Em cumprimento do estatuto, o Conselho Geral da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos (ANMCV) realizou a sua VI reunião ordinária, tendo sobre a mesa a apreciação e aprovação dos instrumentos de gestão, quais sejam, o relatório de atividades e a conta de gerência referentes ao ano de 2022, desta feita no município da Ribeira Brava, em São Nicolau.
Segundo o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, José Martins, a realização desta reunião em Ribeira Brava em época festiva, isto é, época do carnaval, sendo São Nicolau uma ilha com grande dinâmica na festa do Rei Momo, chega para desafiar e impulsionar este município a trilhar um caminho promissor rumo a um novo tempo e uma nova Ribeira Brava.
Igualmente, o Presidente do Conselho Diretivo da ANMCV, Herménio Fernandes, corrobora e enaltece que se faz necessário ultrapassar os desafios que se impõem ao poder local, que nos seus 31 anos de existência, mostrou ser o caminho para o desenvolvimento.
O caminho para o desenvolvimento é sem dúvidas a descentralização e a política de financiamento dos municípios, que precisam estar preparados para receber os investimentos. Daí a necessidade de as autarquias avançarem com a implementação das posturas municipais por forma a garantirmos territórios organizados, saudáveis, seguros, atrativos, competitivos e sustentáveis, concluiu Fernandes.
Igualmente, segundo o Presidente Substituto do Conselho Geral da ANMCV, Aníbal Fonseca, é crucial ultrapassar os desafios respeitantes à conectividade entre as ilhas, em prol da superação das assimetrias regionais que têm constrangido o desenvolvimento harmonioso do país.
Em consonância, o Ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, que presidiu o ato de abertura, realçou que a presença do governo nesta reunião é sinal claro e inequívoca do compromisso para com o poder local.
O governante aproveitou o momento para, em nome do governo, propor a adoção de um Pacto ou Carta Compromisso para o Desenvolvimento Sustentável, entre o poder central e municipal, abrangendo as componentes económica, sociocultural e ambiental, com metas bem definidas no espaço e no tempo, dado à necessidade do envolvimento de todos neste processo de desenvolvimento dos municípios e do país.







