Sotavento Brava

Brava é uma ilha e concelho do Sotavento de Cabo Verde. A sua maior povoação é a Vila de Nova Sintra. O único concelho da ilha tem cerca de sete mil habitantes.
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Situação Socioeconómica
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Género
Órgãos Eleitos

Órgãos eleitos


Constituição da actual Câmara Municipal do círculo eleitoral da Brava
 
Francisco Walter de Sousa Tavares
Ivone Delgado Cardoso
Danilson Andrade Ramos
Edna Conceição Andrade Oliveira
Mário Jorge Correia Soares

Constituição da actual Assembleia Municipal do círculo eleitoral da Brava

Fernanda Fidalgo de Pina Burgo - MPD
Margarida Cardoso Fernandes Rodrigues - PAICV
Samuel Baptista Varela - MPD
Jorge Gonçalves Reverdes - PAICV
Ana Pires Gomes Baptista - MPD
Melanice da Graça de Pina - PAICV
João Paulo Gomes Rocha da Silva - MPD
Adalberto Andrade Martins - PAICV
João José Costa Delgado - MPD
João António Andrade Coelho - PAICV
vanusa Rodrigues Alves Monteiro - MPD
Benvinda Burgo Pinto - PAICV
António Gomes Mendes - MPD

Contactos
Contactos

 

Endereço: Larg. Eug. Tav. Nova Sintra

 

Telefone: (+238) 285 11 66

 

Fax:           (+238) 285 11 12

O Município

Contexto histórico do Município

Em Janeiro de 1798 os piratas franceses que invadiram a ilha entenderam que a povoação de São João Baptista (Nova Sintra) tinha gente bastante para justificar o saque. A população da ilha registou um rápido crescimento entre os finais do século XVIII, altura que começa a emigração para os Estados Unidos da América e a primeira metade do século XX. As características topográficas e climáticas da ilha justificam uma concentração nas terras altas, acima de 450 metros, onde existe solo, terras planas e humidade suficiente para uma agricultura pluvial de sucesso. Concomitantemente, as terras e a topografia íngreme da orla costeira dão mais segurança aos moradores perante a frequência dos ataques de piratas, que infestaram os mares de Cabo Verde até a primeira metade do século XIX, pois além de excelente espaço de vigia a topografia íngreme e o nevoeiro denso davam maior e melhor abrigo às populações conhecedoras do terreno.
A 2 de Julho de 1820, a população da ilha da Brava dirigiu uma representação à Coroa, reclamando o direito de ter uma Câmara local, alegando a presença de mais de 5000 almas residentes. Até essa data, o serviço municipal era desempenhado pelo juiz ordinário e a 19 de Agosto o Governador na Praia enviou a representação ao Rio de Janeiro (na data a Capital do Reino Unido de Portugal e Brasil) fazer o pedido. Esse pedido justifica-se porque nesse ano os moradores não quiseram aceitar a nomeação de um juiz ordinário branco (reinol), exigindo ao governo da Praia um juiz cabo-verdiano. O governador não aceitou essa reclamação e em retaliação prendeu muita gente que foi degredada para a ilha do Maio, praças da Guiné ou incorporadas à força na tropa em Santiago.
O robusto crescimento demográfico justificou a criação em 1826 da freguesia de Nossa Senhora do Monte, ficando assim a ilha com duas freguesias, apesar do seu modesto território.
Por volta de 1830 chegou a ilha Brava a título de degredado o Padre João Henriques Moniz3, que desempenhou o cargo de pároco da freguesia de São João Baptista (Nova Sintra), fundou uma escola primária na ilha, que passou a ser a Escola Primária Superior de Cabo Verde até 1860, altura que foi transferida para a Cidade da Praia. O crescimento demográfico da ilha foi notável até ao final do século XIX, tendo atingido a cifra de 10.059 habitantes no ano de 1898. Ainda na primeira década do século XX, manteve um efectivo próximo dos 9000 habitantes até 1919, valor nunca atingido passando a um decréscimo ao longo do século XX. Efectivamente, conhecendo as potencialidades em solos, água e biomassa a ilha entrou num colapso ecológico pela excessiva carga demográfica entre os finais do século XIX e a aurora do século XX. O que salvou a ilha de uma catástrofe ecológica, foi o milagre da emigração para os Estados Unidos e a extraordinária solidariedade da sua diáspora.
 A ilha Brava é a mais pequena ilha habitada do arquipélago e a mais a sul do país. A sua ocupação seguiu-se à da ilha do Fogo, podendo explicar-se pela proximidade geográfica.
A incorporação de indígenas nas tripulações das embarcações que por ali passavam e atracavam permitiu o conhecimento e familiarização com as rotas e técnicas de pesca da baleia, o que facilitou a emigração para os EUA.
Em meados de 1800, a Brava destacou-se por possuir a única escola ‘superior” do arquipélago e de ter sido a sede provisória do Bispado e do Governo.

Criação
A Cidade de Nova Sintra é o principal núcleo urbano da ilha Brava, foi elevada a essa categoria pela Lei nº77/VII/2010 de 23 de Agosto, que estabelece o regime de divisão, designação e determinação das categorias das povoações. À data, tinha a categoria de vila com uma população da ordem de 1852 habitantes. As origens da cidade perdem-se nos tempos, mas provavelmente remontam ao povoamento da ilha que também não tem data segura. Em 1604, Baltazar Barreira faz uma descrição das ilhas de Cabo Verde e das suas gentes, não tendo feito qualquer referência à ilha Brava. No entanto, em 1606 a Brava é referida com gado e alguns moradores1. Em 1784, o autor da Noticia Corográfica e Cronológica do Bispado de Cabo Verde2 apresenta-a como sendo pequena e ter só uma freguesia por ter pouca gente e tão pobre que não pode sustentar outro sacerdote além do pároco.

Localização geográfica
Com uma área de 64 km2, a ilha Brava é a mais pequena ilha habitada do país, apresentando um relevo vigoroso a partir da costa. Ponto culminante, Fontainhas, está a menos de 5 km da costa e chega a 976 metros de altitude; do centro da ilha divergem barrancos profundos. A costa dominante é de arribas vigorosas, mesmos nas poucas baías como Furna, Ancião Ferreiros e Fajã de Água.
A ilha forma um único município, com duas freguesias desde os meados do século XIX. O povoamento remonta aos princípios do século XVII e, segundo Lopes de Lima (1841), teve um incremento com a chegada de mais moradores que fugiram da ilha do Fogo após a erupção vulcânica de 1645.
Do ponto de vista geomorfológico caracteriza-se por ser uma ilha montanhosa, sendo o ponto mais alto o monte Fontainhas com 957 m de altitude. Do ponto mais alto da ilha irradiam várias Ribeiras: Ribeira Garça, Ribeira da Cruz, Ribeira Fundão do Cachaço, Ribeira de Aguada, Ribeira do Sorno, Ribeira dos Ferreiros, Ribeira de Fajã de água, e Ribeira Renque, entre outras. Existem inúmeras baias com destaque para Furna, Fajã d’água, porto de Ancião e do Caniço.
Do ponto de vista climático distingue-se pelo facto de apresentar uma diversidade de microclimas desde a aridez nas regiões litorais à humidade nas zonas altas, com forte presença de condensação à superfície - “Nevoeiro”.

População

A Ilha Brava em 2010 contou com uma população de 5.995 habitantes, dos quais 2.973 são homens e 3.021 são mulheres. Em 2017  o município contou com uma população de 5.579 segundo os dados do INE.
A ilha da Brava ou a ilha das flores, como costuma ser chamada, foi berço do imortal e grande escritor, músico e poeta, Eugénio Tavares, que ficou imortalizado na história da literatura Caboverdiana, da comunidade lusófona, e não só.
Essa ilha foi inicialmente povoada com gentes da Madeira, Algarve, Minho, e provavelmente com outras pessoas, mas agora tem uma população diversificada.

Situação Socioeconómica

Situação Socioeconómico

Habitação
A cidade de Nova Sintra não possui bairros de barracas nem a figura de construção clandestina. Dominam as construções tradicionais do espaço rural da ilha, com casas amplas cobertas de telha e janelas de guilhotina tipo americano. Na cidade de Nova Sintra a inserção urbana deve ser analisada na perspectiva de integração de residências rurais no quadro urbano, ou mesmo num quadro de urbanização de uma vasta vila rural elevada à categoria de Cidade. Em regra, na cidade de Nova Sintra, como em toda a ilha Brava, as casas primam pela boa apresentação, reflectindo as remessas da emigração e, em média, o padrão de apresentação das habitações supera as outras ilhas do arquipélago, embora as casas representam o poderio económico dos seus moradores. Para a totalidade do Município, e de acordo com os dados dos Censos de 2010, 96,9% das casas eram da propriedade dos seus moradores. 74,8% eram residências habituais e 21,4% estavam vazias.

Água
A recente elevação à categoria cidade não foi acompanhada da criação de infra-estruturas e equipamentos urbanos. Apesar das notáveis melhorias havidas nos últimos anos em relação ao abastecimento de água e energia eléctrica ao domicílio, a cidade de Nova Sintra precisa de equipamentos importantes.
Grande parte da rede está coberta com água canalizada, sendo que esta distribuição é feita pela empresa Águabrava. A água para a rega é distribuída por gravidade e de forma gratuita pela Delegação do Ministério do Ambiente, do Desenvolvimento Rural e dos Recursos Marinhos. O principal problema é a deficiente qualidade da água fornecida às populações (excesso de flúor na água da nascente de Encontro).

Saneamento
A recolha dos resíduos sólidos é feita através de 50 contentores de 100 litros, que estão em locais estratégicos da Cidade, em Nossa Senhora do Monte e Furna. Após e recolha o lixo é transportado por um camião para as valas onde são queimadas e enterrada
Conforme o PDM da Brava, o saneamento na ilha é bastante eficaz, em comparação com a média nacional. Contudo, cerca de um terço dos agregados familiares ainda não dispõe de casa de banho (sem retrete/sem latrina).
O lixo doméstico é despejado numa lixeira municipal localizada no Favatal, nas proximidades da central eléctrica. O lixo é recolhido em 50 contentores distribuídos por Vila Nova Sintra, Nossa Senhora do Monte e Furna. Um camião com capacidade para 1,7 toneladas transporta o lixo para a lixeira, onde é queimado.

Saúde
A gestão da rede de saúde pública é assegurada pela Delegacia de Saúde de Nova Sintra e pelo Centro de Saúde de Nova Sintra, com dois médicos e 4 enfermeiros, residentes, e 18 camas. Existem dois (2) postos sanitários em Nossa Senhora do Monte e Furna, 2 unidades sanitárias de Base, em Cachaço e Tantum.

Educação
Em termos estratégicos, a formação é uma das prioridades da Câmara Municipal. Assim, na formação superior quase se duplicou o valor das bolsas de estudo, bem como o transporte escolar e outros subsídios. Mas é necessário o desenvolvimento de infraestruturas de iniciativa pública para a formação profissional dos jovens, incorporando as novas tecnologias de comunicação, para assim diminuir os tempos de deslocação e as desigualdades de oportunidades entre os habitantes do Município.

Pobreza
Os habitantes mais pobres vivem da agricultura e da pecuária, do pequeno comércio informal, e de trabalhos ocasionais. Como acontece em toda a ilha, a incidência da pobreza se encontra, em grande parte associada à elevada taxa de desemprego e muitas famílias são dependentes de receitas enviadas do exterior sobretudo dos Estados Unidos da América. No entanto, na maioria das vezes, o envio se faz através de géneros alimentícios, roupas, produtos cosméticos, electrodomésticos, pequenos equipamentos e bugigangas que alimentam o comércio informal
As áreas verdes ocupam uma grande parcela do espaço urbano, sob a forma de praças e jardins assim como áreas de cultura e hortas domésticas. Efectivamente, Nova Sintra apresenta-se como um bom modelo de Cidade Jardim, numa fase embrionária (Perfil Urbano da cidade de Nova Sintra).

Actividades Económicas

Actividades económicas

A economia interna da ilha vive do sector primário, nomeadamente da agricultura, pecuária e pescas, mas a ilha efectivamente tem uma grande dependência das remessas da emigração, sobretudo dos Estados Unidos da América. Como vimos antes as condições favoráveis às culturas de sequeiro nas terras altas da ilha provocaram um crescimento demográfico com um apogeu nos finais do século XIX e com uma diminuição progressiva ao longo do século XX.

Agricultura/pecuária
agricultura de sequeiro, associada à criação de gado, constitui a principal ocupação da população da ilha Brava. A pecuária esteve presente desde a chegada dos primeiros moradores e o gado bravio esteve na ilha antes de moradores permanentes. Actualmente, a pecuária é uma actividade complementar da agricultura, embora nas vertentes rochosas e íngremes pastam cabras em regime livre. Das 1244 explorações agrícolas existentes, 1023 (82,2%) dedicam à pecuária. Persiste a ideia da ilha ter as melhores raças de cabras de Cabo Verde, pelo que são solicitadas pelos criadores de outras ilhas de sotavento para a melhoria de raças. Os efectivos pecuários em 2004 eram de 653 bovinos, 324 equídeos, 4683 caprinos, 896 suínos, 14 ovinos, 11352 aves, 227 coelhos.
Na ilha Brava, estima-se que cerca de 20% das terras de sequeiro são cultivadas por conta própria, 22% em regime de parceria, 14% por arrendamento e 45% por comodato (exploração que o agricultor faz da terra que não lhe pertence), sendo esta última, uma forma semidirecta de exploração e muito importante na ilha.

A criação de gado constitui uma actividade complementar à de agricultura e tem tido grande importância para a economia familiar, apesar da sua forma de exploração ser do tipo tradicional.

Comércio
O sector do comércio é de extrema importância para o município. Actualmente quase todas as zonas do município encontram-se cobertas de pequenas unidades de comercialização de bens, principalmente géneros de primeira necessidade.
O comércio está centralizado na cidade de Nova Sintra onde as lojas estão muito bem fornecidas sobretudo com produtos oriundos dos Estados Unidos da América. Domina o comércio clássico em lojas e mini-mercados. Praticamente todas as famílias recebem produtos dos Estados Unidos da América pelo que não aparecem negócios de quinquilharias e bugigangas nas ruas. O comércio informal está voltado sobretudo para os produtos agrícolas nos mercados e nas feiras. Não se instalou o sistema de venda na rua como nos grandes centros. O comércio a retalho de mercearia está presente em praticamente todas as aldeias fazendo a distribuição de bens essenciais.

Pesca
A pesca representa um sector de elevada importância para o desenvolvimento socioeconómico da ilha Brava, não só pela sua contribuição na segurança alimentar das populações, mas também pela criação de empregos.

O sector é caracterizado por um sistema de exploração do tipo artesanal. A pesca é feita fundamentalmente através de linhas e redes e a comercialização é feita localmente através de peixeiras enquanto que para fora da ilha a comercialização é assegurada pelos rabidantes que muitas vezes recorrem à conservação em gelo e salmoura.
As localidades com vocação para a pesca são Tantum, Furna Fajã D’ Água, Pedrinha e Incião. Os tipos de pescado que predomina são os grandes e pequenos pelágicos e os crustáceos.
 Considera a pesca, enquanto sector prioritário para o desenvolvimento da ilha, não cumpre cabalmente o seu papel, tendo em conta que o processo de captura e comercialização é executado de forma bastante incipiente, verificando-se que mais de 50% do pescado de melhor qualidade que é capturado nas águas Bravenses não são consumidos localmente ( Perfil Urbano da Brava).

Turismo

Turismo


Um outro factor que impede o desenvolvimento socioeconómico desta ilha, é a questão dos transportes, sobretudo o marítimo que se manifesta muito deficiente e irregular, fazendo com que a Brava se torne a ilha mais isolada do País.
O turismo está muito incipiente, mesmo num quadro de turismo interno étnico, geralmente os familiares que vêm de férias da Diáspora vão para as suas casas ou de familiares próximos. Existe uma grande carência de infra-estruturas de alojamento e restauração. O relativo isolamento da ilha durante as últimas décadas não favoreceu o desenvolvimento desse sector.
Paradoxalmente, as potencialidades em turismo de nicho, voltadas para o espaço rural e natureza, são extraordinárias, a qualidade estética das paisagens, os caminhos pedonais e os acidentes naturais como as crateras, falhas tectónicas, tipo de formas de relevo e afloramentos de rochas constituem autênticos laboratórios naturais para um turismo especializado.

Atractivos Naturais


Monte Vigia de Riba
Trata-se de uma estrutura geológica em forma de falha, com cerca de 750 metros de altitude, localizado a sudoeste da ilha Brava, confinando com outras geoformas tais como: Cratera de Chão de Ouro e de Campo Baixo, e Ribeira dos Ferreiros que é uma reserva ambiental.
A singularidade deste monte deve-se à sua composição geológica, de natureza predominantemente fonolítica, altitude e verticalidade.
Estando no cimo deste monte tem-se uma ampla vista panorâmica para o sul da ilha, com destaque para a área protegida - a Ribeira dos Ferreiros.
O seu acesso é relativamente fácil. Se partir da cidade de Nova Sintra, percorrendo a estrada nacional em direção a sudoeste da ilha, chega-se à freguesia de Nossa Senhora do Monte, podendo ali apreciar toda a protuberância do Monte Vigia. Igualmente, pode-se aceder a pé aproveitando o caminho que atravessa o Baixo Monte Vigia, Campo de Porca e Ferreiros.

 



Monte Fontainhas
É um monumento geológico, com cerca de 976 m de altitude, localizado na zona de Fontainhas, a Sudoeste da cidade de Nova Sintra, e a uma distância de cerca de 2,5 km.
Pertence a uma das formas de relevo vulcânico, designada de Doma endógena ou Cúpula, um modo de jazida de rochas magmáticas vulcânicas ou efusivas que resulta da consolidação de uma lava viscosa que se acumula no interior da cratera.
É o ponto mais alto da ilha - “cabeça da ilha”. Do seu cimo tem-se uma enorme vista panorâmica, o que permite contemplar as várias geoformas circundantes como a Cratera do Fundo Grande, Lima Doce, Tapume, Cova Joana, Francelha e Achada Benfica.
A sua elevada altitude e exposição aos ventos húmidos fazem com que o seu cimo esteja rodeado de nevoeiro, um elemento singular da ilha. Pode-se perfeitamente localizar um espelho de captação de água de nevoeiro. Igualmente a sua altitude cria microclimas específicos, que aliadas a outras condições, podem resultar em ecossistemas específicos - ecossistemas das montanhas, encontrando-se ali algumas espécies endémicas.  
O acesso é relativamente fácil, podendo chegar ao atrativo a partir da cidade de Nova Sintra em direção à Zona de Mato Grande. Estando ali, encontrará um miradouro, à sua direita, pode aproveitar um caminho vicinal até ao topo da ilha, onde está o Monte Fontinhas. Também pode ir por estradas, sendo umas pavimentadas e outras não.

 

 
Baía e Porto de Furna
Trata-se de um acidente geográfico localizado no litoral nordeste da ilha Brava, compreendida entre Ponta de Rasque e Ponta Badejo.
Esta baía tem uma forma semicircular ou um crescente, em resultado sobretudo de um intenso efeito erosivo do mar. Caracteriza-se, ainda, pela cristalinidade, limpeza e profundidade das suas águas, sendo esta última caraterística a que lhe permitiu abrigar o único e maior porto de água profunda da ilha, transformando-o num atrativo natural por excelência.
Também ao longo da margem desta baía nasceu e cresceu uma pequena povoação, que se dedica à atividade piscatória, e cujo modo de vida simples e manifestações de cariz cultural e religiosa (festa de Conacri, Nossa Senhora dos Navegantes, São João Batista) ali realizadas, dão a esse espaço um alto valor de atrativo cultural.
Nesta baía sobressaem ainda outros elementos que marcam a paisagem cultural, nomeadamente:
O farol da Ponta Julanga;
Um pequeno bote de cimento sobre um relevo residual, símbolo da festa do Conacri;
Uma pequena avenida que convida o visitante a um passeio e contemplação dos pescadores na sua faina;
Edifícios com traços arquitetónicos antigos que testemunham um dos núcleos da ocupação mais antiga da ilha;
Uma obra técnica, espelho de captação de água de escoamento superficial, que marca pela sua grandiosidade e antiguidade;
E, por último, uma igreja católica onde se comemora a festa de Nossa Senhora dos Navegantes e de São Pedro.
Por abrigar ali o maior porto da ilha e estar ligada por uma estrada nacional moderna que a liga ao norte da ilha, torna-se num atrativo de acesso relativamente fácil.
Estas caraterísticas constituem um forte potencial para que a ilha seja um destino complementar de turismo de cruzeiro, cujo nicho está situada na ilha de Santiago, desde que outros serviços complementares na ilha sejam repensados e redinamizados.

 


Baía e Porto Natural de Ancião
Trata-se de uma reentrância na costa sudoeste da ilha, compreendida entre a Ponta de Nhô Matinho e a Ponta de Quebra Cabeças, e cujo acesso é feito por via marítima.
À semelhança da baía de Furna tem uma forma semicircular. Apresenta como singularidades os seguintes elementos:
Um porto natural acostável, que resulta da ação da natureza;
Água cristalina e sem quaisquer sinais de poluição à vista;
E a famosa falésia que desce a pique sobre o mar e cujo recorte funciona como um esporão natural para desvio e diminuição da dinâmica das ondas.
O elemento harmonizante desta baía, o promontório Sul Ponta Nhô Matinho, foi durante muito tempo utilizado para seguir, tanto o rumo Norte da ilha como o rumo Sul, a todas a embarcações, razões pelas quais foi considerado um sítio estratégico onde se localizou um farol com o mesmo nome.
Esta baía tem um valor histórico, pois graça à sua configuração, permitiu a existência de um porto natural, onde muitos bravenses foram resgatados da fome no século XVI.

 



Baía e Fajã d’Água
Trata-se um acidente geográfico localizado a noroeste da ilha, mais concretamente, a oeste da cidade de Nova Sintra, compreendida entre a Ponta de Nhô Padre e Ponta Garbeiro.
É uma baía com uma extensa dimensão cujos as duas pontas apresentam várias reentrâncias, em consequência do contato entre a ação erosiva marinha e os materiais litológicos heterogéneos e de desigual dureza.
Essas reentrâncias configuram autênticas “piscinas naturais”, o que constitui uma singularidade desta baía, com destaque para a famosa “poça preta” e o seu “castelo filões”.
 A “poça preta” e seu “castelo de filões” constituem um dos elementos atrativos desta baía em forma de pequenas depressões circulares, “piscinas naturais”, em contato com o mar, onde a renovação da água vai depender da maré que se faz sentir ao longo da baía.
É aproveitada pelos moradores locais e por visitantes para mergulho em horas de lazer, graças à sua água tépida e cristalina.
Realça-se a beleza cénica e paisagística desta baía pela sua configuração e extensão, bem como pela frescura da brisa que ali se sente e o verde que serpenteia o vale na sua proximidade.
À semelhança das outras baías da ilha ali nasceu e cresceu uma pequena povoação, com forte tradição migratória e manifestações culturais, com destaque para a comemoração do dia do emigrante no mês de junho.
A entrada da baía é marcada por dois elementos histórico-culturais: uma igreja de traços simples onde se comemora a festa de emigrantes, e um monumento em memória do navio Matilde que fazia a ligação da Brava aos EUA, e que segundo os moradores, não chegou ao destino na sua última viagem
A baía de Fajã d´água é acessível, pois na sua margem é atravessada por uma estrada que vai até ao sopé do Monte Garbeiro.

 



Ilhéus
Na composição da geografia do País, há partes do território que, pela sua pequenez, não foram ocupadas permanentemente, servindo apenas como áreas de refúgio para fauna e flora: são os ilhéus.
Os Ilhéus Secos ou Ilhéus do Rombo situam-se no grupo de Sotavento do arquipélago de Cabo Verde, a Sul.

O isolamento destes territórios, quer das ilhas quer do continente, garantiu a preservação e a proteção de espécies de fauna e flora que, pelo seu valor científico, tornam essas áreas singulares.
A geodiversidade desses territórios, bem como a sua paisagem constituem elementos da sua singularidade.
O seu valor científico, cénico, geomorfológico e geológico, bem como a paisagem no seu todo, somam-se para se tornarem num território singular no cômputo do país, razões pelas quais, lhe foi atribuído o estatuto de área protegida, categorizada de Reserva Natural Integral, conforme o DL/03/2013.
O acesso a este espaço só é possível por via marítima, e apenas para fins científicos, apesar de frequentemente serem utilizados pelos pescadores para a realização da pesca. 

      

     

     

     

Ambiente

Ambiente


A Cidade de Nova Sintra está numa ilha vulcânica activa, apesar de não ter sido registada nenhuma erupção desde o povoamento de Cabo Verde no século XV. As manifestações vulcânicas são registadas principalmente pelos abalos sísmicos de pequena intensidade, emissão de gás carbónico em algumas fendas e existência de uma nascente de água gasocarbónica.
A ilha apresenta muitas falhas tectónicas visíveis no terreno e crateras bem conservadas. A rocha dominante na ilha Brava é o fonólito e última fase eruptiva foi explosiva e fonolítica.

No Concelho da Brava os homens constituem a maioria dos chefes dos agregados familiares, embora a diferença seja pequena. No ano 2010, 51,6% dos agregados eram chefiados por homens e 48,4% por mulheres, cenário diferente da ilha de Santiago. A ilha regista uma forte emigração tanto masculina como feminina e mantém-se um melhor rácio entre homens e mulheres mesmo no meio rural.
O acesso à habitação, no quadro de igualdade do género, deverá ser integrado dentro da política de habitação social para as camadas vulneráveis, uma vez que as mulheres representam a maioria da população pobre e vulnerável nos bairros espontâneos. ( Perfil Urbano da Brava).

Cultura

Cultura


Atrativos Históricos Culturais
A ilha da Brava apresenta, de forma dispersa, uma diversidade de atrativos com valores históricos e culturais, integrados em vários povoados, resultantes da apropriação do espaço e das relações sociais estabelecidas ao longo do tempo. Como exemplos desses atrativos destacamos o abrigo, conveniência e ambiente aprazível, a vista panorâmica, manifestações culturais, obras de políticas do paisagismo Municipal, equipamentos e infraestruturas, entre outros.
Esses atrativos subdividem-se em elementos patrimoniais materiais como edifícios antigos e de arquitetura colonial (casas, escolas, igrejas, mercados, farol, memórias e monumentos, espelho de captação de água superficial, praças e jardins) e imateriais com destaque para as festas de Romarias (Santa Cruz e Santo António, São João, São Pedro, São Paulo, S. Ana, Santa Aninha e Nossa Senhora dos Navegantes) e Populares (Colá São João).
A simbiose entre os diversos elementos faz dos diferentes povoados autênticas paisagens/áreas culturais claramente definidas, ou seja, resultantes de ações intencionais do homem, e nesta categoria podem ser integradas jardins, áreas urbanas e rurais.
Igualmente e por razões intencionais, também os povoados constituem paisagens essencialmente evolutivas, por resultarem de um processo com origem social, económica, administrativa e religiosa, em resposta ao meio natural e humano.
É nesta base que se vai fazer a análise visual da paisagem dos diversos povoados desta ilha, assentes nas relações entre as características visuais dos diferentes componentes, no seu contraste e dominância visual como atrativos históricos culturais, pois constituem no seu todo, Paisagens culturais Associativas, por força da associação a fenómenos religiosos, artísticos, culturais materiais e imateriais.

Santa Bárbara
Trata-se de uma pequena povoação situada a oeste da cidade de Nova Sintra, indiciando um primeiro núcleo urbano antes da atual cidade.
Esta povoação carateriza-se, sobretudo, pela configuração arquitetónica dos seus edifícios em estilo colonial, cobertura em forma de quatro águas e de telha, distribuídos de maneira a formar um estilo de povoamento disperso.
No percurso pela povoação, os visitantes terão oportunidade de apreciar os edifícios e ruas com características arquitetónicas de estilo colonial, tais como habitações, uma igreja católica e, entre outras.

Estando na Ponta de Santa Bárbara, o visitante terá uma excelente vista panorâmica para o mar, podendo apreciar, se o dia for de boa visibilidade, grande parte do nordeste da ilha, onde sobressai o Porto e Baía de Furna, a Baía de Pesqueiro, Ribeira de Vinagre onde outrora se situava uma fonte que brotava água com caraterísticas minéro-medicinais e os ilhéus Rombo ou Secos.
O acesso a esta povoação é relativamente fácil por ser atravessada por uma estrada antiga, que outrora fazia a ligação entre o Porto da Furna, a norte, e outras povoações da ilha.

 

     

     



Cidade de Nova Sintra
A cidade de Nova Sintra fica num planalto de aproximadamente 520 m de altitude e apresenta uma vista panorâmica para o mar.
É um núcleo urbano, que evoluiu de uma antiga vila, e que ganhou o estatuto de cidade em 2010. Dada a sua altitude fica, por vezes, coberta de nevoeiro durante dias e semanas o que lhe confere uma paisagem singular e alguma tranquilidade. Nos dias de céu limpo pode avistar-se a ilha do Fogo.
Esta cidade apresenta um traçado urbano com marcas da arquitetura colonial. No seu centro histórico encontram-se vários edifícios antigos, com elevado valor arquitetónico, com destaque para igrejas, Praças e Museu, Mercado Municipal, Escolas antigas, Casas de estilo colonial, entre outros.
É uma cidade de pequena dimensão que não sofreu alterações profundas no seu traçado urbano e cujas ruas e edifícios mantêm praticamente as mesmas características da época colonial. Destaca-se pela sua originalidade arquitetónica e pelo seu traçado urbano planeado, pelo seu fácil acesso que facilita a mobilidade urbana, com forte presença de áreas verdes, o que a torna numa cidade atrativa.
Trata-se de um centro urbano onde reina o silêncio e é bastante convidativa para o relaxamento, descanso e contemplação da paisagem urbana. Do alto da cidade de Nova Sintra temos um autêntico miradouro, podendo avistar-se toda a cidade e a própria ilha do Fogo, num dia de céu aberto.



Casa Eugénio Tavares, atual Museu
A Casa de Eugénio Tavares, atualmente Museu da Brava, fica no centro histórico da cidade de Nova Sintra, na Rua da Cultura, Aldeia de Pé da Rocha. É um edifício tradicional e Senhorial marcado por traços característicos da arquitetura colonial.
Esta casa museu, para além do seu valor histórico, tem um valor simbólico muito forte, por estar associada a uma personalidade que marcou a sua época e a cultura cabo-verdiana. Pelo simbolismo que representa a figura de Eugénio Tavares, enquanto revolucionário, poeta e escritor, a Casa museu Eugénio Tavares é um ponto de visita quase “obrigatória” para quem se desloca à ilha Brava. Ao lado do Museu da Brava foi erguido um Busto, numa praceta, em homenagem ao poeta Eugénio Tavares, um dos expoentes da literatura cabo-verdiana.

 


Praça Eugénio Tavares
A Praça Eugénio Tavares fica localizada na zona central do centro histórico da cidade, logo à frente dos Paços do Concelho. É uma praça de grande dimensão, forma retangular e que preserva ainda as suas características originais.   
Tem uma esplanada que se encontra inoperante e vários bancos no seu interior para descanso. Encontram-se ali árvores de sombra e plantas ornamentais, com um colorido verdejante, tornando este espaço bastante aprazível.
É um espaço de lazer convidativo para descanso, relaxe e contemplação. Ali, foi erguido um monumento em memória de Eugénio Tavares, em junho de 2002, pelo reconhecimento de todo o legado deixado durante a sua vida.

 

     



Cova Rodela
Trata-se de um pequeno povoado rural situado nas proximidades de Nova Sintra.
Este pequeno aglomerado rural nasceu e cresceu dentro de uma antiga cratera vulcânica, onde alguns elementos se harmonizam para a tornar uma paisagem atrativa, nomeadamente edifícios com traçados arquitetónicos tradicionais muito simples, manchas de focos agrícolas e espécies endémicas de dragoeiro. O povoado de Cova Rodela é de fácil acesso, podendo ali chegar-se a pé ou de carro. Pode-se apreciar a sua paisagem que é bastante convidativa.

 

     



Cova Joana
É uma povoação rural situada a sudoeste da cidade de Nova Sintra, ao pé de Nossa Senhora do Monte, no interior de uma enorme cratera vulcânica.
Numa zona atravessada pela estrada nacional que liga o Norte ao Sul da ilha, encontra-se no cimo a Cova Joana, de onde o visitante poderá obter excelentes vistas panorâmicas, tendo como exemplo a enorme cratera frequentemente coberta pelo nevoeiro, que aparenta ser uma grande muralha a proteger o aglomerado populacional.
Ainda na sequência da contemplação dos elementos dessa paisagem sobressaem, à vista do visitante, vários edifícios com traços arquitetónicos simples, predominando as cobertas em forma de quatro águas e de telha, que marcam, de alguma forma, a arquitetura colonial.
Podem igualmente observar-se os campos agrícolas e um enorme espelho de captação de água de escoamento superficial, manchas verdejantes de cobertura arbórea e arbustiva, com destaque para figueiras, e que testemunham uma paisagem cultural muito humanizada.
Segundo alguns moradores locais, o nome Cova Joana advém da sua forma vulcânica, já que ali viveu uma das mais conceituadas proprietárias agrícolas da ilha, a “Dona Joana”.
Nesta paisagem cultural, onde é evidente uma forte relação entre o natural e o humanizado, podemos ter uma boa qualidade visual, uma vez que os elementos se harmonizam, o que a torna singular ao ser comparada com outras povoações da ilha.
Esta povoação, “bonita” e singular e associada ao fácil acesso, é um atrativo a visitar, sobretudo para os amantes do segmento de turismo rural, turismo ambiental e de aventura.

 

     



Nossa Senhora do Monte
É uma povoação situada a sudoeste da cidade de Nova Sintra, fazendo fronteira com os povoados de Cova Joana, Lima Doce e Campo Baixo.
Trata-se de uma povoação com uma paisagem singular, pelo que o visitante, que optar por conhecer esta zona, terá a oportunidade de apreciar elementos ligados a patrimónios arquitetónicos, com traços originais europeus bem conservados, tais como uma Escola de característica colonial, a Igreja de Nossa Senhora do Monte, o Centro Social, antiga Residência da Família de Joaquim e Maria da Graça.
Nossa Senhora do Monte, por estar localizada numa zona alta, oferece ao visitante uma excelente vista panorâmica da baia e fajã de água, a contemplação do nevoeiro que cobre parte da zona, dispondo, para tal, de um miradouro que facilita a vista e ao mesmo tempo pode descansar, uma vez que possui assento.
Os elementos naturais e históricos culturais harmonizam-se entre si, transformando a paisagem de Nossa Senhora do Monte num atrativo significativo para os que visitam a ilha. Os momentos de maior requinte devem obter-se são a altura da comemoração da festa da ilha (São João, 24 de junho) e da festa da localidade (Nossa Senhora dos Montes), bem como após a queda das chuvas.

 

     



Mato Grande
É uma localidade situada a sudeste de Nova Sintra, confinando com o povoado de João de Noli e Garça. Nesta localidade existe um miradouro que permite contemplar toda a cidade de Nova Sintra, um Forte supostamente relocalizado, com peças de canhões voltados para a cidade, o que pressupõe um ponto estratégico para a defesa desta urbe. Ali também uma pequena Capela onde se reza pontualmente a missa.
Do Mato Grande pode contemplar-se, na vertente do monte Amargosa, uma grande diversidade de espécies vegetais endémicas. Dali, ainda se pode apreciar até ao litoral, a extensa ribeira da Garça e a Ribeira da Cruz.

 

     



Cachaço
É uma localidade situada a sul da cidade de Nova Sintra, próxima de Fontainhas. Possui É uma área com uma paisagem árida, de cor esbranquiçada devido à predominância da formação geológica de natureza fonolítica. Sobre esta paisagem existe um pequeno aglomerado populacional, cuja singularidade é a harmonização entre alguns elementos naturais e humanos. É uma localidade “pacata” e pouco atrativa, com forte indícios de desertificação e de povoamento. Esta localidade destaca-se como atrativo histórico cultural por devido a ter uma capela de estilo arquitetónico moderno, se comparada com os outros patrimónios religiosos da ilha.

 

     



Baleia e Garça
A Baleia e Garça são duas pequenas localidades contíguas, situadas no sudeste da cidade de Nova Sintra, a seguir à zona de Mato Grande. Trata-se de dois pequenos núcleos populacionais, situados na encosta de uma montanha, com vista panorâmica para o mar. Apresentam um relevo bastante montanhoso com vales profundos, sendo, na parte alta, verdejantes contrastando com o litoral que possui uma paisagem semiárida. É uma localidade em que as pessoas se dedicam à agricultura, pecuária e pesca à moda tradicional.
O acesso a essas localidades é feito através de caminhos vicinais traçados pela própria comunidade. Existe ali uma associação comunitária muito forte e coesa que luta para manter a tradição e os modos de vida rural.
Um dos aspetos que marcam esta localidade é a comemoração de duas festas religiosas muito vivenciada pelos moradores: a de Santa Aninha e a de N. S. dos Navegantes.

 

     

     

 

FESTA

DATA

LOCALIDADE

Dia de Reis

05 de Janeiro

Em diversas localidades

Dia de São Sebastião

20 de Janeiro

Em diversas localidades

Santa Cruz *culinha

03 de Maio

Em diversas localidades

Santo António

13 de Junho

Lém

São João (Padroeiro da Ilha)

24 de Junho

Em diversas localidades

São Pedro

29 de Junho

São Pedro

Dia de São Paulo

1º Domingo de julho

Em diversas localidades

Dia de São Paulinho

2º Domingo de julho

Em diversas localidades

Dia de Santaninha

Último Domingo de Julho

Mato Grande, Baleia e Garça

Dia de Sant´Ana

Último Domingo de Julho

Mato e Escovinha

Nossa Senhora dos Navegantes e Conacry

Primeira quinzena do mês de Agosto

Furna

Nossa Senhora da Graça

15 de Agosto

Nossa Senhora do Monte

Dia de Todos os Santos

01 de Novembro

Em diversas localidades

Género

Género

No Concelho da Brava os homens constituem a maioria dos chefes dos agregados familiares, embora a diferença seja pequena. No ano 2010, 51,6% dos agregados eram chefiados por homens e 48,4% por mulheres, cenário diferente da ilha de Santiago. A ilha regista uma forte emigração tanto masculina como feminina e mantém-se um melhor rácio entre homens e mulheres mesmo no meio rural.
Não existe qualquer descriminação legal, do género no acesso à escola ou ao emprego, até porque tanto no ensino básico como no secundário a percentagem de meninas é superior ao de rapazes. No quadro tradicional existem algumas actividades profissionais reservadas aos homens ou às mulheres mas mesmo assim assistem-se a grandes mudanças nos últimos anos.
Como acontece nas outras ilhas, regra geral são os homens que têm a iniciativa de construção das habitações, não existindo, no entanto, nenhuma restrição legal para o acesso das mulheres às terras. As mulheres chefes de famílias monoparentais têm mais dificuldade de acesso à habitação própria porque são mais afectadas pelo desemprego e pela pobreza.

Como acontece nas outras ilhas, o comércio informal, sobretudo na venda de peixe, produtos agrícolas e bijuteria, apresenta uma grande participação feminina e algumas mulheres montam pequenos negócios com algum sucesso e amealham recursos para a construção das suas habitações.
Na ilha Brava é menos frequente as chefes de famílias com maridos no estrangeiro como acontece na ilha de Santiago, mas também nesses casos as mulheres recebem recursos da diáspora e constroem as suas habitações que, geralmente, possuem alto standing para o padrão médio da cidade.

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