Branca, Praia e Dunas de Santo António, Praia e Refugio Pesqueiro de Praiona, Praia Gonçalo e Santo António, Praia de Prainha e Boca Ribeira, Praia de Guarda e Santa Clara, Praia de Monte Branco e Ribeira Baia, Praia e Ponta dos Flamengos, Praia de Porto e Ribeira Funda, Praia de João Martinho, Praia de Boca Lagoa e Seada, Praia de Soca a Pau Seco, Praia Real e a Praia Boca Ribeiro, todas elas apresentam paisagens lindas, bem afastadas das estradas principais, e possuem grande potencialidade da fauna marinha. Cada uma delas tem o seu grau de atratividade capaz de despertar interesse dos visitantes.

Praia Bitche Rotcha
Praia linda com paisagem exuberante em que durante o verão, sendo a epóca alta são realizadas várias atividades lúdicas e recreativas como o festival na areia conhecido como festival de “Bitche Roctha”, feiras e exposições que, normalmente estendem-se até à festa do município (8 de setembro).

 

     



Praia Pau Seco ou Porto Cais
A praia do Porto Cais é uma extensa praia de areia branca de água azul, cristalina e profunda, mesmo junto à praia pesca-se num pequeno cais beneficiando da grande variedade de peixes e mariscos que se podem encontrar na redondeza.

 



Praia de Ponta preta
Situada no Porto Inglês, apresenta condições para a prática de turismo sol e praia e turismo desportivo como a prática dos desportos náuticos e aquáticos, a pesca tradicional, vela surf, windsurf e mergulho. Para se alcançar a esta praia, percorre-se alguns quilómetros de distância, fica mais a sul da ilha. É a praia mais frequentada pelos banhistas e amantes dos desportos.

 



Ilhéu de Laje Branca
O ilhéu de Laje Branca localiza-se no norte da ilha, a 350m da praia, apresenta uma forma circular, com cerca de 60m de largura, sendo um dos menores ilhéus de Cabo Verde e o único da ilha do Maio. É considerada uma área de grande interesse para a conservação devido à nidificação do pedreiro azul, cujos ninhos são buracos no chão. O pedreiro azul é listado como “espécie rara” através do Decreto-Lei nº 7/2002. Além de se observar algumas espécies de aves como o pedreirinho e o pedreiro azul, ao redor do ilhéu podem-se observar também tartarugas marinhas.

 



Dunas
A ilha do Maio apesar de ser uma ilha muito plana é bastante árida, apresentando áreas desertas com lindas paisagens completamente cercadas de grande quantidade de dunas, que são áreas formadas por uma grande porção de areia trazida pelos ventos. Podem-se encontrar acácias, devido a um plano de reflorestamento da ilha, onde existem variedades de plantas como as palmeiras e de algumas espécies de animais.

 



Parque Natural de Barreiro e Figueira
Situada na parte meridional da ilha do Maio, abrange uma superfície de 1.078 ha, ocupa os fundos das ribeiras que representam a bacia aluvial mais importante da ilha. Localiza-se entre a Ribeira de Chico Vaz, a Ribeira Capada e a Ribeira Lagoa. Na desembocadura da Ribeira Lagoa, gerou-se uma lagoa de água salobra, que se alimenta, sobretudo, de água marinha. Destaca-se como fundamentos de conservação mais importantes do sítio, a flora e fauna associadas à lagoa salobra e à praia, os recursos hídricos e os valores paisagísticos.

 



Monte Penoso
O Monte Penoso com cerca de 436m de altura é a elevação mais alta da ilha do Maio. Apesar da sua origem vulcânica ali encontram-se poucos vestígios dessa origem. O Monte Penoso e Monte Branco localizam-se na parte oriental do maciço interior do Maio. Em Monte Branco encontramos uma grande quantidade das matérias-primas para produção de cimento.

 



Monte Batalha
O Monte Batalha localiza-se a oeste da ilha, sendo o segundo monte mais alto da ilha com 294m de altitude, constituído por vários mantos, oferece uma bela vista para toda a costa oeste e o centro da ilha, sendo visível quase por todas as localidades da ilha. Especula-se que o seu nome advém do facto de no passado ter sido um espaço de luta pela sobrevivência de muitas famílias ou por ter acolhido ali algumas batalhas. Nas suas encostas pratica-se agricultura de sequeiro no tempo das chuvas e serve de espaço de pastagem para animais, sobretudo de criadores de Morro, Figueira e Calheta.

 



Terras Salgadas
Terras Salgadas possui uma superficie: 25,42 km2 situa-se a noroeste da ilha do Maio, visto que se trata do maior ecosistema de salinas de Cabo Verde, sendo dotadas de uma vasta extensão de depósitos sedimentares do tipo aluvial provenientes da erosão dos macizos do interior da ilha. É uma zona formada por zonas de terras salgadas (com alto teor de sal) e montes de dunas, que detém a maior representatividade de comunidades vegetais de areia e da terra salgada da ilha. As zonas húmidas temporárias albergam uma interessante avifauna limícola, hospedando principalmente aves migratórias.

 



Monte de Santo António
A noroeste da ilha encontra-se o Monte de Santo António com cerca de 252 m acima da planície árida. Nesta área, a nível da biodiversidade, podemos encotrar plantas endémicas, invertebrados e répteis. Na encosta deste monte é praticada a agricultura.

 



Monte Branco
O Monte Branco situa-se a oeste de Pilão Cão, com 253 m de altura é um monte muito importante a nível geológico, pois no seu lado ocidental encontram-se de acordo com certas fontes os sedimentos mais antigos de Cabo Verde, resultantes do afloramento de argilas compactas, intercaladas com algumas formações calcárias. Nele e nas suas redondezas existem algumas espécies de aves como a cotovia, a calandradas dunas e a galinha-da-guiné. O monte é usado para a pastagem de gado, especialmente cabras, tendo-se feito extração de inertes para a pavimentação de estradas.

 



Ribeira de D. João
No fim da rua principal da localidade, um miradouro composto por um muro em pedra dá uma excelente visão sobre a Ribeira de D. João. Em tempos passados a ribeira apresentava o maior número de palmeiras e coqueiros do Maio, mas atualmente diminuiu muito o seu número. Pratica-se ali agricultura e criação de gado. Cultivava-se ali a batata-doce, mandioca, cana sacarina, papaia, cebola, pinha, goiaba, limão, manga, entre outros.

 

     



Ribeira de Lagoa
A Ribeira de Lagoa situa-se na parte meridional da ilha. Tendo em conta a sua grande extensão, é considerada a bacia aluvial mais importante da ilha, estendendo-se desde os montes Carquejo, Forte e Branco até ao mar. Historicamente, era considerado um dos pontos mais férteis de Cabo Verde, pois produzia-se batata-doce, mandioca, coco, banana, papaia e cana sacarina, da qual se fazia aguardente e mel, etc., além da criação de aves como pavão, ganso, perús e patos. As propriedades privadas de regadio eram exploradas directamente pelos respetivos donos ou através de arrendamento e parcerias, sendo um dos maiores proprietários António Évora, conhecido como o ”Rei do Maio”.

 


 
Ribeira do Morro
A ribeira começa na zona do Monte Batalha e prolonga-se até ao mar na praia do Morro, passando ao norte da povoação, onde se pratica a agricultura, principalmente nas épocas das chuvas, extração de pedras e cascalho nas proximidades do Monte Batalha e extração de argilas para fazer barro na zona de Pedregal. Destaca-se ainda a presença de coqueiros e, na lagoa inundável de Boca do Morro, encontram-se aves limícolas e vegetação halófila.

 

Ambiente

Ambiente

O principal risco potencial identificado para a ilha do Maio é a seca que, no passado, teve efeitos nefastos na economia e vidas humanas. O acompanhamento da seca e seus efeitos é feito de forma sistémica por vários serviços centrais do Governo, abrangendo a Segurança Civil, a Agência de Segurança Alimentar, o Ministério da Agricultura e o Ministério de Saúde. No período recente, os casos de seca foram mitigados através de programas de emergência com a criação de postos de trabalho para socorrer os camponeses atingidos, a distribuição de água por autotanques, etc.
Na estação das chuvas pode haver o risco de ocorrência de inundações na passagem de ciclones mas, na cidade do Porto Inglês, assim como nos outros povoados da ilha, não existem construções urbanas em vertentes instáveis, nem em áreas inundáveis.

Os ventos fortes da passagem de ciclones também constituem riscos pois, apesar de serem raros, são de difícil previsão. Um outro risco a ter em conta é a subida do mar, que poderá afectar a comunidade de Calheta, onde as casas estão localizadas a cotas muito baixas e nas proximidades do mar.
Um risco presente são as pragas e as epidemias, as últimas pragas de grande envergadura registadas em Cabo Verde estão associadas à invasão do gafanhoto do deserto (Schistocerca gregaria) o que constitui um perigo sobretudo para agricultura se a invasão coincidir com a estação das chuvas.

Cultura

Cultura

Ilha do Maio é rica em valores e tradições, as manifestações culturais centram-se nas festas de romaria, nos grupos de tocatina, na música, na dança, na gastronomia e no artesanato. Tem sido feito algum esforço por parte das autoridades competentes no sentido de criar mais infraestruturas e equipamentos, como por exemplo, a criação de espaços de convívio e lazer para a população, nomeadamente a “Casa da Juventude”, que ajuda a promover e desenvolver a vertente sociocultural. Também foram criadas várias infraestruturas desportivas.
Algumas instituições, como a HABITÁFRICA, em parceria com a Câmara Municipal da ilha, têm feito um levantamento do património cultural, imaterial e material da ilha. Convem frisar que o reconhecimento do património arquitetónico é de grande importância sociocultural e permite uma melhor preservação do mesmo. No entanto, na ilha do Maio não existe sequer uma sala de cinema ou um espaço apropriado para a divulgação da cultura local. Proposta: envolver a população local nas atividades, como forma de salvaguardar a identidade cultural da ilha, apostando principalmente na camada jovem; apostar na construção de casa da música e sala de cinema para melhor preservação da cultura, sendo que pode contribuir para satisfazer as demandas sociais.

Património Histórico-cultural
A ilha do Maio dispõe de vários atrativos no âmbito histórico culturais, sendo que alguns desses atrativos precisam de melhores condições, restauração para que possam ser transformados em potencialidades turísticas, atribuindo o outro uso, porque representa um valor significativo para a ilha e para o país, sendo que cada uma deles constitui um potencial turístico que pode ser comercializado, proporcionando o desenvolvimento socioeconómico do destino e beneficiando a população local.

Patrimónios Materiais

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz
A Paróquia do Maio (N. S. da Luz), que terá sido fundada em l677, possui uma das mais belas e antigas igrejas da ilha, construída em 1872 no séc. XVIII, apresenta uma arquitetura clássica portuguesa e fica situada na cidade do Porto Inglês. O espaço é referência no concelho, sendo um dos atrativos mais visitados pelos turistas, e um importante espaço para os fiéis da ilha, sendo que a igreja tem um papel fundamental para a sociedade.
 Paróquia de Nossa Senhora da Luz funciona com (1) um Padre e quatro Irmãs de caridade que juntamente com os restantes membros da igreja prestam serviços religiosos à comunidade católica maiense. 

 



Capela de Santo António
A capela localiza-se na ribeira de Santo António e apresenta as caraterísticas da arquitetura tradicional, edificada de pedra e coberta de telha. De acordo com a lenda popular, perto da atual existia uma capela que foi demolida por ordem da Rainha D. Maria e o santo
foi transferido para Porto Inglês, mas no dia seguinte o santo apareceu onde se situa a atual capela. Tendo em conta que o povoamento iniciado na parte norte da ilha, tudo indica que a Ribeira de Santo António foi o primeiro local de exploração agrícola da ilha.

 



Capela de Nossa Senhora do Rosário
Situada entre localidade de Alcatraz e Pilão Cão, perto do Monte Penoso, a capela de Nossa Senhora do Rosário é a mais antiga da ilha e está relacionada com a história do primeiro assentamento humano do Maio, que ocorreu nessa zona. A capela é edificada de pedra e coberta de telha sobre uma estrutura de madeira. Foi, segundo dizem, construída pela comunidade antiga de Alcatraz, a “família Mendes”. De acordo com o mito popular, antigamente fez-se três tentativas para transferir o santo para a igreja do Porto Inglês, mas o santo sempre reaparecia no dia seguinte na capela do Penoso, pelo que decidiram deixar o santo na capela, contudo apresenta condições favoráveis para visitas que pode ser um atrativo turístico, sendo um local que revela o tempo vivido no passado dos povos da ilha do Maio.

 



Faluchos Belmira e Aleluia
A palavra Falucho designa uma embarcação costeira com vela latina, visto que hoje demonstra valor patrimonial que marca a história da Ilha, que pode ser um atrativo para o turismo e que deve ser preservado.
Os faluchos Belmira e Aleluia transportavam os recursos (alimentos) da ilha do Maio para Santiago, devido aos extensos períodos de seca da primeira metade do século XX.

 

 


Casas Tradicionais
A ilha do Maio dispõe de muitas casas antigas, apresentando as mesmas caraterísticas da arquitetura portuguesa, realçando o tempo colonial vivido no passado e que tem um valor significativo para Cabo Verde. Algumas delas precisam de restauração, sendo que podem ser usadas como museus, entre outros espaços culturais. A imagem mostra casas vazias ou abandonadas com aparência multicolor, vivendas que foram construídas no passado e que com o passar do tempo exige remodelação.
A existência de muitas casas antigas torna a localidade do Barreiro num ponto obrigatório de passagem, onde podemos encontrar várias casas antigas coloridas que são atrativos para os turistas. Se forem restaurados podem constituir um forte ponto de atracão para o turismo cultural e rural, deste modo tem-se a oportunidade para potencializar outros segmentos de turismo.

 

     



Cruzeiros
Na ilha do Maio existe variedade de Cruzes, duas na Salina, uma na Avenida Amílcar Cabral e duas na localidade de Calheta, construído com intuito de realizar as festas romaria, sendo locais de grande importância para os fiéis. Constituindo um sítio de grande valor cultural para a comunidade. A partir destas cruzes as pessoas da comunidade rezam em honra dos santos para pedir a chuva e para pagar as suas promessas.

 

     


Forte São José
O forte, sob a invocação de São José, foi erguido no século XVIII com a função de defesa do porto da vila sendo o maior e mais importante da ilha. Desde 1887 passou a abrigar um farol. Esta infraestrutura foi construída como forma de combater e defender dos ataques das piratas. O monumento representa um testemunho do passado. Foi recentemente remodelado com intuito de resgatar a importância cultural e melhorar o seu aspecto pensando na oferta turística.

 



Ruas Pavimentadas com Calçada
As fachadas das ruas ao redor da igreja, na praça e também nos estacionamentos dos carros demonstram um tipo de construções coloridas diferenciando-os das demais calçadas existentes noutras localidades, feitas das pedras basálticas e da pedra de calcária, apresentando uma linha geométrica das cores.

 

     



Casas Velhas
Situada na parte alta da ribeira das Casas Velhas, a antiga povoação das Casas Velhas dista a 3 km este da Cidade do Porto Inglês. Formou-se como núcleo antes de 1718, com cerca de 60 habitantes, na tentativa de alguns habitantes do Porto Guindaste (atual Porto Inglês) de fugir dos sucessíveis ataques piratas e dos abusos dos ingleses que naquela época se apoderaram da ilha. Hoje nesta zona existem restos de uma antiga habitação, seguramente sem relação com o antigo núcleo, de onde se consegue avistar a ribeira e a zona húmida das Casas Velhas.

 



Cooperativa
Apresenta uma bela arquitetura, diferenciando das outras infraestruturas existententes na ilha do Maio, cujo telhado é chamado palhota africana, apresenta um ponto forte para atracão turística.

 



Porto Cais
É único porto da ilha, sendo as ruínas da velha ponte cais do Maio de 160 m de comprimento, foi construído em meados do século XIX, por Luiz António Cardoso, para facilitar os escoamentos dos produtos e assim reduzir os encargos do carregamento, ainda se encontra ali presente. Onde começaram as primeiras formas de comercialização e desembarque dos visitantes estrangeiros e que foi um importante local para realizações de comércio durante a época colonial. A existência do porto facilitava a deslocação rápida de pessoas e escoamento de produtos.

 



Trapiches
A existência de trapiches fez com que a produção de cultivo de cana sacarina tem sido aposta pela população de algumas zonas rurais na produção de aguardente, visto que desde tempos antigos os escravos que faziam este trabalho, agora é feita pelos bois e as máquinas. Na ilha do Maio, mais concretamente na localidade da Figueira, este tipo de atividade é feito eletricamente, visto que a mão de obra é a máquina acompanhada de algumas pessoas para o controle de algumas tarefas. A produção de grogue passa por uma série de processos, desde a tritura da cana-de-açúcar numa máquina, à retirada da calda, que por vezes demora várias horas, à colocação na pipa para fermentar, passando de doce a amargo, até à colocação na água para refrescar.

 



Festa de Nossa Senhora da Luz
Existe na ilha uma grande diversidade de festas populares, mas a festa da Santa padroeira da ilha é a festa de Nossa Senhora da Luz que se comemora no dia 8 de setembro, no Porto Inglês. Neste mesmo dia se comemora o dia do município. Dizem que é a festa mais animada da ilha do Maio, movimentando todos os setores da atividade, devido ao grande fluxo de pessoas que deslocam a ilha.

 



Festas Populares
A festa tradicional mais importante da ilha é a festa do dia 3 de maio, festa de Santa Cruz. Os preparativos começam logo na primeira semana de abril. À semelhança das outras ilhas realizam-se vários eventos desportivos, culturais e religiosas. Essas atividades acontecem, normalmente entre os dias 03 e 5 de maio, que culmina com o desfile de tabanca e a devolução da cruz ao local de origem, o “Cruzeiro”. Durante o periodo das festividades há muita movimntação de pessoas principalmente à noite. Essa festa é considerada um dos principais motivos para visitar o concelho, tanto por pessoas de outras ilhas com pelos turistas. Proposta: elaborar um plano detalhado para realização das atividades do âmbito cultural, criando espaço específico para o setor.

Tabanca
A tabanca é uma das formas de expressão sóciocultural de grande importância para a cultura da ilha do Maio, cujo o principal grupo de tabanca da ilha do Maio era presidido por Nha Xepa, que dominava quase todos os instrumentos utilizados nessa manifestação cultural, que se comemora no dia 19 de março, dia de São José, em que pessoas do Norte, Cascabulho, Morrinho, enfim de toda a ilha encontravam-se com as de Calheta à entrada da povoação. A Tabanca é música, dança, representação teatral da sociedade e movimento de entreajuda que está restringida aos enterros, rezas e à organização das festividades dos santos padroeiros (santos populares festejados em maio e junho), visto que demonstra a riqueza cultural da nossa realidade passada e que hoje constitui um valor significativo para a cultura que deve ser valorizada e conservada para que haja sustentabilidade.

 



Gastronomia
A ilha do Maio tem grande variedade de pratos típicos ligada ao peixe e marisco, sobretudo lagosta, polvo, lapa, entre outros. Em relação aos pratos relacionados com a carne tem a tchassina, cachupa, feijoada, guisado do cabrito com xerém e diversos pratos tradicionais que é feito a base de carne de cabra salgada e seco para melhor conservação. A especialidade gastronómica local é a caldeirada de peixe. É feita com as mais deliciosas variedades de peixe fresco incluindo a garoupa e a lagosta. É um refogado que utiliza batata-doce, inhame, mandioca, batata inglesa, abóbora e banana verde. É de salientar que a ilha do Maio tem semelhança de pratos em relação aos da ilha de Santiago, isso devido a fuga dos escravos no passado de uma ilha para outra.

Género

Género

Na ilha do Maio os homens constituem a maioria dos chefes dos agregados familiares, embora a diferença seja pequena. No ano 2010, 52,9% dos agregados eram chefiados por homens e 47,1% por mulheres. Como a ilha regista uma forte emigração tanto masculina como feminina, mantém-se um melhor rácio entre homens e mulheres em todos os povoados.
 Não existe nenhuma restrição legal para o acesso das mulheres ao solo urbano, ou à terra na ilha do Maio, mas, no quadro da tradição, compete aos homens a gestão dos bens da família. O facto de possuírem mais contactos e conhecerem os trâmites legais e institucionais permite-lhes maiores facilidades na construção de habitação própria. 

Sendo uma ilha de forte tradição pecuária e muito influenciada pela emigração nas últimas décadas do século XX, ainda persiste a figura da mulher doméstica. Mas, a escolarização crescente vem modificando essa figura tradicional e a participação das mulheres em actividades políticas é sensível na ilha do Maio.

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